Qual é o seu conselho para mim

O "tema" por trás de House of the Dragon

2020.11.22 17:00 altovaliriano O "tema" por trás de House of the Dragon

Em uma recente entrevista que Ryan Condal deu ao pior fansite do mundo Winter is Coming, ele afirmou o seguinte sobre House of the Dragon:
[...] eu acho que qualquer escritor, toda vez que se aproxima de um projeto, pergunta: 'Por que estamos contando essa história?' E isso geralmente é uma pergunta sobre o tema. A série original tem certos temas, e eu acho que eu e Miguel (Sapochnik) encontramos juntos esse tema, que permeia muito da dinastia Targaryen, sobre o qual estamos muito animados.
(tradução livre)
Como vemos o showrunner fez essa revelação com o propósito de distinguir HotD e GoT, mas não explicou nem quais eram os temas de um nem do outro.
Eu já tenho uma certa resistência à discussão de temas em matéria de arte dramática. Não porque eu concorde com a declaração de David Bennioff que "temas são coisas para resenha de livro de aluno da oitava série" (tradução livre), mas porque eu acho que realmente entender o tema de uma história é uma grande realização. Normalmente, os próprios autores das obras estão alheios a seus temas, que são por vezes melhor determinados pelos críticos de suas obras.
Com isso, não estou dizendo que Ryan e Miguel não são capazes de perceber temas. Uma pesquisa no Google mostra como há um grande número de pessoas debatendo os temas de ASOIAF com bastante propriedade e sofisticação. A percepção de temas não é uma religião de mistérios.
O que me deixa desconfiado é que Condal afirma ter percebido um único tema que permeia muito da dinastia Targaryen. E, não sei o que vocês acham, mas para mim quando ele diz que estão "muito animados" com o tema encontrado é como se dissesse "este é o tema central que vai influenciar tudo". #medo
Eu ficaria completamente tranquilo se Condal dissesse que eles identificaram um conjunto de temas. Mas um único tema que permeia as histórias de centenas de personagens por centenas de anos? É bom que eles tenham certeza do que estão fazendo.
Enfim, eu fiquei imaginando qual tema seria esse, dentre os tantos possíveis. Há muitas listas de temas na internet (veja essa, por exemplo). Eu selecionei alguns temas comuns que parecem ter relação com a Dinastia Targaryen.

Mudança vs Tradição

Os Targaryen chegaram em Pedra do Dragão para nunca mais voltar a Valíria, mas mantinham costumes próprios. A única mudança que é vagamente dita nos livros foi que é possível que eles tenha se convertido à Fé dos Sete logo no tempo de Aenar. No tempo da Conquista, a Casa ganhou nova sede, um brasão e seu lema.
Durante a dinastia, muita pressão foi exercida sobre a Casa para que ela abandonasse o incesto e a poligamia. A história da Casa é marcada pelo atrito e diplomacia para manter seus costumes e privilégios, pois eles acreditavam que estas diferenças eram o que lhes tornavam poderosos e melhores dos seres humanos comuns.
Um subtema que eu acrescentaria aqui seria o "ceder para governar", algo que os Targaryen fazem desde Aegon I.

Opressão das mulheres

As mulheres Targaryen tinha um protagonismo que era estranho aos costumes dos Ândalos. Meistre Gyldayn nos conta como Visenya e Rhaenys eram consideradas parceiras de Aegon no poder, com poder comparável à Mão do Rei (cargo que ainda não existia):
Embora ninguém duvidasse que Aegon Targaryen fosse a autoridade máxima em todos os assuntos relativos ao governo do reino, suas irmãs Visenya e Rhaenys continuaram suas parceiras no poder por todo o reinado. Exceto talvez pela Boa Rainha Alysanne, esposa do rei Jaehaerys I, nenhuma outra rainha na história dos Sete Reinos jamais exerceu tanta influência na política quanto as irmãs do Dragão. Era costume do rei levar consigo uma das rainhas em todas as suas viagens, enquanto a outra permanecia em Pedra do Dragão ou em Porto Real, muitas vezes sentada no Trono de Ferro, decidindo quaisquer questões que lhe fossem apresentadas.
(F&S, Três Cabeça tinha o dragão: O governo de Aegon I)
Esse poder feminino sem precedentes nos Sete Reinos, contudo, foi se esvaziando conforme o passar do tempo, conforme a Casa Targaryen foi sendo absorvida pela cultura de Westeros. Conselho após conselho, crise de sucessão após crise de sucessão, as mulheres foram puladas na linha de sucessão.

Últimos de seu tipo

Volta-e-meia corria pelos sete reinos o estigma dos Targaryen como loucos, feiticeiros ou abominações. Eles não eram simples estrangeiros de uma terra de costumes estranhos. As pessoas os tratavam como diferentes dos homens normais. A doutrina do excepcionalismo colou justamente porque, no fundo, as pessoas em Westeros os viam como pessoas diferentes.
"Mas há descendentes de valirianos por todo o mundo", alguém poderia alegar. Entretanto, os valirianos são os últimos Senhores de Dragão. A última das 40 famílias que governaram Valíria. E, supostamente, apenas seus descendentes podem domar as feras que (supostamente) surgiram das Quatorze Chamas.
Como nós sabemos que os Targaryen serão depostos e extintos (ao menos no cânone da HBO), toda a história Targaryen torna-se uma exploração das razões que levaram à desgraça da Casa.

Destino / Predestinação

A existência deste tema é discutível, mas toda a história conhecida dos Targaryen é permeada pela sensação de predestinação. Tudo começa com o sonho de Daenys que os tira de Valíria e evita a destruição da Casa, passa pelas profecias sobre o renascimento de um herói mítico na linhagem, e culmina com o renascimento dos Dragões no momento em que uma segunda Longa Noite se aproxima.
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Vocês acreditam que algum destes temas é aquele ao qual Ryan Condal se referiu?
Vocês veem outros temas que permeia a dinastia Targaryen além dos citados acima?
Por favor, comentem!
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2020.11.17 00:08 Corvus_Augustus Estou na lista e espera?

Eu tenho uma amiga que conheço desde o ensino médio (2014) e desde lá nós tivemos idas e vindas com nossa amizade. Um fato importante é que nós meio que 'nos gostamos' durante o EM; quer dizer, eu gostei dela mas não sei o quanto fui importante para ela. Ela disse-me recentemente que também gostava de mim, mas eu sinto/acho que eu fui bem mais dependente e queria-a muito mais do que ela queria-me. Ela foi a primeira mulher (garota na época, eu suponho) que eu beijei, e a única até então. Esse fato marcou-me de uma forma que acho que teria-a em minha memória por um bom tempo, e talvez para sempre, pois foi a minha 'primeira vez em algo'.
O fato é que depois disso eu passei um tempo alimentando um ressentimento por ela pois não entendia o que ela havia sentido por mim; isso causou-me desistir de falar com ela por diversas ocasiões e 'encerrar a amizade'. Mas o fato é que considero-a uma pessoa agradável e até que gosto de nossa amizade, que é bem divertida ás vezes. Ela não é muito de me ouvir, o que me incomoda um pouco, mas eu tento relevar pois sei que nem todos sabem fazer tudo.
Ela é, aparentemente (pois não sei o quanto disso é/pode ser verdade), bastante religiosa e tem o costume de chamar-me bastante para visitar a igreja dela. Eu me considero (+/-) Cristão mas eu não quero, no momento, ir em igreja alguma pois sinto que preciso aprender mais sozinho antes de decidir onde ir. Não entendo a razão de 'eu ter de ir na igreja dela' é tão importante para ela e gostaria muito que ela parasse de ficar insistindo. Em nossos tempos de EM, eu sentia que ela meio que condicionava eu converter-me e frequentar a igreja dela para poder namorarmos. Tudo bem, eu entendo. Mas recentemente, esse ano, ela não queria sair mais para lugar nenhum comigo que não fosse a igreja.
Recentemente tivemos uma conversa por ligação onde fui bem honesto com ela em relação á nosso passado; eu disse-lhe que apesar de aquilo ter sido importante, e memorável para mim, eu arrependo-me muito de ter gostado dela devido ao sofrimento, e por ter atrapalhado-me nos estudos, que aquilo causou-me. Ela aparentemente ficou feliz por eu ter dito que ela foi 'importante' para mim por ter sido meu primeiro beijo e honestamente eu senti-me meio machucado por ela não ter levado em consideração que machuquei-me. Mas tudo bem, eu perdoo-a, apesar de achar que a culpa foi toda minha pois afinal quem se apaixonou fui eu.

Hoje em dia posso dizer que não penso mais nela romanticamente, e até torço muito para que ela consiga realizar seu sonho de se casar, e que seja com uma boa pessoa. Mas tem umas coisas que eu não entendo. Temos os costume de dizermos 'eu te amo' um para o outro; eu cedi isso mais pois ela fazia questão, e decidi fazer para agradá-la. Tento ser 'fofo' com ela ás vezes mas não é nada falso, eu realmente tenho vontade de agir assim as vezes. O problema é que não importa quantas vezes eu diga para ela que "não estou apaixonado por ti", ela sempre faz questão de me dizer que "me ama como amigo só" ou que "somos apenas amigos, tá?". Ela também ás vezes brinca perguntando-me se estou apaixonado por ela.
[Esqueci de mencionar que:] Desde o EM, todas as vezes que saímos nós dois, nós ficamos. Nunca combinamos isso mas sempre acontece. Todavia, na última vez que saímos eu havia decidido não ficar mais com ela. Não porque não acho legal, mas pois honestamente para mim, apenas ficar com alguém por quem não amo (romanticamente) e/ou não estou apaixonado por, não me traz prazer ou satisfação; é apenas uma satisfação de desejos carnais (não que seja ruim ou errado, mas não é o suficiente para mim, quero os emocionais também).
Nunca entendi a razão de ela fazer isso e sempre quis entender. Ela nunca deu-me uma resposta direta, como geralmente não dá ao falarmos sobre esse tema, e sempre fiquei na dúvida. Por esses dias, fui pedir conselhos para uma amiga sobre isso e o que ela falou-me mexeu muito comigo.
Minha amiga disse-me que ela age assim pois eu não sou uma 'opção' para ela, que ela tem uma necessidade e como eu supro, ela usa-me para isso. Também que pode ser que quem ela realmente quer não está disponível, ou não a quer, e eu acabo ocupando essa vaga para ocasionalmente. É como se ela desse-me uma senha e deixasse-me numa lista de espera para ver se alguém melhor aparece; é como se eu fosse um 'encosto emocional'.
Isso me deixou meio mal; eu já havia cogitado isso mas eu nunca quis acreditar e preferi acreditar que éramos de fato amigos. Eu sou meio introvertido então 'sumo' as vezes. Mas ela sempre me chama; ela sempre insiste para falarmos por ligação, para eu mandar áudio e ela poder 'ouvir minha voz', ou então para nos vermos pois ela sente saudades. Eu demoro muito mais do que ela para sentir tanta falta assim mas geralmente eu acabo cedendo para fazê-la feliz; pensava até em fazer isso com a igreja pelo mesmo motivo mas...(pandemia; sem chances vou me aglomerar num lugar).
Depois que minha outra amiga, a qual busquei conselhos, disse-me isso eu lembrei de várias coisas que aconteceram. Lembro que ela não gosta de 'ficar muito perto' quando andarmos na rua para que as pessoas 'não pensem outras coisas'. Nunca entendi isso mas sempre aceitei.
Não quero me passar por vítima; eu já 'terminei oficialmente' a amizade antes pois ela não me dava o que eu queria (me ouvir e conversar mais comigo sobre coisas que não sejam igreja/o que ela faz/ etc). Mas resolvi 'aceitá-la como ela é' e tentar lidar com isso, tentando retribuir para ela os momentos de diversão que temos ás vezes.
Mas caramba, essa nova perspectiva me deixa bastante desmotivado, e até magoado eu diria. Tem uma voz na minha cabeça dizendo-me para 'parar de frescura', mas a isso ainda me incomoda. Eu não sei o que fazer; não sei se deveria confrontá-la sobre isso e tentar saber a verdade ou se deixo para lá e tento não ligar para isso. O que sei é que, no momento, eu não tenho vontade de falar com ela.
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2020.09.30 21:06 pla-to Escritor a beira do colapso

Olá, Brasil
hoje venho lhes apresentar meu dilema. Gostaria de saber se os senhores podem me auxiliar, pedindo desculpas antes mesmo de começar a me explicar, tendo em vista o tamanho do post que abaixo segue. Para quem possuir a paciência e a resignação de ler até o final, só me faz possível agradecer e lhe estender um virtual e fraternal abraço.
tl;dr>! sou bipolar e gosto de escrever, não tenho um puto no bolso pq anos de estudos de filosofia e literatura me tornaram incapaz de conviver de maneira adequada nessa sociedade doente, peço que avaliem meu trabalho para que eu saiba se há futuro para mim na escrita e, também, que me ajudem com conselhos profissionais, doações ou de qualquer outra forma para que eu possa sair da cidade em que resido e busque um lar em São Paulo.!<
Vamos lá:
Me chamo Dillon Hagar (meu pseudônimo literário) e tenho ~30 anos. Sou formado em direito e administração com pós em direito penal e processual penal, não que isso me seja muito relevante sobre quem sou, acredito estar mais relacionado com minha história.
Venho de uma família brasileira típica: meu pai e minha mãe são pessoas honestas que sempre trabalharam (muito) para buscar oferecer o melhor para meu irmão e eu. Apesar da extrema formalidade que compele o viver dos dois, sei por fato e história o quanto eles nos amam. Meu pai sempre foi um cara absurdamente estourado e - até recentemente - acreditei que isso era apenas seu jeito de ser, afinal o cara já engoliu alguns sapos da vida (principalmente de sua falecida mãe).
Talvez pelo fato de ser tão estourado, permiti por muito tempo que minhas escolhas fossem feitas por mim, afrontar seus nervosismos só me gerava ainda mais ansiedade. Sempre me foi difícil o necessário pisar em ovos com ele, já que somos pessoas absolutamente distintas. Seu ideal de justiça é através da imposição da violência enquanto sou apenas um advogado que valoriza o debate, defende as garantias e direitos individuais e conhece um pouco das mazelas do nosso maravilhoso Brasil.
Fiz uma faculdade (duas, se prezar pela especificidade) que me habilitaram em uma profissão que não tinha e nem tenho a menor intenção de exercer. Sou advogado inscrito na OAB/SP, porém tudo que gostaria de fazer é rasgar minha carteira e escrever... Mas tudo bem, quem não é advogado hoje, não é mesmo?! Está ai a primeira vaidade formal que meus pais têm sobre mim que não faço questão.
Tenho um irmão mais velho (programador) que, com muito trabalho e talento, conquistou seu lugar ao sol nesse caótico mundo e foi morar em outro país, longe do julgamento dos velhos.
Para o caçula, restou apenas buscar se adequar a sociedade de uma cidade do interior paulista (~180k habitantes, ~450km da capital) e tentar ganhar algum dinheiro, porém, como fazemos isso quando não há oportunidades e se é um desarticulado?
Aos melhores empregos, não possuo a experiência. Para os demais, sou mais qualificado do que deveria. Sou um monstro em pele de homem, vagando por uma cidade que não parece ter o interesse de recepcionar o diferente.
Veja bem, estimado leitor. Sei o que sou e, acredito que aqui, seja o momento ideal para dizer o bestial ser que lhes redige este biográfico texto. Minha sinceridade é inata, não posso me mostrar por menos, não me sentiria bem comigo mesmo se não soubessem quem realmente é aquele que lhes pede algo.
Há alguns anos - graças a uma maravilhosa ex-namorada psicóloga - contrariado pelos meus pais que sempre viram saúde mental como tabu, decidi buscar ajuda profissional para tratar o vazio existencial que existe/ia dentro de meu peito. Após 6~8 anos de terapia e pelo menos outros 6 de clínica psiquiátrica, me deparei com o diagnóstico de um distúrbio de personalidade, "Transtorno de bipolaridade tipo 2", dizem os médicos. Como gosto de informalidades, prefiro chamar apenas de "meus demônios".
"Meus demônios" por muito tempo foram seres antagônicos dentro de mim, me aterrorizavam madrugadas a dentro, cochichando terríveis segredos em meus ouvidos. "Nunca serás o suficiente", "aqueles que dizem te amar riem de ti", "se tens medo de monstros olhe bem para dentro de si: tu és o monstro de quem teme". Nada legal, não?!
Medicação e terapia me tornaram inteiros, ao menos o suficiente para que tomasse as forças necessárias para meu "salto de fé", me fazendo no começo do ano finalmente deixar o ninho e buscar continuar somente com a força de minhas próprias pernas. A felicidade e a esperança, como bem sabem do ano de 2020, talvez tenham sido mal colocadas.
Surpreendentemente, mesmo com as coisas nesse plano de existência estarem indo em vertiginoso declínio, me encontro de certa forma bem e feliz comigo mesmo. "Meus demônios" agora são seres integrados em minha convivência e, com a força do estudo da filosofia (valeu Platão, estoicos, Nietzsche e demais) e outros literatos, descobri que não deveria mais temer minha patologia. Aprendi que ela sou eu e eu sou ela, essa "bipolaridade" que me faz navegar tão rapidamente entre humores é tão somente parte de quem sou. Se antes terapia e remédios eram minha cura, hoje digo com propriedade que aprendi ser minha própria mirtazapina. Se antes chorar de manhã e sorrir de tarde eram um problema, hoje aprecio o fato de lacrimejar enquanto escuto Avril Lavigne (que mulher!), mais tarde me abraçar ao som de Dream Theater e me odiar durante as madrugadas com Witchcraft ou Void King. Música, filmes e livros: ai está minha eterna companhia.
Pois bem, caríssimos estranhos. Sou o que sou e não lhes nego! Talvez esse seja o maior trunfo do anonimato: a possibilidade de ser quem quiser ser sem o prejuízo de julgamentos. Espero que minha sinceridade não lhes seja ofensiva ao decoro, para os que até aqui chegarem agradeço de coração sua insistência.
Ok, ok, divago! Vamos voltar ao ponto central e motivo desse texto: Não tenho amigos e não tenho emprego. O primeiro se deve ao fato de que sou quem sou: aprendi a duras verdades que em uma cidade deste tamanho existem mais pessoas dispostas a lhe julgar do que entender. Geralmente fogem quando confesso ser bipolar ou quando descobrem que não tenho medo de estar em contato com meus sentimentos. Que coisa não?! Em pensar que o que todos buscavam era verdadeira conexão e honestidade nas relações. Mas tudo bem, quem lhes redige sabe que sua intensidade pode ser exigente demais da disponibilidade dos outros, procuro não julgar os que me negam.
Já para falta de emprego talvez seja uma consequência lógica do primeiro: Em entrevistas de emprego costumo ser brutalmente honesto com meu empregador (afinal não é o que pedem?), ainda há pouco me perguntaram qual o meu salário ideal, quando respondi minha quantia, balançaram a cabeça em sinal negativo e disseram que era incompatível. Quem sabe não tenha sido o mais inteligente de minha parte dizer que "talvez o senhor não devesse fazer perguntas que não lhe agradam a resposta, achei que me perguntavas o que eu queria, não que buscasse adivinhações". Sim, sou este tipo de ser. Novamente perdão se lhes ofendo, reafirmo não ser minha intenção. Convido-lhes para uma reflexão, amado desconhecido: poderia eu, sendo quem sou, responder diferentemente?
Pois bem, venho fazendo o que todo jovem advogado têm feito: ofereço serviços jurídicos a preços módicos (que costumeiramente adapto aos meus clientes como forma de lhes ajudar). Sou criminalista mas somente atendo um seleto tipo de criminosos: àqueles a quem se não oferecido um serviço jurídico, muito provavelmente seriam engolidos pela máquina punitiva do Estado e integrados ainda mais a criminalidade. Não advogo para partidos criminosos e muito menos para criminosos de carreira, minha intenção é ajudar e não livrar-lhes de culpa. Talvez percebam aqui os motivos de porque não me restar dinheiro...
A fim de dedicar ainda mais honestidade à este texto, digo-lhes que tenho sim uma amiga. Uma sócia-comparsa, somos advogados e trabalhamos juntos coletando moedas enquanto tentamos ajudar, um pássaro de asa quebrada por vez.
Novamente divago, perdão. Ao ponto então: bem, como já devem tê-lo percebido, meu negócio é a escrita. Amo escrever, estudo latim por hobby, leio dostoievisk por esporte. Escrevo poemas, poesias, cartas, o que quiser. Dedico aos meus amigos e conhecidos aquilo que posso oferecer: no meu caso é o que coletei em meus 30 anos de existência. Você tem um problema amoroso? Ótimo! Sou teu brother e lhe farei uma carta ou um poema para que sares o coração, ó jovem apaixonado! Lhe incomoda a ansiedade saber que em breve terá que defender seu TCC? Maneiro, meu parceiro! Dedicarei à ti minha próxima carta sobre como deve se lembrar que em outra época, também já se apavoraste com o vestibular mas, ainda assim sobreviveste. Aproveito para lhes endereçar esta pergunta: Como se sentiriam se alguém lhes dedicasse uma carta sobre um problema que você confessou ter? Enfim, acho que pegaram o fio da meada.
Atendendo ao meu cósmico chamado, neste mês de setembro (setembro amarelo, lembro), silenciei meus demônios e passei a publicar alguns de meus textos, cartas e poemas em meu facebook particular. Alguns receberam mais likes que outros, alguns nenhum. Devo dizer que me dói saber que minha escrita às vezes não é apreciada.
Ao verem uma suculenta oportunidade, meus "dêmos" foram atiçados e voltaram a sussurrar. A minha vantagem é que neste momento, estando um bocado mais forte que antes, pensei que talvez não devesse eu ceder a régua que me mede à mão de pessoas que porventura não são verdadeiramente amigas. Improvável mas possível...
Sem dinheiro, sem perspectiva e sem companheiros, resto sozinho vivendo em um apartamento quase de favor com um conhecido. Gostaria de me mudar para São Paulo e conhecer todas aquelas pessoas estimulantes que pertencem àquele maravilhoso lugar, porém, como, se não disponho de condições nem para minha terapia e psiquiatra? Às vezes sinto que minto para as duas quando digo que estou bem, em ordem de fazer diminuir o número de sessões e medicamentos que preciso despender. Mando meu amor para as duas: não fosse por elas e os descontos absurdos que me proporcionam (na terapia, pago menos da metade; na psiquiatra, 1/3), talvez eu não estivesse me sentindo tão radiante. Não é lindo quando profissionais se despem de sua autoridade e tocam outro humano apenas como um humano?
Pois bem, venho até este maravilhoso sitio eletrônico e lhes peço: sejam meus juízes! Convido-lhes ao meu julgamento e de meu trabalho. Serei eu um bom escritor? Existe um ofício por trás destra escrita? Poderia eu tudo abandonar e - quem sabe finalmente - me encontrar alinhado e instrumentalizado pelo senhor universo através da bela e indescritível energia cósmica enquanto escrevo? Acredito que o tempo e os senhores podem me dizer...
Encaminho o link de meu tumblr (tumblr pra escritor br, ok, isso é ainda de se analisar), nele encontrarão algumas de minhas escritas publicadas nesse mês de setembro. Caso a paciência e a boa vontade acompanhem os senhores e senhoras, peço gentilmente que leiam, avaliem e sentenciem neste post o que considerarem pertinente. Caso estejam cansados de minha presença e queiram buscar apenas o poema mais lido, acredito que tenha sido este.
Para aqueles que realmente creem no valor de meu trabalho, também anexo um link para doação em paypal, onde aceito qualquer valor que puderem me ceder. Por ora, fica desabilitado a possibilidade de subscreverem em assinatura as doações, antes avaliarei se há futuro para mim nesse negócio de escrita.
E para você, que precisa de alguém que lhe escreva uma carta, um poema, uma poesia, ou que tenha, sabia ou queira um empregado escritoredatofaz tudo, sabia que recebo pedidos por email ( DillonHagarF ARROBA gmail PONTO com ) ou até mesmo através desse post ou direct.
Há aqueles que me chamarão de tolo por acreditar na bondade de estranhos na internet, devo lhes dizer que não me importo. Somente atendo minha própria natureza assim como acredito que cada um deve atender a própria. Estejam todos abençoados e em paz: aos que me ajudarem, mais, aos que me ignorarem, em igual proporção.
Por fim, agradeço todos que chegaram até aqui. Vocês são seres maravilhosos e o dom de sua curiosidade proporcionou a um desconhecido na internet um momento de felicidade. Um profundo e sincero obrigado! Sintam-se amados até mesmo por quem lhes desconhece!
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2020.09.26 18:59 yuvif Qual é o melhor banco em Portugal?

Olá, desculpa se não falo corretamente, estou ainda a estudar português.
Sou israelense com 25 anos, mas a minha namorada mora em Portugal, ela ainda está estudando na universidade, então nós decidimos a morar juntos em Portugal para os próximos anos (talvez para sempre, ainda não decidimos).
sou completamente novo no país, e em pronto vou ter o meu NIF, e depois quero abrir uma conta num banco aqui.
Então, qual são os seus conselhos para mim? Qual é o melhor banco para abrir uma conta, serviço e muito importante para mim, e também se é um banco que não cobra muito para transcrições internacionais, mas em geral quero ouvir o seu opinião sobre os bancos no país.
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2020.09.26 01:53 altovaliriano Descriptografando a Carta Rosa

Texto original: https://cantuse.wordpress.com/2014/09/30/the-pink-lette
Autor: Cantuse
Partes traduzidas: 1) A Estrada Para Vila Acidentada, 2) Uma Aliança de Gigantes e Reis, 3) Despindo o Homem Encapuzado, 4) Confronto nas Criptas, 5) Tendências Suicidas
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OBS: Esta é a última parte que traduziremos por agora.
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O MANIFESTO : VOLUME II, CAPÍTULO VII

Não há como negar que resolver o mistério da Carta Rosa é uma imbróglio complicado. Já existem dezenas de teorias.
Resolver esse mistério tem sido um dos grandes objetivos do Manifesto desde o início, e acho que fiz um bom trabalho de construção progressiva até este ponto.
NOTA: O ideal era que você tivesse lido todos os ensaios até este ponto, mas se você insiste em ler assim, eu sugiro que pelo menos você leia Confronto nas Criptas e Tendências Suicidas primeiro.
Vamos direto ao assunto. Neste ensaio, estou apresentando os seguintes argumentos.
À luz das muitas teorias anteriores estabelecidas aqui no Manifesto, podemos desenvolver um entendimento muito convincente da chamada Carta Rosa e do que ela realmente diz.
[...]

A CARTA ROSA

Esta seção é apenas uma recapitulação da carta, seu texto e as várias outras características que possui.
Coloco esta seção aqui como uma referência fácil durante a leitura deste ensaio.

O texto

Seu falso rei está morto, bastardo. Ele e toda sua tropa foram esmagados em sete dias de batalha. Estou com a espada mágica dele. Conte isso para a puta vermelha.
Os amigos de seu falso rei estão mortos. Suas cabeças estão sobre as muralhas de Winterfell. Venha vê-las, bastardo. Seu falso rei morreu, e o mesmo acontecerá com você. Você disse ao mundo que queimou o Rei-para-lá-da-Muralha. Em vez disso, você o enviou para Winterfell, para roubar minha noiva.
Terei minha noiva de volta. Se quer Mance Rayder de volta, venha buscá-lo. Eu o tenho em uma jaula, para que todo o Norte possa ver, a prova de suas mentiras. A jaula é fria, mas fiz um manto quente para ele, com as peles das seis putas que o seguiram até Winterfell.
Quero minha noiva de volta. Quero a rainha do falso rei. Quero a filha deles e a bruxa vermelha. Quero sua princesa selvagem. Quero seu pequeno príncipe, o bebê selvagem. Quero meu Fedor. Mande-os para mim, bastardo, e não incomodarei você e seus corvos negros. Fique com eles, e eu arrancarei seu coração bastardo e o comerei.
Estava assinado:
Ramsay Bolton
Legítimo Senhor de Winterfel
(ADWD, Jon XIII)

A descrição da carta

Bastardo, era a única palavra escrita do lado de fora do pergaminho. Nada de Lorde Snow ou Jon Snow ou Senhor Comandante. Simplesmente Bastardo. E a carta estava selada com um pelote duro de cera rosa.
Estava certo em vir imediatamente – Jon falou. Está certo em ter medo.
(ADWD, Jon XIII)

DIFICILMENTE O BASTARDO

Acho que já fiz um argumento convincente de que Mance Rayder está disfarçado de Ramsay Bolton (veja o Confronto nas Criptas).
Mas tenho certeza de que os leitores apreciariam pelo menos uma rápida avaliação das muitas outras razões pelas quais não acredito que a carta possa ser de Ramsay.
Especificamente, esta seção está identificando maneiras pelas quais a carta é incoerente com o que sabemos sobre Ramsay. Não acredito que nada disso por si só desqualifique Ramsay como autor, mas coletivamente elas geram grandes dúvidas.
Se minuciosas listas de evidências o aborrecem, pule para a próxima seção.

Falta o botão

Todas as cartas anteriores de Ramsay foram seladas com "botões" bem formados de cera:
Empurrou o pergaminho, como se não pudesse esperar para se ver livre dele. Estava firmemente enrolado e selado com um botão de cera dura rosa.
(ADWD, A noiva rebelde)
Clydas estendeu o pergaminho adiante. Estava firmemente enrolado e selado, com um botão de cera rosa dura.
(ADWD, Jon VI)
A Carta Rosa é lacrada com "pelote duro de cera rosa", uma discrepância notável.

Cabeças na Muralha

Enfiar cabeças em lanças parece um tanto incoerente com o estilo pessoal de Ramsay e com os maneirismos de Bolton observados a esse respeito: esfolar ou enforcar.

Sem pele ou sangue

Um dos artifícios mais conhecidos de Ramsay é o envio de mensagens escritas com sangue e com pedaços de pele anexados.
Não há menção de sangue usado como tinta, nem está implícito, como ocorre em outras cartas que parecem ser dele. Definitivamente, não há menção a um pedaço de pele, o que é estranho, considerando que Ramsay afirma ter Mance Rayder e todas as seis esposas de lança ... certamente uma delas poderia fornecer um pouco de pele.

Como Ramsay saberia?

Por que Ramsay pede Theon a Jon ?
Se Theon foi entregue a Stannis, e Stannis tinha toda a intenção de matá-lo, por que Ramsay acreditaria que Theon está agora com Jon?
Nem mesmo Mance Rayder saberia disso.
Além disso, “Arya” foi entregue a Stannis também, via Mors Papa-Corvos.
Por que ele acreditaria que Arya está com Jon?
Se todo a hoste de Stannis foi realmente destruída, você deve se perguntar onde Ramsay ficou sabendo destes detalhes, principalmente com relação a Theon.
É uma suposição sensata pensar que Stannis pode enviar "Arya" de volta a Castelo Negro (na verdade, foi o que Stannis faz), mas mesmo uma formação primária em inteligência [militar] torna óbvio que Theon seria de grande valor estratégico em uma batalha contra Winterfell, mas em nenhum outro lugar.
Uma pessoa pode então arguir que isso só pode significar que o corpo de Theon não foi descoberto entre os mortos. No entanto, dadas as condições meteorológicas, essa provavelmente é uma tarefa impossível de realizar. Portanto, Ramsay não teria nenhuma base e nenhuma confiança para pensar que Jon tinha Theon em absoluto.

ENDEREÇADO À MULHER VERMELHA

No início deste ensaio, declarei que a Carta Rosa se destinava especialmente a Melisandre. Preciso lhes dar as evidências. Tanto aquelas dedutivas (ou razoáveis), quanto aquelas que estão implícitas ou que foram estabelecidas daquele jeito inteligente e sutil que Martin faz com frequência.

Missão de Mance

Como já estabeleci no Manifesto, a missão de Mance baseava-se em saber onde seria o casamento de Arya.
Assim, quando Jon recebeu seu convite de casamento, Mance deveria partir para Vila Acidentada.
Jon acidentalmente recebeu o convite enquanto estava no pátio de treinamento, lutando com Mance disfarçado de Camisa de Chocalho. Assim, Mance foi capaz de simplesmente ouvir o local. Mas não podemos presumir que Mance e Melisandre apostaram tudo em terem a sorte de ouvir qual seria o local.
Uma dedução simples conclui que Mance era capaz e estava determinado a ler as cartas no quarto de Jon até que surgisse a localização.
NOTA: Se esta explicação parece insuficiente, eu apresento o argumento por completo em um ensaio anterior A estrada para Vila Acidentada.
Isso também significa que o convite não era realmente para Jon, mas sim para Melisandre e Mance, como um 'gatilho' para o início de sua missão. Novamente, eu explico a base para essas conclusões no ensaio mencionado acima.
Isso estabelece o precedente de que as mensagens enviadas para Castelo Negro podem, de fato, ter a intenção de se comunicar secretamente com Melisandre.

Ratos Cinzentos

Aqui há um exemplo de Martin possivelmente invocando um dispositivo que é sua marca registrada: enterrar recursos de enredo relevantes para uma história em outra, geralmente via metáforas ou alegorias inteligentes.
Três citações devem ser suficientes para você entender (em negrito, para dar ênfase nas partes principais):
Três deles entraram juntos pela porta do senhor, atrás do palanque; um alto, um gordo e um muito jovem, mas, em suas túnicas e correntes, eram três ervilhas cinza de uma vagem negra.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
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Se eu fosse rainha, a primeira coisa que faria seria matar todos esses ratos cinzentos. Eles correm por todos os lados, vivendo dos restos de seus senhores, tagarelando uns com os outros, sussurrando no ouvido de seus mestres. Mas quem são os mestres e quem são os servos, realmente? Todo grande senhor tem seu meistre, todo senhor menor deseja ter um. Se você não tem um meistre, dizem que você é de pouca importância. Esses ratos cinzentos leem e escrevem nossas cartas, principalmente para aqueles senhores que não conseguem ler eles mesmos, e quem diz com certeza que eles não estão torcendo as palavras para seus próprios fins? Que bem eles fazem, eu lhe pergunto.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
:::
Lorde Snow. – A voz era de Melisandre.
A surpresa o fez afastar-se dela.
Senhora Melisandre. – Deu um passo para trás. – Confundi você com outra pessoa.À noite, todas as vestes são cinza. E subitamente a dela era vermelha.
(ADWD, Jon VI)
A noção de que todos os mantos são cinza parece equivocada: Melisandre equivale a um meistre .
O que é verdade em muitos sentidos: ela é definitivamente uma conselheira de Stannis e 'sussurra' em seu ouvido. E talvez o mais notável seja o fato de que muitos questionam quem realmente está no comando: Stannis ou sua mulher vermelha?
Quando você vê esses paralelos, a alusão a ela usar vestes cinzas tem uma conexão forte e interessante com o conceito de cartas em que alguém está 'torcendo as palavras'.
Afinal, eu dei argumentos convincentes de que o convite de casamento de Jon era para Mance e Melisandre e foi enviado por Mors Papa-Corvos. Alguém contestaria a noção muito razoável de que outras cartas seriam igualmente confidenciais?
Outra coisa engraçada sobre essa ideia é que Melisandre literalmente distorce as palavras para seus próprios propósitos:
O som ecoou estranhamente pelos cantos do quarto e se torceu como um verme dentro dos ouvidos deles. O selvagem ouviu uma palavra, o corvo, outra. Nenhuma delas era palavra que saíra dos lábios dela.
(ADWD, Melisandre)

Uma bela truta gorda

Há um outro elemento temático que sugere que as cartas podem possuir conteúdos secretos, uma característica interessante atribuída a duas cartas diferentes em As crônicas de gelo e fogo.
A primeira carta é a de Walder Frey, enviada a Tywin após o Casamento Vermelho:
O pai estendeu um rolo de pergaminho para ele. Alguém o alisara, mas ainda tentava se enrolar. “A Roslin pegou uma bela truta gorda”, dizia a mensagem. “Os irmãos ofereceram-lhe um par de pele de lobo como presente de casamento.” Tyrion virou o pergaminho para inspecionar o selo quebrado. A cera era cinza-prateada, e impressas nela encontravam-se as torres gêmeas da Casa Frey.
O Senhor da Travessia imagina que está sendo poético? Ou será que isso pretende nos confundir? – Tyrion fungou. – A truta deve ser Edmure Tully, as peles…
(ASOS, Tyrion V)
A segunda é a carta ostensiva que Stannis escreveu a Jon Snow enquanto estava em Bosque Profundo. Não vou citar a carta (é um texto imenso), apenas um elemento da descrição:
No momento em que Jon colocou a carta de lado, o pergaminho se enrolou novamente, como se ansioso para proteger seus segredos. Não estava seguro sobre como se sentia a respeito do que acabara de ler.
(ADWD, Jon VII)
O que estou tentando apontar aqui é que a primeira mensagem de Walder Frey definitivamente tinha uma mensagem inteligentemente escondida. E por alguma razão, Martin decidiu mostrar que a carta 'queria' enrolar-se novamente.
A segunda mensagem também quer enrolar-se e, se você a ler com atenção, há um grande número de coisas que são totalmente incorretas ou atípicas em relação a Stannis nela. Cavaleiros homens de ferro? Execução por enforcamento?
Já tomei a liberdade de esquadrinhar tortuosamente os livros e não consigo encontrar de pronto outros exemplos em que as cartas foram personificadas dessa maneira.
Junto com os pontos anteriores, este não reforçaria a ideia de que Melisandre (e Mance por um tempo) está recebendo mensagens camufladas enquanto está em Castelo Negro?

Carta de Lysa

Outra indicação de que tais 'cartas codificadas' não são incomuns é que uma das primeiras cartas que vimos nos livros era uma: a que Catelyn recebe de Lysa.
Seus olhos moveram-se sobre as palavras. A princípio pareceu não encontrar nenhum sentido. Mas depois se recordou.
Lysa não deixou nada ao acaso. Quando éramos meninas, tínhamos uma língua privada.
(AGOT, Catelyn II)
* * \*
Deve ser apontado que isso também faz sentido de uma perspectiva puramente lógica. Como já argui veementemente que Stannis, Mance e Melisandre conspiraram juntos, faria sentido que todas as partes precisassem ser capazes de se comunicar de uma forma que protegesse a referida conspiração.
Nesse ponto, tal tipo de carta constitui a opção mais adequada, como mostram as cartas de Walder Frey e Lysa Tully.
Esse tipo de proteção de carta – enterrar uma mensagem secreta em outra mensagem, de modo que não possa ser detectada – é conhecido como esteganografia.
A Dança dos Dragões faz de tudo para educar os leitores de que nem sempre se pode confiar nos meistres com segredos: ouvimos isso de Wyman Manderly e Barbrey Dustin. No entanto, se um rei ou outro oficial escrever suas cartas com mensagens secretas esteganográficas, os verdadeiros detalhes serão ocultados até mesmo dos meistres. Na verdade, foi exatamente isso que observamos na carta de Walder Frey a Tywin Lannister.
Meu objetivo final neste ensaio é convencê-lo de que a Carta Rosa é uma mensagem esteganográfica de Mance Rayder para Melisandre. A forma como foi escrita esconde seus segredos de qualquer meistre (ou Jon Snow) que tente interpretá-la.
A principal desvantagem de tentar decifrar qualquer mensagem esteganográfica é esta:
Por que eles não encontraram nada? Talvez eles não tenham procurado o suficiente. Mas há um dilema aqui, o dilema que capacita a esteganografia. Você nunca sabe se há uma mensagem oculta. Você pode pesquisar e pesquisar, e quando não encontrar nada, você pode apenas concluir “talvez eu não procurei com atenção”, mas talvez não haja nada para encontrar.
ESTRANHOS HORIZONTES, ESTEGANOGRAFIA: COMO ENVIAR UMA MENSAGEM SECRETA
Isso significa que a única maneira real de provar a você que Mance escreveu a Carta Rosa é se eu conseguir encontrar uma tradução irresistivelmente convincente de qualquer conteúdo secreto que ela possa ter.
E mesmo assim você pode argumentar que não é verdade. Embora eu espere que você não diga isso quando terminar este ensaio.

Querida Melisandre

Além de todos os pontos acima, Melisandre consegue tornar tudo ainda mais explícito. Antes da chegada da Carta Rosa, Melisandre diz:
Todas as suas perguntas serão respondidas. Olhe para os céus, Lorde Snow. E, quandotiver suas respostas, envie para mim. O inverno está quase sobre nós. Sou sua única esperança.
(ADWD, Jon XIII)
Isso parece enfaticamente dizer a Jon que ela quer vê-lo depois que a carta chegar.
Observe como ela está lá quando Jon decide ler a carta em voz alta no Salão dos Escudos. Eu sei que isso parece um detalhe trivial, mas considere que ela não apareceu antes do início da reunião e que ela desapareceu quase imediatamente após Jon terminar.
Isso está relacionado à principal preocupação que a vemos expressar em sua conversa com Jon antes da chegada da carta: abandonar a caminhada para resgatar os que estavam em Durolar.
Mas por que?
Este é um ponto que revelarei mais tarde no Manifesto. Por enquanto, deve bastar saber que Melisandre queria ver ou ouvir o conteúdo dessa carta.

VERNÁCULO SELVAGEM

Nas próximas duas seções, demonstrarei por que a Carta Rosa foi escrita por Mance. Esta primeira seção consiste em detalhes o que vemos no texto, a linguagem usada e assim por diante.
Em particular, existem frases que são bastante específicas para Mance (ou que excluem Ramsay), e também detalhes que são específicos para a conspiração Mance-Melisandre.
Se minuciosas listas de evidências o aborrecem, pule para a próxima seção.

“Falso Rei”

Esta frase é especificamente o que Melisandre usa para se referir a Mance Rayder, ela o chama de falso rei duas vezes. Quase não aparece em nenhum outro lugar em A Dança dos Dragões , a exceção sendo uma instância onde Wyman Manderly declara Stannis um falso rei.

“Corvos Negros”

Os selvagens são as únicas pessoas que usam os termos corvo ou corvo negro em um sentido depreciativo.
A única exceção a isso é Jon Snow (o que é interessante), quando ele está tentando convencer o povo livre.

“Princesa Selvagem” e “Pequeno Príncipe”

O termo princesa selvagem abunda na Muralha, uma invenção dos irmãos negros que então se espalhou entre os homens da rainha.
O pequeno príncipe foi especificamente apresentado na Muralha, primeiro por Melisandre e depois por Goiva:
Melisandre tocou o rubi em seu pescoço. – Goiva está amamentando o filho de Dalla, além do seu próprio. Parece cruel separar nosso pequeno príncipe de seu irmão de leite, senhor.
(ADWD, Jon I)
Faça o mesmo, senhor. – Goiva não parecia ter nenhuma pressa em subir na carroça. – Faça o mesmo pelo outro. Encontre uma ama de leite para ele, como disse que faria. Prometeu-me isso. O menino... o menino de Dalla... o principezinho, quero dizer... encontre uma boa mulher pra ele, pra que ele cresça grande e forte.
(ADWD, Jon II)
Embora uma pessoa possa pensar que Melisandre está sugerindo de maneira sutil que sabe sobre a troca do bebê, isso não fica claro. O trecho sobre Goiva certamente deixa isso explícito.
O verdadeiro ponto aqui é que a terminologia aqui só foi vista antes na Muralha. Além disso, uma vez que nem Val nem o filho de Mance são verdadeiramente da realeza, não faz muito sentido que Mance ou qualquer uma das esposas de lança digam que são, mesmo que sob tortura.

Para que todo o Norte possa ver

O autor afirma que tem Mance Rayder em uma jaula para que todo o Norte possa ver.
Mance disse algo muito semelhante a Jon anteriormente:
Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.
(ADWD, Jon VI)

INCLINAÇÃO PARA A SAGACIDADE

Além dos vários atributos já citados que favorecem Mance como autor, há um que se sobressai a todos:

Disfarçado de Camisa de Chocalho

Observe:
Vou patrulhar para você, bastardo – Camisa de Chocalho declarou. – Darei conselhos sábios, ou cantarei canções bonitas, o que preferir. Até lutarei por você. Só não me peça para usar esse seu manto.
(ADWD, Jon IV)
É muito difícil negar que esta não seria uma grande alusão ao próprio Mance em quase todos os detalhes. É tão certeiro que estou surpreso de que Melisandre ou Stannis não o tenham repreendido ou o mandado calar a boca.
Stannis queimou o homem errado.
Não. – O selvagem sorriu para ele com a boca cheia de dentes marrons e quebrados. – Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.
(ADWD, Jon VI)
Esta é uma maneira inteligente de sugerir que Stannis queimou o Camisa de Chocalho verdadeiro no lugar de Mance, apenas porque o mundo precisava ver Mance morrer, não porque os crimes de Mance justificassem a execução.
Eu poderia visitar você tão facilmente, meu senhor. Aqueles guardas em sua porta são uma piada de mau gosto. Um homem que escalou a Muralha meia centena de vezes pode subir em uma janela com bastante facilidade. Mas o que de bom viria de sua morte? Os corvos apenas escolheriam alguém pior.
(ADWD, Melisandre)
Como observei em outro ponto do texto, muito provavelmente se esperava que Mance subisse aos aposentos de Jon e lesse suas cartas, se assim fosse necessário para descobrir o local do casamento. Portanto, esta passagem parece ser uma dica engraçada de que ele pode ter estado nos aposentos de Jon, sem nunca tê-lo matado.

Disfarçado de Abel

O apelido de Mance por si só é uma pista inteligente, mas ele dá um passo além em muitos aspectos ao se passar por Abel.
Perto do palanque, Abel arranhava seu alaúde e cantava Belas donzelas do verão. Ele se chama de bardo. Na verdade, é mais um cafetão.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
Aparentemente, muito pouco se sabe sobre a música. No entanto, um exame cuidadoso de um capítulo em A Tormenta de Espadas revela o primeiro verso da música (pelo menos na minha opinião):
– Vou à Vila Gaivota ver a bela donzela, ei-ou, ei-ou...
Co’a ponta da espada roubarei um beijo dela, ei-ou, ei-ou.
Será o meu amor, descansando sob a tela, ei-ou, ei-ou.
(ASOS, Arya II)
Uma escolha de música inteligente considerando sua inspiração em Bael, o lendário ladrão de filhas que se escondeu nas criptas Stark.
O mesmo poderia ser dito sobre a deturpação de “A Mulher do Dornês” quando ele mudou a letra para ser sobre a “filha de um nortenho”.
Além disso, há ocasiões em que ele toca uma música “triste e suave”, que já demonstrei ser um sinal para as esposas de lança.

UMA TRADUÇÃO LINHA-A-LINHA

Essa é a parte essencial do texto. Vou percorrer toda a Carta Rosa e explicar o que ela realmente diz. Lembre-se de que você deve ter chegado a este ponto no Manifesto tendo lido os textos anteriores, o que significaria que você já assumiu as seguintes premissas (ou pelo menos suspendeu sua descrença sobre elas):
Há apenas uma nova suposição que eu gostaria de fazer, uma bem sensata:
Mance saber esse único detalhe fornece uma pista impressionante para decifrar a Carta Rosa.
Agora vamos lá...

Primeiro parágrafo

Seu falso rei está morto, bastardo.
Isso significa que Stannis fingiu sua morte.
Ele e toda sua tropa foram esmagados em sete dias de batalha.
Isso diz mais ou menos a mesma coisa. Eu acredito que diz ainda mais, mas vou guardar para mais tarde.
Estou com a espada mágica dele.
Como parte da simulação de sua morte, a Luminífera de Stannis será levada para "Ramsay". Isso permite que os Boltons concluam que Stannis está morto, apesar haver uma quantidade limitada de outras evidências sobre isso.
Conte isso para a puta vermelha.
Literalmente, isso está instruindo Jon a contar a Melisandre. É muito interessante que Melisandre tenha implorado a Jon para 'envia-a para mim' depois de ler a carta, e o autor da carta está sugerindo exatamente a mesma coisa.
Coletivamente, o primeiro parágrafo parece um resumo dos principais detalhes: está dizendo que Stannis fingiu sua morte, provavelmente ganhou a batalha, mas que os Boltons estão convencidos da própria vitória. É muita informação de inteligência transmitida em um único parágrafo.
A linha sobre a espada é o que eu acredito ser um sinal a Melisandre para que começasse quaisquer próximos passos que ela tenha em mente (que serão discutidos posteriormente neste Manifesto).

Segundo parágrafo

Os amigos do seu falso rei estão mortos.
Isso significa que os aliados de Stannis também estão fingindo morte. Muito provavelmente, isso significa as tropas daqueles que viajam com Stannis. Por exemplo, Mors Papa-Corvos e seu bando de meninos verdes.
Suas cabeças estão sobre as muralhas de Winterfell.
Usar 'sobre' no sentido de estar perto de algo, isso significa que Mors está nas redondezas de Winterfell.
Venha vê-los, bastardo.
Esta é uma das várias provocações da carta, embora implique que Jon deveria viajar para Winterfell.
Seu falso rei mentiu, e você também. Você disse ao mundo que queimou o Rei-para-lá-da-Muralha.
[na versão brasileira, a frase começa com “Seu falso rei morreu, e o mesmo acontecerá com você”, uma tradução errada do texto original]
Este é o início do anúncio de que Mance Rayder está vivo. A parte em que o autor diz 'Você disse ao mundo' é muito semelhante ao que Mance disse a Jon: “Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.” (ADWD, Jon VI)
Em vez disso, você o enviou para Winterfell, para roubar minha noiva.
Isso informa Jon e Melisandre que Mance terminou em Winterfell. Isso é importante porque, se você se lembra, Mance partiu originalmente para Vila Acidentada. Esta linha, portanto, confirma para onde Mance foi. Também revela que o autor conhecia a missão de Mance.
No todo, o parágrafo parece sugerir que Jon ou alguém precisa se juntar a Mors do lado de fora de Winterfell.
Este parágrafo declara ainda que Jon quebrou seus votos ajudando Stannis e Mance na tentativa de roubar Arya Stark. Isso é interessante porque Jon de fato não queria fazer isso, ele apenas queria resgatar Arya na estrada, presumindo que ela já tivesse escapado. O fato de a carta declarar esses detalhes mostra um esforço calculado para minar a honra e a legitimidade de Jon.

Terceiro parágrafo

Terei minha noiva de volta.
Isso nos diz claramente que “Arya” foi resgatada.
Se quer Mance Rayder de volta, venha buscá-lo. Eu o tenho em uma jaula, para que todo o Norte possa ver, a prova de suas mentiras.
Isso requer uma perspicaz (porém, simples) interpretação da falsa execução do próprio Mance.
Se assumirmos que minha teoria no Confronto nas Criptas está correta, duas observações podem ser feitas:
O acréscimo de ' prova de suas mentiras ' indica que Ramsay não está sob a magia de disfarce e, portanto, caso ele seja encontrado, isso arruinaria o truque.
Tudo isso somado, a implicação da frase dupla:
A jaula é fria, mas fiz um manto quente para ele, com as peles das seis putas que o seguiram até Winterfell.
Esta é uma referência à maneira como Melisandre disse que as seduções [glamors] funcionam: vestindo-se a sombra de outra pessoa como capa. Também parece uma possível alusão a usar a pele de outra pessoa, de acordo com o conto de Bael, o Bardo.
Na íntegra, o terceiro parágrafo parece deixar uma mensagem de que Mance conseguiu se disfarçar de Ramsay, que Ramsay está vivo como um prisioneiro nas criptas e que ninguém parece saber disso. Também pode significar que nenhuma das esposas de lança traiu seu segredo.

Quarto parágrafo

Ao contrário dos parágrafos anteriores, acredito que o quarto parágrafo é direcionado diretamente a Jon Snow. Melisandre pode saber o segredo por trás de seu conteúdo, mas este parágrafo foi elaborado para ter um efeito específico sobre Lorde Snow.
Quero minha noiva de volta. Quero a rainha do falso rei. Quero a filha deles e a bruxa vermelha. Quero sua princesa selvagem. Quero seu pequeno príncipe, o bebê selvagem. Quero meu Fedor.
Essas frases apresentam uma lista de demandas, muitas das quais Jon não tem capacidade de cumprir. Ele não tem permissão para enviar Selyse, Shireen, Melisandre, Val ou o filho de Mance para Winterfell.
Além disso, ele não tem ideia de quem é Fedor.
E independentemente da identidade de Ramsay (o real ou o disfarçado), ambos saberiam que Jon não tem ideia de quem é Fedor.
Esses pedidos colocaram Jon em uma posição tênue. A carta declara abertamente que Jon violou seus juramentos à Patrulha da Noite, participou de uma mentira quando colaborou para resgatar Arya usando Mance, o que também beneficiou a causa de Stannis.
Mande-os para mim, bastardo, e não incomodarei você e seus corvos negros. Fique com eles, e eu arrancarei seu coração bastardo e o comerei.
Esta ameaça sugere fortemente que Jon precisa cooperar ou ele será atacado. Considerando que os Boltons são aliados dos Lannisters, é razoável concluir que os Boltons também usariam a oportunidade para destruir as forças de Stannis em Castelo Negro e fazer muitos reféns.
A carta deixa claro: o envolvimento de Jon com Mance e Stannis resultou em uma ameaça à Muralha, à Patrulha da Noite e à família de Stannis e ao assento de poder.
Jon é então forçado a um dilema:
Em ambos os casos, ele está ferrado e proscrito como um violador de juramentos.
Então, por que Mance enviaria uma linguagem tão provocativa para Jon e Melisandre?
A resposta deriva de vários fatos, alguns dos quais serão discutidos posteriormente no Manifesto. Mas a resposta simples é esta:
O que posso dizer neste momento é que Mance, Melisandre e Stannis sabem que Jon estava disposto a violar seus votos quando era necessário servir à Patrulha da Noite (e por extensão aos sete reinos).
Forçando Jon a se tornar um violador de juramentos, Melisandre e Stannis são capazes de usá-lo de outras maneiras, particularmente de maneiras que não envolvem sua permanência na Patrulha.
Com que propósito Stannis e Melisandre usariam Jon Snow, o violador de juramentos?
Infelizmente para Jon, ele mesmo forneceu a Stannis o motivo para 'roubá-lo' da Patrulha da Noite.
Explicar melhor isso é um dos pontos principais do Volume III do Manifesto.

CONCLUSÕES

A carta como um todo parece ser coerente com as teorias que descrevi até agora, particularmente com o resultado do ‘confronto nas criptas’.
Como discuto nos apêndices, também é coerente com algumas interpretações reveladoras das visões de Melisandre.
Obviamente Melisandre acreditava que a Carta Rosa responderia às perguntas de Jon sobre Stannis, Arya e Mance, e a carta o fez. Ela pensou que isso o obrigaria a confiar nela.
Embora a Carta Rosa tenha respondido suas perguntas, ele ignorou tanto a carta quanto Melisandre quando se recusou a procurá-la e agiu por conta própria. Acredito que isso se deva em grande parte ao fato de ele não perceber que havia segredos no texto; ele entendeu a carta pelo significado literal.
Existem algumas grandes questões que permanecem abertas:
Além disso, parece que Melisandre queria um ou ambos das seguintes coisas:

IMPLICAÇÕES

As perguntas e conclusões que podemos fazer parecem sugerir que chegamos a um beco sem saída. De fato, se continuarmos a tentar entender as coisas pelo ângulo de Mance Rayder, será.
Se dermos um passo para trás e começarmos a investigar algumas das outras pistas, preocupações e mistérios em A Dança dos Dragões, surgem novas ideias que nos levam de volta a Mance e Stannis.
Para aguçar seu apetite, aqui estão as questões importantes, antes de avançarmos para o próximo volume do Manifesto:
Essas e outras perguntas são respondidas no próximo volume do Manifesto, ‘O Reino irá Tremer’.
E, finalmente, para terminar com algum floreio, aqui está uma passagem de A Dança dos Dragões:
O Donzela Tímida movia-se pela neblina como um homem cego tateando seu caminho em um salão desconhecido.
(ADWD, Tyrion V)
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2020.09.25 23:43 geoz_ro Minha mãe mentiu para mim e não confio mais nela

Oi gente, é o seguinte, minha mãe é uma pessoa que mentiu e omitiu muita informação sobre muita coisa para mim durante a minha vida inteira. Para vocês terem noção, eu não sabia qual era a idade dela até meus 13-14 anos porque sempre que perguntava seu aniversário, ela dizia uma data aleatória e escondia documentos de mim.
Sempre é uma mentirinha diferente. Por exemplo, quando ela faz algo como quebrar um copo, ela acaba falando para todo mundo de casa que quem fez foi outra pessoa. Acho completamente desnecessário jogar a culpa nas costas dos outros assim, ainda mais por um motivo tão besta, sabe? Pode parecer pouca coisa, mas quando se soma tudo isso todo santo dia, acaba cansando a todos nós aqui de casa.
A gota d’água foi quando eu descobri sem querer que meu irmão não é beeem meu irmão. Ele tá mais para um tio adotado pela minha avó e que minha mãe sempre me fez acreditar que fosse de sangue dela (por motivo nenhum). Não me entenda mal, eu o amo e sempre vou considerá-lo meu irmão, porém, isso me fez perder a confiança que eu tinha com ela, somado com todas as pequenas mentirinhas que ela conta diariamente. A partir daí tem sido muito difícil acreditar em qualquer palavra que sai da boca dela.
Sinto que isso tá me afastando dela. É muito difícil conviver com alguém que você nunca sabe se está falando a verdade ou não. Ando pensando em chegar e questionar ela sobre as mentiras, o problema é que é muito difícil perguntar sobre essas coisas já que ela não é uma pessoa calma e eu sei que se eu falar qualquer coisa, vai dar um puta barraco aqui em casa.
Realmente não sei o que fazer agora... se alguém tiver alguma dica ou conselho, ficaria feliz em ouvir.
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2020.09.18 10:52 TiaSayu Ajuda para aqueles que tem ansiedade...

Yo mina, Daijobu deska? *ೃ˚
Hoje falarei sobre um tema que me atormenta assim com muitas pessoas diariamente. Espero que esse texto ajude alguém que nessa pandemia, anda sofrendo com o dobro das reações desse distúrbio.
AVISO: Se caso você sofre com este problema e níveis descontrolados POR FAVOR, procure por profissionais para se auto-ajudar. Não tente sobre HIPÓTESE alguma tomar medicamentos por conta própria e nem usar métodos não convencionais. Sempre consulte o seu psiquiatra ou médico sobre suas dúvida, e se cuide da maneira correta.
Bilhetinho: Espero com que este texto seja fonte de muito apoio para aqueles que sofrem disto, um guia para aqueles que querem ajudar alguém que sofre. Espero que, de alguma maneira, posso ter sido útil na vida de alguém e ter alegrado o seu dia ♥
Vamos para o textinho︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶
Bom... Para aqueles que desconhecem a ansiedade é algo comum e todos estão sujeitos a senti-la. No entanto, a ansiedade é uma doença subjacente (Que não se manisfesta claramente) somente quando os sentimentos se tornam excessivos, obsessivos e interferirem na vida cotidiana da pessoa, em resumo: ''A Ansiedade é um termo geral para vários distúrbios que causam nervosismo, medo, apreensão e preocupação exagerada. ''
A ansiedade que estou citando é mais do que o comum do qual estamos habituados. Está além da empolgação de ir se apresentar em uma entrevista de emprego ou comparecer no primeiro encontro; Tal circunstância pode se agravar com traumas ou com problemas persistentes na vida de alguém, e os sintomas são duradouros e limitadores, o que atrapalham a vida desta pessoa.
Os principais sintomas que podem acontecer são:
Para ajudar ou se auto-ajudar, é necessário entender esses pontos e procurar conversar ou se entender. Procurar as fontes e raízes desta ansiedade e tentar muda-las para amenizar os efeitos. E é para isto que existem os profissionais e pessoas que podem te dar esse suporte durante uma crise.︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶ °・❀
Conselhos importantes:;
Para aqueles que querem ajudar alguém que sofre com isto, é necessário entender algumas coisas cruciais... E entender em si o que é a Ansiedade e os seus tipos.
1- A coisa mais importante é se ter PACIÊNCIA.~ A pessoa já está sofrendo com diversos pensamentos a mil por hora, mal conseguindo conter as próprias emoções e atos. Tenha cautela ao se referir e agir, qualquer erro pode dar a entender que a pessoa afetada só está incomodando e atrapalhando a vida dos outros (E vai por mim, isso vai piorar em 1000%)
Tente conversar, ajude-a se acalmar, converter os pensamentos negativos. Incentive fazer algo divertido ou diferente, algo que vá distrai-la e alegra-la. Dê amor, carinho e seja compreensivo. Evite Julgar, apontar erros e defeitos.

2- Seja compreensivo.~ Tenha em mente de que aquela pessoa que sofre de ansiedade, não tem controle sobre os próprios pensamentos e emoções. Evite fazer mistério e joguinhos de adivinhação, assim como botar medo ou pressão. Além de ser algo completamente irritante para qualquer um, para um ansioso ele ficará bem mal e aflito. Ex:;
'' Preciso te contar algo, mas só posso contar amanha'' ou ''Estamos atrasados. Se apresse!''
Faça isso e é uma noite que você rouba desta pessoa. Enquanto a você dorme tranquila, o ansioso fica acordado, pensando em tudo que é possível e o impossível para adivinhar o tema do assunto ou se cobrando por ter feito melhor.Então por favor, não faça estas brincadeiras de mal gosto, prometendo e adiando coisas, isso faz um mal que só o ansioso entende.Entenda que nossa cabeça funciona a mil por hora, diferente das demais pessoas:Ex:;
Pessoa normal: ''Ata certo, tenho que fazer isto e pronto..''
Ansioso: Tá eu tenho que fazer isso... Perai, será que eu desliguei o gás? ESSA NÃO, SE A CASA EXPLODIR VAI SER MINHA CULPA, PESSOAS VÃO MORRER E A CULPA SERÁ MINHA. Mas.... Será que eu tranquei a porta?... E SE ALGUÉM INVADIR MINHA CASA E FAZER TAL COISA.
(Vai por mim, isso não vai acabar tão cedo. Então por favor, tenha consciência)

3- NUNCA, SOBRE HIPÓTESE NENHUMA, JULGUE. EVITE TOTALMENTE DAR TRANCOS: Como dito, a sensação de estar incomodando é constante. Pensamos que a pessoa nos abandonará, ou que estamos fazendo mal a ela ou atrapalhando a vida dela, nos sentimos inferiores e sempre estamos nos menosprezando. Há casos que até mesmo, o ansioso termina um relacionamento bacana apenas por pensar que ele é incapaz, que o seu conjunge não o(a) suporta e nem gosta dele(a).
E realmente, há pessoas que julgam.Falam que somos muito complicados, que estamos fazendo drama ou teatro, nos evitam para não ter alguém ''enchendo o saco'', e que nos afastamos por ser pessoas ''falsas''. Houve até comentários na minha vida, de pessoas aconselharem a opção de término de um namoro, pois deduziam que a menina estava distante, que ela estava traindo e estava sendo seca de proposito.
NÃO! Nos isolamos e nos afastamos por achar exatamente que estamos fazendo algum tipo de male. Jamais julgue ou se deixe elevar por opiniões alheias. Tente conversar e entender, não vá se precipitando. No final, se caso isso tenha força, só sofreremos ainda mais.
4- Ouça mais e seja sincero: Se a pessoa finalmente conseguir desabafar, a escute até o fim. E se ela hesitar por medo ou insegurança, acalme-a e prossiga. Na maioria das vezes, elas só querem ser ouvidas e não receber conselhos (A não ser que ele(a) peça). E o mais importante, não finja falsa sinceridade, não dê essa expectativa falsa, além de ser uma ato bem babaca, isso só mostra que no fim, você não estava preocupado e nem interessado em ajudar de fato, que só fez por mera educação.
5- Convide-o(a) para dar uma volta: Se possível no momento, convide-o para uma volta. Caso a pessoa aceite, converse e tente distrai-la e acalma-la, fazer atividades talvez, fazer alguma coisa bacana. Gastar a energia em uma caminhada ajuda bastante (Bom, pelo o menos para mim ajuda)
6- NUNCA, JAMAIS OFEREÇA BEBIDAS ALCOÓLICAS: É serio, em crises a pessoa pode associar a bebida como um escape. AI meu filho, ficará difícil faze-la abandonar.
7- E por ultimo. Não diminua isto: Ansiedade é algo que precisa de atenção, assim como a depressão. É algo que afeta a vida de alguém de forma profunda, sendo motivo de vários suicídios e problemas graves nas famílias. Não a trate como algo banal e sem importância, é algo que precisa de atenção e empatia.
︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶ °・❀
Conselhos para aqueles que Tem a ansiedade e querem uma mãozinha para amenizar os efeitos ♥
1- Pratique alguma atividade física.Dança, artes marciais, ginastica... Qualquer coisa! Isso, além de dar uma animada e fazer bem para a saúde, ajuda a distrair a mente e ''descontar o estresse''. É um ótimo incentivo.
2- Meditação: Se é algo que me ajudou muito nas minhas crises, é a meditação. Ouvir uma musica calma, controlar a respiração, fechar os olhos e relaxar o corpo. É uma boa pedida e AJUDA muito numa crise.
3- Ouvir musicas favoritas: Como uma ansioso precisa descontar sua energia, desconte dançando ou curtindo uma musica de preferência. Isso ajuda e MUITO, nem que seja necessário repetir a musica diversas vezes ou cantar junto.
4- Mantenha uma alimentação top: Sim, até a comida influência. Evite comidas muito gordurosas em certos horários do dia. Os hormônios podem ser nossos inimigos após alimentação.
5- Desconte em seus Hobbies ou descubra novos Hobbies: Nada melhor do que fazer o que a gente gosta, nestes momentos o Faça! Isso pode ajudar durante uma crise e vai distrair sua mente para focar neste Hobby.
6- Pense ao contrario de tudo!: Se realmente está difícil de suportar a crise e nada está ajudando, Alimente boas sensações. De todos os pensamentos negativos converta para os bons. Ex:;
"'Droga eu teria conseguido se eu tivesse feito tal coisa... Não, eu dei o meu melhor e sei que estão orgulhosos de mim. Vou me esforçar mais para que na próxima eu não comenta o mesmo erro. ''
''Ain... Ela falou tão mal de mim... Por que? O que eu fiz?... Não! Há pessoas que me ama do jeitinho que eu sou, e se essas pessoas que são importantes para mim me amam pelo o que eu sou e amam minha aparência, então eu acredito nelas e que se dane o resto!.
Isso é psicológico, não e deixe levar pelos os próprios julgamentos e não se castigue! ♥
7- Procure se amar e se auto entender, reconheça que todos podem errar, e que errar não é algo ruim. Aprender com os erros é melhor do que aprender com os acertos. Se caso você errar com alguma coisa, não se abale! Se valorize e reconheça que você é incrível e que há pessoas que adoram o eu jeitinho.︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶ °・❀

Minha experiencia: Sofro de ansiedade, fruto por parte da minha mãe e traumas vindo da época do fundamental/colegial. Meus dias são difíceis e parecem somente piorar. Minha crises são graves e preciso de ajuda na maioria das vezes, tomo medicamentos para ajudar nos sintomas que, muitas vezes, funciona. O sentimento de angustia é algo que realmente machuca, algo que não me dá paz e me faz ter pânico quase por três dias inteiros.
Quando meu namorado está comigo, me ajudando e me dando suporte e amor é algo muito bom. Me sinto muito bem e sinto que melhoro e evoluo demais a cada crise, é importante entender a existência dessas pessoas na nossa vida e de como isso ajuda a evoluir nosso ser. Já fui muito julgada, abandonada, criticada e realmente, são coisas que apenas pioram minha vida. Mas sigo lutando e espero ajudar outras pessoas como eu o aquelas que tem a boa intenção de ajudar estas pessoas.
Enfim, espero que tenham gostado e ter realmente ajudado alguém ♥
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2020.09.16 02:56 fcost9 Há um ano atrás tudo era diferente.

Já parou para pensar como tudo muda de um ano para o outro?
Comigo não foi diferente, lembro exatamente de tudo do ano anterior. Estava vivendo um dos melhores anos da minha vida.
Estava namorando com a mulher que eu nunca senti tamanha paixão parecida, daquelas que você chora de felicidade e sem explicação, aquele relacionamento que você sentia tudo diferente ao estar com a pessoa, e que com o seu abraço você literalmente se desconectava e ia para longe. O relacionamento que todo cara gostaria de ter, literalmente assim como o Chorão do CBjr descreveu a mulher na letra de 'Ela vai voltar'.
Além do meu namoro, da família que pude conhecer por parte da minha ex, que por sinal todos me colheram super bem, e fiz deles a minha família também. Pois eu passava um final de semana inteiro com as suas presenças.
Eu tinha também um grupo de amigos com um projeto entre nós muito legal, todos eramos bem unidos. Planejávamos o futuro como crianças na espera do coelho da páscoa ou do papai noel, todos ansiosos por cada passo que poderíamos dar.
Por fora tudo estava fluindo da melhor maneira de todos os tempos, mas por dentro da minha cabeça uma guerra sem fim acontecia. Uma mistura de sentimentos sem respostas, atitudes sem motivos, coisas que eu fazia que após de muito tempo eu me perguntei 'por que eu tive essa atitude?' 'por que eu fiz tudo da maneira mais difícil?' 'por que eu não falei a verdade sobre o que eu fiz antes e preferi mentir?' 'por que eu me confortava com uma atitude que não correspondia com o que realmente aconteceu?'
E de um ano para cá sem procurar ajuda eu perdi tudo e estou recomeçando do zero, como se eu chegasse em uma cidade nova e não conhecesse ninguém ao meu redor.
Esse post é tanto um desabafo quanto um toque para quem esteja passando pelo mesmo problema, problema no qual você faz tal coisa e nem sabe porque fez aquilo. Por que você preferiu mentir do que dizer a verdade.
Portanto, por mais difícil que seja para você, quanto foi para mim acreditar que algo de errado esteja acontecendo, pare e pense, e não deixe para procurar ajuda depois, depois de perder tudo. Procure ajuda psicológica, se cuide, valorize-se e também valorize quem está ao seu redor. Ame, mas também se ame, se cuide e não cometam o mesmo erro que eu tive por teimosia minha ao achar que não era nada.
Não digam não ou mintam caso esteja tudo bem, pois no fim não está. E principalmente não recusem conselhos de quem sabe o que está acontecendo.
Sejam felizes e acima de tudo sejam psicologicamente saudáveis.
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2020.09.15 02:44 josianemoreira Israel e seus Inimigos

Tudo começou na época de Abraão, quando ele e Sara tiveram seu filho Isaque, o filho da promessa, que deu origem ao povo judeu pp.dito. Porém, antes Abraão havia tido um filho com sua escrava Hagar, Ismael, que casando-se com uma egípcia deu origem a doze príncipes que povoaram aquela região. Descendentes de Abraão, Ló e o filho rebelde de Isaque, Esaú, se misturam com os ismaelitas, dando origem aos povos vizinhos (adonitas, amonitas, amalequitas, moabitas, hagarenos, ismaelitas) que juntaram-se aos filisteus, cananeus e outros povos com um único objetivo: – destruir a linhagem da promessa, Israel. Depois vieram os babilônios, os persas, os gregos, os romanos, os turcos, os árabes, e mesmo vários segmentos do cristianismo, como ocorrido na época dos cruzados, a inquisição, os pogroms, o holocausto, as intifadas e agora os terroristas do Hamás, Hisbolah, Isis, e outras facções do Islam, sempre com o mesmo objetivo, a aniquilação de Israel.
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Se o judeu é o povo da Bíblia, então o maior legado de Israel para a humanidade é seu livro divino e inspirado por D´us. O que diz então este livro sobre esta hereditária perseguição e desejo de aniquilar Israel, varrendo-o do mapa?
Foi então que me concentrei nas passagens bíblicas que pudessem trazer luz ou pelo menos uma explicação razoável no sentido de entender a importância de Israel para as nações através do tempo e do plano divino. Portanto, não há como entender a inimizade dos países vizinhos e mesmo a maioria das nações que se posiciona contra Israel sem levarmos em consideração os aspectos espirituais deste conflito milenar.
Meu amigo, apresento a seguir, um contexto bíblico-espiritual na tentativa de explicar o porquê deste conflito. Evidentemente, mesmo os que não crêem na Bíblia poderão conhecer um pouco da história.
Antes de começar, eu gostaria de apresentar neste momento a minha conclusão final: A razão de toda guerra e conflito com Israel está relacionado ao Tikkun Olam (A redenção universal) que virá em breve sobre o planeta Terra e sobre todo o universo. Israel foi comissionado divinamente como nação coorporativa para esta nobre missão. Entretanto, esta missão não o coloca melhor do que nenhuma outra nação, mas faz recair sobre ele uma grande responsabilidade pela qual Israel tem pago um altíssimo preço ao longo de sua existência. A grande verdade é que as forças opositoras do mal ou das trevas, que tanto a Bíblia menciona, sabem que pouco tempo lhes resta para agir (Ap 12:12).
Israel como povo muitas vezes tem se esquecido, ao longo de sua própria história, dessa nobre missão, desse chamado divino e irrevogável. Mas, se recorrermos ao Tanhuma Kdoshim, 10 (um antigo Midrash), escrito antes do Tamuld da Babilônia, veremos que os rabinos da época já entendiam a importância de Israel no contexto universal. Ou seja, Israel é o centro da terra na perspectiva messiânica. Assim, o centro do mundo seria Israel, do mesmo modo que o centro de Israel seria Jerusalém. O centro de Jerusalém seria o Templo; o centro do Templo seria o Aron Hakodesh (a Arca) e o Centro da Arca seria a Torá.
Representação do Midrash Tanhuna Kdoshim: A Palavra do Eterno como centro do universo

Mas, o que é a Torá? No profundo sentido espiritual seria a Palavra de D´us, Sua “davar”ou “logos”. Para mim, a Torá é o Verbo que se fez carne e habitou entre nós, segundo João (1:14), apóstolo e seguidor de Yeshua, o Messias, em sua primeira vinda. Na sua primeira vinda, Yeshua veio para trazer as Boas Novas de redenção para a humanidade; veio como profeta, como Filho do homem (Ben Adam), como gostava de ser chamado. Mas, em sua segunda vinda, virá como Rei (Ben David) e Sacerdote para implantar o Seu Reino Messiânico de Justiça, Paz e Alegria (Rm 14:17), reinando sobre as nações de Jerusalém, exatamente do Templo de Salomão que será reconstruído no Monte Moriá, segundo o profeta Ezequiel.
O profeta Ezequiel, em exílio na Babilônia no ano 598, A.C, entendeu claramente o porquê de Israel estar em exílio por 70 anos. Israel vivia como as demais nações na tríade da idolatria, adultério e apostasia. Ezequiel vê Israel saindo dos propósitos divinos e em luta constante com seus vizinhos. Depois, num outro tempo, Ezequiel vê as nações da terra marchando contra Israel. Sobre isto, gostaria, para efeitos didáticos, fazer uma “midrash” de vários textos bíblicos, resumindo no seguinte:
Os três tipos de inimigos de Israel em três tempos:
I. Primeiro Tempo – Os vizinhos inimigos de Israel.
Os capítulos 25 a 32 de Ezequiel mencionam os vizinhos de Israel como seus inimigos. Todos tem em comum um único propósito: destruir Israel! Quem são eles?
Amon, Moabe, Edom, Filístia, Tiro, Sidon e Egito. Asafe, salmista contemporâneo do Rei David, escreveu no Salmo 83 que os vizinhos inimigos de Israel são: Edom (descendentes de Esaú), Ismaelitas (descendentes de Ismael), Moabe (descendentes de Ló com sua filha mais velha), Hagarenos descendentes de Hagar), Gebal (fenícios e parte do Líbano), Amom (filhos de Ló com a filha mais nova), Amaleque (descendentes de Esaú), Filisteus (habitavam em Jope e Gaza), Tiro e Assíria (parte da Síria e Iraque). No Salmo 83, é dito que esses povos formaram uma liga, um conselho (federação) com um único objetivo: Riscar Israel do Mapa! (Vinde, e apaguemo-los para que não sejam nação, nem seja lembrado mais o nome de Israel – verso 4). Ou seja, podemos fazer uma correlação entre os textos de Ezequiel (25-32) com o Salmo 83 e chegar à conclusão que todos esses povos foram inimigos ferrenhos de Israel e tentaram destruí-lo, impedindo que o povo hebreu conquistasse e tomasse posse da Terra prometida a Abraão, a terra de Canaã. Interessante notar que nenhum desses povos prevaleceu na terra. Todos esses povos possuem vestígios no atual povo árabe, hoje os vizinhos de Israel. E o mais interessante é que o mesmo espírito e desejo de destruir Israel continua vivo. Portanto, Israel deverá estar atento sempre aos seus novos “antigos” vizinhos.
Resumindo:
a) Esses antigos vizinhos foram e serão ainda derrotados no futuro segundo o salmista. Isto nos mostra que existirão países vizinhos de Israel que tentarão alcançar seus antigos objetivos: Apagar Israel do Mapa. Podemos então dizer que esses vizinhos tentarão impedir a existência de Israel, isto é, do povo e da terra de Israel ainda nos dias de hoje.
b) Motivo espiritual: impedir que as profecias messiânicas se cumpram quanto à terra de Israel e seu povo para a chegada do Messias e de seu Reino universal (Tikkun Olam).
II) Segundo Tempo – A coligação das nações, inimigos de Israel.
Representada em Apocalipse como a Grande Babilônia (Ap 17 a 20) constituída por dez reis ou nações ou coligações das nações, onde aparecem figuras como o Dragão (satanás), a Besta e o Falso Profeta (Ap19). A tríade do espírito da Babilônia é a idolatria, a prostituição e a apostasia. Podemos dizer que idolatria é tudo aquilo que afasta o homem do verdadeiro D´us; a prostituição é tudo aquilo que corrompe relacionamentos e valores morais, e apostasia é a conseqüência natural de afastar o homem do Seu Criador, da fé, das bênçãos e promessas. Hoje, vemos claramente que as nações estão se alinhando para a formação desta liga babilônica, onde Israel é o centro dessa oposição. É interessante notar que a Europa tem sido invadida por mulçumanos oriundos dos países árabes e da África, principalmente. Nota-se também que os países europeus tornam-se cada vez mais antagonistas ao Estado judeu. Facções da ideologia nazista tem crescido no mundo todo, bem como o antissemitismo. O espírito do mal que nos tempos bíblicos tentava impedir Israel de se estabelecer e existir, aparece ao longo da história na destruição do primeiro Templo por Nabucodonosor, do segundo Templo por Tito de Roma, seguido depois pelos Cruzados, Inquisição, Pogroms, Holocausto, intifadas, e no momento, a coligação de terroristas islâmicos.
Objetivo final: Tentar impedir a vinda (retorno) do Messias e de Seu Reino Milenar, o Tikkun Olam. Pois segundo as profecias, o Messias Yeshua volta para Israel, não para outro país. Porém, essa “babilônia” será destruída na batalha no Vale do Armagedon, ou Megido, ou Vale de Jesreel, o vale do juízo, onde o Messias adentrará com seus eleitos e vitoriosos, destruindo a besta e o falso profeta, lançando-os no abismo, no lago de fogo e enxofre. O Dragão, satanás, será preso por mil anos (Ap19:20 e 20:2). Quase todos os profetas bíblicos desde Isaías até Malaquias fizeram menção quanto ao “Iom há Din” o grande e temível dia do Senhor, o dia do juízo das nações.
III) Terceiro Tempo – Coligação das nações com Gogue e Magogue contra Israel no final da era milenar
Mesmo após o Reino de D´us ser implantado nesta terra pelo Messias Yeshua (para aqueles que Nele crêem), aparecerão no final da era milenar povos e nações que se rebelarão contra todo o propósito deste Reino messiânico. Inacreditável, mas isto acontecerá segundo as profecias. O profeta Zacarias (Zc 14:16) menciona que neste período de 1000 anos de paz na terra, as nações subirão de ano a ano a Jerusalém para adorarem o grande Rei Messias e para celebrarem a festa de Sucot (Tabernáculos), mostrando a paz no mundo e a alegria por termos um Rei soberano sobre todas as nações. Nesta época haverá três tipos de pessoas vivendo na terra. O primeiro será constituído por aqueles crentes em Yeshua que morreram no Messias, mas que ressuscitaram por ocasião que antecedeu a Sua vinda, no arrebatamento da Igreja, judeus e gentios juntos no Messias (I Te 4:13:16). O segundo tipo foram aqueles crentes que não passaram pela morte, mas também tiveram seus corpos glorificados na vinda de Yeshua (ITe13:15) e o terceiro tipo serão pessoas que nascerão durante a era milenar. Eles levarão uma vida normal no período milenar, mas no final do milênio satanás será solto e levará grande parte desses a uma rebelião contra D´us e o Messias. Porém, serão destruídos pelo fogo que cairá dos céus (Ap20:7-10). Quem serão esses povos que se rebelarão contra D´us no Reino milenar de Yeshua? Ezequiel, nos capítulos 38 e 39, e também Ap 20:8, mencionam Gogue, chefe de Meseque e Tubal, Pérsia, Cuche, Pute, Gomer e Togarma. Quem são esses povos?
Gogue representa uma entidade de satanás. Meseque (filho de Jafé, deu origem aos europeus); Tubal (assírios); Persa (Irã); Cuxe (descendentes de Cão, os Líbios, p. ex.); Gomer (descendentes do filho mais velho de Jafé, os Cimérios, arianos que vieram da Ucrânia e Rússia) e finalmente Togarma (povo de Carmequis, Turquia). Muito interessante analisar que esses povos serão os arqui-inimigos de Israel e do reino messiânico.
Objetivo final: no final do milênio, segundo a Bíblia, haverá o juízo final e a ressurreição de todos aqueles que não passaram pela primeira ressurreição (dos salvos em Yeshua). Portanto, o objetivo de Gogue e Magogue com suas nações coligadas será impedir o Juízo final, por isso, tentarão pela última vez destruir a sede do Reino Milenar, Jerusalém – Israel. Em outras palavras, satanás tentará anular o juízo final e a condenação que virá para seus seguidores (Ap 20:7-15).
Indicação das nações da coligação “Gogue” e “Magogue”
PORÉM, HÁ UM GRANDE MISTÉRIO QUE NÃO PODEMOS ENTENDER, não nos sendo revelado: – Como sendo o D´us de Abraão, Isaque e Jacó, o D´us de Israel, um Deus definido pela Bíblia como AMOR , pode ser chamado pela própria Bíblia de D´us dos Exércitos de Israel (ICr 11:9;ICr17:24; I Sm17:45) ou o D´us das batalhas (Sl24:8; ISm25:28) ou o D´us que adestra as mãos de Israel para a guerra (Sl144:1)?
Lembremo-nos que D´us não muda (Ml 3:6). Ele é o mesmo D´us de ontem, de hoje e de sempre. Portanto, concluímos que Ele continua sendo o D´us dos Exércitos de Israel nos dias de hoje.
Eu não posso entender como um D´us definido como amor, paz, justiça, alegria e tantos outros atributos, pode se posicionar ainda hoje como o D´us dos Exércitos de Israel! Isto é difícil de entender, mas é verdade.
Poucos conseguem ver que D´us trabalha em tempos e propósitos consecutivos: Adão perde pelo livre arbítrio o Reino terreno sob o comando celestial e toda a humanidade tem sofrido grandemente as consequências deste pecado da separação: guerras, fome, miséria, corrupção, perda dos valores morais, deterioração da família, etc. Portanto, D´us dá inicio ao processo de Redenção, escolhendo primeiro um povo e uma terra para se manifestar, mostrando seu propósito, dando a este povo a Sua Torá. Este povo precisaria de aprendizado, de disciplina e de temor a D’us. Assim, D´us o coloca por 430 anos para ser escravo no Egito. Depois, D´us através de Moisés o leva para a terra de Canaã, a terra prometida para que jamais deixassem aquele local. Logo a seguir, D´us levanta seus profetas que preconizam e ensinam sobre a era messiânica e o papel de Israel, em específico, da Tribo de Judá, da qual sairia o Messias em sua primeira vinda. Um grande feito divino que marcou o mundo antes e depois dele foi a redenção individual do Messias há dois mil anos, permitindo às nações, através do Mashiach, usufruir das alianças, das promessas e das bênçãos de Israel. O muro de separação foi quebrado entre Israel e as nações. D´us queria que Seu Reino começasse em cada coração, ainda no interior, na alma, tanto para os judeus como para os gentios que crêem em Seu Filho, o Mashiach!(Ef 2:11-22).
Dois mil anos se passaram. D´us permite que Israel subsistisse entre os povos, ajuntando-os dos cantos da terra e levando-os para a terra de seus pais. Israel floresce como povo e nação, preparando-se para o grande dia em que seus olhos serão abertos e receberão o messias Yeshua como Seu Rei (Rm11:26). Este tempo se aproxima e aqui faremos um parêntese, uma pausa, para que as profecias messiânicas continuem a se cumprir em Israel e no mundo.
Se realmente cremos que Ele é amor, então, só entenderemos no final e no tempo messiânico o porquê de todo este conflito com Israel através da história humana. Lá saberemos e comprovaremos que realmente a humanidade receberá o melhor Dele, o Seu amor! Ele só ama Israel porque ama todas as nações. Ele quer o melhor para as nações e, por isso, escolheu Israel e seu povo para ser a luz para as nações (Isaias 42:6) através Daquele (O Mashiach) que vêm Dele para reinar sobre toda a terra, estabelecendo o Seu shalom, a Paz!
Yeshua, em sua primeira vinda, falou muito deste Reino de D´us que começa primeiro em nosso coração. Mas em breve ele será real! A terra viverá em paz, Israel florescerá e dará frutos ao mundo. As nações da terra subirão a Jerusalém para adorar o grande Rei. O próprio Yeshua, quando se despediu de seus discípulos num Seder de Pesach (Ceia de Páscoa), disse que desde aquele momento não beberia mais do fruto da videira (vinho, kidush de Pesach) até aquele dia em que conosco beberá de novo, no Reino do Pai (Mt 26:29). Ele mesmo declarou à Jerusalém: “Declaro-vos, pois, que, desde agora, já não me vereis, até que venhais a dizer: “Baruch há Ba BeShem Adonai” – Bendito o que vem em nome do Senhor! (Mt 23:39)
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2020.09.14 13:44 JustCallMeLyraM8 GT DA BROTHERAGEM

GT DA BROTHERAGEM
/cc/
>eu tenho um amigo bem próximo
>amigo não
>ele é tipo um irmão
>amo aquele filho da puta
>vamos chamar ele de Maicão
>nos conhecemos no jardim da infância
>dividíamos o todynho e o biscoito passatempo no recreio
>bolachaéocaraio.mp3
>estudamos na mesma turma até a quinta série quando os pais dele se mudaram pra longe da escola
>ele continuava morando na mesma cidade, mas tava numa escola diferente
>ainda assim nos víamos todos os fins de semana
>nossas famílias se tornaram amigas também
>tudo era um mar de rosas até o final de 2004
>ano 2005
>entra uma aluna nova na minha turma
>o nome dela era Thais
>lembro como se fosse ontem do momento em que ela entrou na sala
>tudo parecia ter ficado em câmera lenta
>o sol batia nela
>o ventilador soprou seus cabelos
>ela marchava como uma égua manga larga do trote formoso
>paudureci naquele exato momento
>o foda é que eu tava em pé naquela hora e a primeira aula era de educação física
>short.gif
>todo mundo da sala começa a rir de mim e a gritar
>me chamaram de pau retrátil porque foi só a menina aparecer que ele subiu
>morri de vergonha naquela hora
>sentei na cadeira e pus a mochila no meu colo
>eu só queria sumir
>até a professora riu
>mas a Thais não
>ela sentou atrás de mim e disse pra eu não ligar pra eles e que eu ficava lindo com vergonha
>caraio vei não pude acreditar
>eu era tão tímido que pedi pra ir no banheiro na mesma hora e fiquei trancado lá até a hora do recreio
>quando o recreio chegou eu pus o dedo na goela na frente da sala dos professores
>acho que vomitei até meu intestino naquela hora
>comecei a dizer que tava passando mal
>os professores me liberaram da escola e fui pra casa mais cedo
>chego em casa e passo a tarde toda tendo fantasias masturbatórias com a Thais
>eu era tão beta quanto aqueles peixes de briga
>quando a noite chega eu corro pra casa do Maicão
>conto tudo pra ele feliz da vida
>Maicão fica feliz por mim
>brodagem.rar
>segue o jogo
>durante o resto do ano eu iria me aproximar cada vez mais da Thais e me afastar cada vez do Maicão
>ele dizia que ela tava me afastando dele mas eu discordava
>dizia que era coisa da cabeça dele
>o tempo passa
>a Thais é promovida à pitanguinha e a distância entre mim e meu brother ia aumentando cada vez mais
>um dia briguei feio com o Maicão quando ele disse que ela tava cmg só por conta do meu dinheiro
>eu não era rico, mas da escola eu era o mais bem de vida
>meu pai era o único que não tava preso e não trabalhava com drogas
>minha mãe não trabalhava na zona
>zoas ela trabalhava sim
>ela agenciava a tua mãe, aquela puta boqueteira
>zoas de novo, minha mãe era artista plástica
>um dia eu acabo falando pra Thais que o Maicão tava se sentindo escanteado
>ela começa a me dizer que era inveja do nosso relacionamento e que ele só queria nos separar
>acabo dando ouvidos a ela e brigando feio com ele
>putaquepariuqueburrice
>nunca devia ter dado ouvidos à ela
>foco no gt
>paro de falar com o Maicão e cada vez mais me entrego pra a Thais
>toda semana era cinema
>lanche na Mc Donald’s
>roupa na Marisa
>minha mesada começou a ser exclusivamente dela
>um belo dia recebo uma mensagem do Maicão dizendo que a Thais tava me traindo
>respondi mandando ele tomar no cu
>ja faziam uns 5 meses que eu não falava com ele e do nothing ele vinha com um papo desses
>ele disse que eu devia ficar atento aos sinais
>não dou a foda pro que ele diz e continuo o namoro
>na semana seguinte vejo ela com uma marca roxa no pescoço
>ela diz que tinha caído da escada
>eu disse que acreditei mas fiquei desconfiado
>nada me tirava da cabeça oq o Maicão tinha me dito
>procuro ele e conto oq aconteceu
>diferente de mim ele não era um filho da puta
>Maicão me ove e depois me conta tudo que sabia
>a Thais tinha vindo da escola em que ele estudava
>ela era conhecida como viúva negra na escola
>ela se prendia à um macho e sugava tudo dele até ele não ter mais nada
>sim, ela tmb sugava o pau
>não, ela não tinha sugado o meu ainda
>Maicão continua a história dizendo que tinha visto ela saindo da casa de um carinha que morava no mesmo bairro dele
>até aí não vi nada demais
>mas ele me disse que ela tinha dado um beijo na boca do cara na saída e quando virou de costas o cara deu um tapa na bunda dela
>ÉOQ?!
>aquela vadia não tinha nem sequer me deixado pegar na bunda dela ainda
>dizia que era só depois do casamento
>eu era beta betoso full +15
>ela me levava pra igreja todo domingo
>acreditava nela sem questionar
>caio no choro e o Maicão me consolou
>disse que eu não tava sendo um bom amigo mas que ele nunca deixou de me ter como irmão
>bolamos desmascarar ela juntos
>ela ia pra casa dele toda sexta de noite
>realizo que era a hora que a mãe dela saía de casa pra ir pro culto de oração da igreja
>caraio_como_sou_burro.jpeg
>chifre.rar
>no dia seguinte falo com a Thais como se nada tivesse acontecido
>ela diz que me ama
>digo que amo ela tmb
>caraio, eu queria matar ela ali naquela hora
>mas amava aquela desgraçada
>feelsbad.png
>sexta feira
>19h
>tava com o Maicão escondido na rua da casa dela
>avistamos a mãe dela saindo de casa
>corremos pra mãe e contamos a história
>mãe não acredita, mas topa ir com agnt até a casa do talarico
>19:30h
>Thais sai de casa com um short enfiado no cu
>pqp pra quê enfiar tanto ssaporra?
>tava tão fundo que ela devia ta sentindo do gosto dele
>seguimos ela de longe
>a vadia entra na casa do moleque
>nessa hora a mãe dela já queria matar ela, mas eu fiz ela esperar
>entrei dando um chutão na porta da frente
>queria pegar ela com a boca na botija
>e consegui
>infelizmente a botija em questão era a rola do cara
>ela tava engolindo o pau daquele moleque com uma facilidade absurda
>nem sua mãe consegue engolir minha piroca tão fácil
>foco no gt
>Thais leva um susto tão grande na hora que morde o pau do cara
>num ato reflexo por conta da dor o cara da um murro na cara de Thais
>ela cai no chão
>a mãe dela comeca a bater nela com uma havaianas e depois começa a arrastar ela pelos cabelos pra fora de casa
>a Thais é arrastada pela rua até chegar em casa
>racho o bico com a cena como mil hienas comemorando a morte do Mufasa
>peço perdão pro Maicão pela cagada que fiz
>Maicão diz que fui um idiota, mas que era o irmão dele e que nada iria nos separar
>dois dias depois Thais chega na escola toda roxa
>tinha apanhado tanto que o conselho tutelar tirou a guarda dela da mãe
>ela chega perto e diz que quer falar CMG
>ignoro
>ela me puxa pelo braço, olha no meu olho e diz:
>como vc descobriu?
>digo que o Maicão me contou tudo
>ela diz que vai pra um orfanato hoje. Só foi na escola buscar sua transferência.
>Kkkkkjkkjjjk
>ela diz que eu posso rir agora, mas quem ri por último ri melhor. Disse também que nunca iria esquecer aquilo e que o Maicão iria pagar por ser x9
>puxo meu braço, dou as costas e vou embora
>ano 2016
>terminei a escola e faço faculdade
>Maicão faz o mesmo curso que eu e estudamos na mesma turma novamente
>full brothers +15
>desde o episódio com a Thais nunca mais tínhamos brigado
>trabalhávamos, tínhamos nossa independência
>tudo ia bem até recebermos o convite para uma festa que rolaria naquela noite
>eu e o Maicão dividiamos o apartamento agora
>o convite veio por baixo da porta dentro de um envelope
>open_bar.jpeg
>o envelope vinha com 2 pulseiras
>as pulseiras davam acesso à área vip da festa onde rolaria os alcoolismo
>ficamos relutante por um momento até abrirmos a carta
>a carta tava endereçada à mim e ao Maicão
>era uma letra de mulher
>não tinha muita informação só dizia que não deviamos perder a festa por nada e que lá tudo seria explicado
>não tinhamos nada à fazer então topamos
>22h
>party.time.jpeg
>logo de cara fomos recebidos por duas loiras peitudas que estavam de camisa branca
>ambas estavam dançando na entrada da festa enquanto se molhavam com uma mangueira
>séélococuzão.rar
>a festa tinha uma proporção de 4 depósitos para cada homem
>a cada dois homens, um era gay
>era tipo o plenário da câmara dos deputados só que ao contrário
>quando entramos no salão principal todo mundo virou pra a gente
>tipo aquela cena do universidade monstro
>as depósitos cochichavam entre elas
>pensamos que tinha algo errado conosco mas a vdd é que éramos os caras mais lindos dali
>na vdd nem éramos isso tudo, mas tínhamos rola e éramos heterossexuais
>feelsalpha.png
>fomos andando até a área vip
>a decoração da festa era cheia de fotos de uma depósito
>era uma ruiva 10/10
>a festa devia ser dela
>tive a impressão que ja tinha visto ela em algum lugar
>áreavip.gif
>a área vip era lotada de bebidas
>não tinha uma depósito abaixo de 8/10
>no buffet tinha camarão e lagosta
>mano do céu era a festa mais foda que eu ja tinha ido
>quando olho pro lado ta o Maicão atracado com uma mina
>dois minutos depois a mina larga ele e agarra outra mina
>ÉOQ?!
>aquilo tava parecendo um bacanal grego
>uma coisa no entanto me incomodava
>quem teria nos convidado?
>avisto a anfitriã da festa, aquela ruiva 10/10
>ela se aproxima de mim lentamente
>mano do céu, paudureci na hora
>só conseguia imaginar eu enfiando o pau tão fundo nela que quando eu terminasse ia ta na camada do pré-sal
>a calça aperta e ela percebe que estou preparado para o abate
>fico sem graça e tento disfarçar
>ela vem por trás de mim, ri e diz que eu fico lindo com vergonha
>gelei na hora
>caraio, era a Thais - pensei
>pergunto se ela era a Thais
>ela ri e me chama de idiota.
>diz que seu nome é Raquel
>caraio, ela nao tinha nada a ver com a Thais
>errei feio, errei rude
>pensei que tivesse estragado minha chance
>raciocinando com a destreza de um crackudo na fissura e digo:
>é porque thaislinda com essa roupa
>ela ri, eu rio, segue o jogo
>nessas horas eu nem sabia mais que existia um Maicão
>só pensava em mergulhar naquelas tetas magníficas
>na boa, se ela fosse minha mãe eu mamaria até hj
>quando olho pro lado o Maicão tava agarrado com duas ao mesmo tempo
>bodyshot.gif
>caraio o Maicão tava levando uma surra de peito na cara enquanto bebia e eu no 0x0
>me aproximo da ruiva já na maldade
>ela chega do meu lado
>põe a mão no meu ombro e fala na minha orelha direita:
>quem é esse teu amigo?
>poooooooooooorra.mp3
>o moleque ja tinha catado duas e agora ia catar a ruiva
>tive vontade de mandar ela se fuder, mas ele era meu brother, não podia prejudicar ele
>nenhuma depósito ficaria entre nós
>não deu nem 10 minutos do momento que disse o nome dele pra ela e ela ja tava agarrada nele
>a ruiva chupava a língua dele como se fosse o último picolé do verão
>avisto uma depósito 9/10 dançando sozinha
>penso em me aproximar, mas antes que eu chegue a ruiva puxa ela e põe na roda com o Maicão
>ja não entendia mais nada
>eu sempre pegava as depósitos +/10 do que ele e agora ele tava numa orgia de bocas e eu sem nada
>começo a beber
>realizo que ta na hora de baixar as expectativas
>avisto uma ananzinha 5/5 escorada no balcão
>me aproximo dela e pergunto se o pai dela era padeiro
>ela pergunta se era pq ela era um sonho
>eu digo que era pq eu queria comer a rosca dela
>sério que anã rabuda do carai
>a anã me dá um tapão e sai de perto
>vsf que festa merda do carai
>comecei a beber descontroladamente pra compensar a frustração
>dou em cima da garçonete
>a garçonete era uma trans
>ela me esnoba e vai embora
>vômito.rar
>caraio nem a mulher com rola me quis
>decido que hoje não é meu dia e que ta na hora de voltar pra casa
>procuro o Maicão pra ir embora cmg
>vejo ele entrando no carro com duas 1,5 depósitos
>pensei que ele tivesse indo pra um motel ou algo do tipo
>ele tava de mãos dadas com a ruiva e com a anã 5/5
>a ruiva olha pra mim, da uma risada e depois um xauzinho
>caraio que raiva daquela ruiva
>me esnobou e agora vai dar pro meu brother
>faço sinal pro Maicão que vou embora
>ele grita “Oklahoma”
>era nosso sinal secreto
>significava que ele ia realizar o ato de socação intra uterina e que eu não deveria incomoda-lo
>entendo o recado, dou meia volta e volto pra casa
>chegando em casa
>tudo girava por conta do álcool
>brinco um pouco com o o Visconde de Sabugosa até ele cuspir
>durmo
>no dia seguinte acordo com dor de cabeça, deitado no sofá
>percebo que tinham 537272717 chamadas não atendidas no meu celular
>todas do Maicão
>imagino todas as desgraças do mundo
>comeco a ligar de volta mas ele nao atende
>recebo uma ligação de um número desconhecido no meu celular
>é uma mulher
>ela ria descontroladamente
>disse que estava na festa o tempo todo me observando
>pergunta se a noite foi boa e se eu peguei alguém
>mando ela tomar no cu e digo que peguei a mãe dela
>ela racha o bico e diz que é impossível pq a mãe dela foi a primeira a pagar oq devia
>gelei na hora
>reconheci a voz
>era a Thais
>ela começa a contar seu plano do mal
>diz que foi parar num orfanato depois daquele episódio
>que apanhou muito da família onde foi parar mas a família era podre de rica
>a família produzia festas tipo o tomorrowland
>viajaram pra fora do país e levaram ela junto
>disse que por muito tempo quis se vingar mas a família não dava a foda
>dois meses atrás a família tinha morrido num acidente de carro e ela ficou como única herdeira
>ela pôs como meta de vida concluir a vingança que passou anos arquitetando
>disse que a festa foi planejada por ela
>que todas as depósitos da área vip foram contratadas por ela baseadas no meu tipo de mulher
>pergunta como me senti não pegando ngm e vendo o meu “amiguinho” catando todas
>respondo que a vingança dela era uma merda e que tava feliz pelo meu brother
>ela racha o bico e diz que a vingança dela não era me deixar sem pegar ngm
>ela queria se vingar dele por ele ter dedurado ela
>pergunto qual vingança há em encher a rola dele de depósito
>você verá - ela me disse
>desligo o espertofone e percebo que chegou uma mensagem do Maicão no oqueapp
>faz uma semana que o Maicão toma mais coquetel que o Amaury Jr.
pica relatada da mensagem
https://preview.redd.it/9o5g9y8ep3n51.jpg?width=1080&format=pjpg&auto=webp&s=3dbefd7c59d10e7b40b9168ddac79176762f8591
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2020.09.11 23:28 Dannzsche David Graeber sobre a 'Vitória'

Vou só compartilhar um trecho aqui de um ensaio do David Graeber - O Choque da Vitória - É um exercício imaginativo valioso sobre o significado da revolução ou simplesmente da 'vitória' enquanto um processo histórico de ruptura:
"Isto nos leva a uma questão interessante. O que significaria conquis­tar não apenas nossos objetivos de médio prazo, mas também os de lon­go prazo? No momento não está muito claro para ninguém como isso poderia acontecer, pela simples razão de que nenhum de nós tem muita fé remanescente “na” revolução, no antigo sentido dado ao termo nos sé­culos XIX e XX. Afinal, a visão total de uma revolução, de que haverá uma única insurreição em massa ou greve geral e então todos os muros ruirão, é inteiramente baseada na velha fantasia de dominar o Estado. Esta seria a única maneira possível de a vitória ser tão absoluta e com­pleta — pelo menos se estivermos falando de um país inteiro ou de um território significativo.
Para ilustrar, consideremos: o que haveria realmente signi­ficado para os anarquistas espanhóis ter “vencido” em 1937? É impressi­onante quão raro nos fazemos perguntas como essa. Apenas imaginamos que teria sido algo como a Revolução Russa, que começou de modo se­melhante, com a dissolução do antigo exército, a criação espontânea de sovietes. Mas isso foi nas grandes cidades. A Revolução foi seguida de anos de guerra civil na qual o Exército Vermelho gradualmente impôs o controle do novo Estado a cada parte do Império Russo, quisessem ou não as comunidades em questão. Imaginemos que as milícias anarquistas na Espanha tivessem derrotado o exército fascista, e então desfeito com­pletamente e expulsado o Governo Republicano socialista de seus gabi­netes em Barcelona e Madri. Decerto teria sido uma vitória aos olhos de qualquer um. Porém, o que teria acontecido em seguida? Haveriam eles transformado a Espanha em uma não república, um anti­estado estabe­lecido exatamente dentro das mesmas fronteiras internacionais? Haveri­am imposto um regime de conselhos populares em cada vila e município no território do que outrora fora a Espanha? Como, exatamente?
Preci­samos ter em mente que em muitas vilas, povoados e até regiões do país os anarquistas eram quase inexistentes. Em alguns, praticamente toda a população era formada por católicos ou monarquistas conservadores; em outros (digamos, no País Basco), havia uma classe trabalhadora militan­te e bem ­organizada, porém esmagadoramente socialista ou comunista. Mesmo no auge do fervor revolucionário, a maioria deles continuaria fiel a seus antigos valores e ideias. Se a FAI vitoriosa tentasse exterminar a todos — uma tarefa que teria exigido matar milhões de pessoas —, ex­pulsá-­los do país, realocá-los à força em comunidades anarquistas ou mandá-­los para campos de reeducação, seria não só culpada de atroci­dades de nível mundial, mas também teria de deixar de ser anarquista.
Temos que ter em mente aqui que havia muitas vilas, cidades e até mesmo regiões inteiras da Espanha onde anarquistas eram quase inexistentes. Em alguns, quase toda a população era composta de católicos conservadores ou monarquistas; em outros (digamos, o País Basco), havia uma classe trabalhadora militante e bem organizada, mas uma classe predominantemente socialista ou comunista. Mesmo no auge do fervor revolucionário, a maioria deles permaneceria fiel a seus antigos valores e ideias. Se a FAI vitoriosa tentasse exterminar todos eles – uma tarefa que exigiria a morte de milhões de pessoas – ou expulsá-los do país, ou realojá-los à força em comunidades anarquistas, ou enviá-los para campos de reeducação – eles não seriam apenas culpados de atrocidades a nível mundial, mas teriam que desistir de ser anarquistas. Organizações democráticas simplesmente não podem cometer atrocida­des nessa escala sistemática: para isso, seria necessária uma entidade verticalizada de inspiração comunista ou fascista, já que não se pode fa­zer com que milhares de seres humanos massacrem de forma sistemática mulheres, crianças e idosos indefesos, destruam comunidades ou expul­sem famílias de seus lares ancestrais a menos que eles possam alegar es­tar apenas cumprindo ordens. Parece que haveria somente duas soluções possíveis para o problema:
1. Deixar a República continuar como governo de fato, controlado por socialistas, deixar que imponham o controle do governo nas áreas de maioria de direita, enquanto obtêm algum tipo de acordo com eles para que deixem as cidades, vilas e aldeias de maioria anarquista em paz para se organizarem como desejam… e espero que o governo mantenha o acordo.
2. Declarar que todos deveriam formar suas próprias assembleias populares locais e permitir-lhes decidir seu próprio modo de auto-organização.
A segunda parece a mais ajustada aos princípios anarquistas, mas os resultados provavelmente não teriam sido muito diferentes. Afinal, se os habitantes de Bilbao, digamos, tivessem um ardente desejo de criar um governo local, como exatamente alguém os teria impedido? Municípios onde a Igreja ou proprietários de terras ainda tivessem apoio popular presumivelmente colocariam as mesmas velhas autoridades direitistas no poder; municípios socialistas ou comunistas poriam burocratas de seus partidos; estadistas de direita e de esquerda formariam então confederações rivais que, embora eles controlassem apenas uma fração do antigo território espanhol, se declarariam o legítimo governo da Espanha. Os governos estrangeiros reconheceriam uma ou a outra — já que ninguém estaria disposto a trocar embaixadores com um não governo como a FAI, mesmo supondo que esta o desejasse, o que não seria o caso.
Em outras palavras, a guerra armada poderia terminar, mas a luta política continuaria, e grandes partes da Espanha presumivelmente acabariam parecendo-se com a Chiapas contemporânea, com cada distrito ou comunidade dividido em facções anarquista e antianarquista. A vitória final teria de ser um processo longo e árduo. A única maneira de realmente persuadir os enclaves estadistas seria persuadir suas crianças, o que poderia ser alcançado com a criação de uma vida obviamente mais livre, mais prazerosa, mais bonita, segura, relaxada e satisfatória nos setores sem Estado. Os poderes capitalistas estrangeiros, por outro lado, mesmo que não interviessem militarmente, fariam todo o possível para evitar a notória “ameaça do bom exemplo”, por meio de boicotes econômicos e subversão e despejando recursos nas zonas estatizadas. No fim, tudo provavelmente dependeria do grau em que as vitórias anarquistas na Espanha inspirassem insurreições em outros lugares.
A verdadeira razão do exercício imaginativo é apenas mostrar que não existem rupturas totais na História. O outro lado da velha ideia da ruptura total, aquele momento em que o Estado cai e o capitalismo é derrotado, é que nada além disso representa uma vitória real. Se o capitalismo permanecer de pé, se começar a mercantilizar nossas ideias outrora subversivas, é a prova de que eles venceram. Nós perdemos, nós fomos cooptados. Para mim isso é absurdo. Podemos dizer que o feminismo perdeu, que não conquistou nada, só porque a cultura corporativa se sentiu obrigada a demonstrar apoio à condenação do sexismo e firmas capitalistas começaram a comercializar livros, filmes e outros produtos feministas? É claro que não: a menos que tenhamos conseguido destruir o o capitalismo e o patriarcado com um golpe mortal, esse é um dos mais claros sinais de que chegamos a algum. É de se presumir que qualquer estrada efetiva para a revolução envolverá infinitos momentos de cooptação, infinitas campanhas vitoriosas, infinitos pequenos momentos de insurreição ou momentos de autonomia fugaz e encoberta. Hesito mesmo em especular como realmente seria. No entanto, para começarmos a caminhar nessa direção, a primeira coisa que precisamos fazer é reconhecer que, de fato, vencemos algumas.
Na verdade, ultimamente, temos vencido um bocado. A questão é como romper o ciclo de exaltação e desespero e gerar algumas visões estratégicas (quanto mais, melhor)dessas vitórias construídas uma sobre a outra, para criar um movimento cumulativo rumo a uma nova sociedade."
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2020.08.31 05:26 Rafa25444 Como Hobby na quarentena passei a escrever

Escrevi alguns mini textos como forma de descrever acontecimentos pessoais de 2020 na pandemia, poderia contá-los aqui, mas prefiro que quem quiser ler suponha algo pra si e ficaria até mesmo feliz caso se identificasse com algo, me perdoe pelos erros ortográficos.
Grito Distante
É decerto assumir suas angústias, suprimi-las ou negar a existência apenas permitem gritos inaudíveis em tua alma, garanto o que digo, pois venho há 21 anos vivendo agoniado por algo que não posso explicar. Sinto uma engrenagem fora do lugar ou sem óleo, a analogia não importa, a mensagem é para aqueles que irão entender, caso não seja seu caso, apenas posso lamentar.
Certamente alguns lidarão como brincadeira ou sarcasmo, não podemos perder tempo com seres tão desprezíveis. Carrego uma chama dentro de mim do tamanho do mundo, apenas esperando o líquido inflamável que quimicamente explodirá tudo pelos ares. É uma metáfora, o objetivo é sempre aperfeiçoar o ser, afinal qual outra razão para viver?!
Sem dúvidas, o conselho de enfrentar seus medos e traumas são bem corriqueiros, entretanto a realidade é como uma guilhotina sob nossas cabeças e tudo se torna desesperançoso, logo a gravidade tenta puxar-me para baixo, apesar disto devo exteriorizar este grito seja o de angústia ou de alívio, manter-me em pé necessito e implacável serei.
A Persistência Dolorosa
A cada gole desta bebida amarga, relativizo todo mal e a cada batida de um belo samba, reflito sobre os momentos bons, qual o custo de toda esta agonia? Será toda minha saúde mental, a minha dignidade talvez?! Quem sabe toda essa sabotagem de uma mente ociosa e ansiosa, devo me expor ao ridículo? No fundo não passo de um homem ridículo, que antes calado, levantou-se e elevou sua voz, perdeu seu medo de perder e habituado nunca esteve em se fazer ouvido, agora tende a se culpar devido a nova realidade que a ele se impôs e apesar do mundo colocar o peso das mudanças sob seus ombros, um homem não deve permanecer numa estrada de espinhos, um homem não deve regressar ao passado, o homem deve ser fiel as suas convicções e não permitir frestas para voltar, o homem deve seguir em frente, o homem deve descansar...

A Escolha do Amor
Bom, vivi minha vida atrás de rostos bonitos e sentimentos estonteantes, nunca racionalizei o amor e analisei a pessoa que quero ao meu lado, o futuro bate a porta e minha ansiedade o pertence, almejo a gana, o fogo que a tudo queima e alvoraça, o não conformismo com a vida toma o brilho de meus olhos. A ganância faz parte de mim, e pouco não me satisfaz e nunca será o bastante, permito-me voar até a lua, porém num foguete certo de decolar, recorro a necessidade de segurar a mão e sussurrar: “Até o fim”. Em meu coração não há espaços para dúvidas, afogo-me num mar de certezas e minhas veias transportam desejos e sonhos que serão realizados, permito-me o dom da ilusão sem espaço para ilustração barata, quero o mundo e o quero agora.
Agradeço muito quem leu até aqui.
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2020.08.31 05:07 altovaliriano Stannis Baratheon (Parte 7)

O objetivo inicial de Stannis era sentar no Trono de Ferro. Minha impressão é que esse era o plano desde que ele abandonou Porto Real. Outros leitores alegam que esta intenção surgiu apenas depois da morte de Robert. Qualquer que seja o caso, todos devemos concordar que este era o objetivo ao menos desde o Prólogo de A Fúria dos Reis.
Por sua vez, Melisandre já alegava que o rei era a reencarnação de Azor Ahai. Talvez já pensasse assim antes. Mas não sabemos. Tudo que sabemos é que a mulher vermelha promoveu Stannis a herói renascido e nunca o tirou do altar.
Até Tormenta de Espadas, Stannis nunca havia se identificado com o papel de Azor Ahai. Só seguia os conselhos da feiticeira de Asshai para tentar reverter a desvantagem que Renly havia lhe imposto. Depois que conseguiu precisava para combater seus inimigos, até a colocou na geladeira. Atacou Porto Real apenas como Stannis Baratheon, não Azor Ahai, algo que Melisandre não tardou em usar isso contra ele, depois que retornou derrotado à Pedra do Dragão.
Ela voltou a afirmar que ele era um herói renascido e, derrotado e desmoralizado, Stannis começou a lhe dar ouvidos. Ela lhe mostrou uma visão no fogo, falou de uma guerra contra a escuridão, disse que poderia acordar um dragão da pedra, requisitou sangue de um rei e temperou a fábula de Azor Ahai de modo que o herói também era um rei legítimo.
O truque de Martin foi deixar Stannis e Melisandre muito tempo a sós, pensado que Davos havia falecido. Depois o truque foi Davos retornar com um plano para matar a sacerdotisa, o que o tornava mais um traidor. O rei só chama Davos porque Melisandre requisita, mas nem a feiticeira nem Baratheon poderiam prever que o cavaleiro das cebolas atiraria verdades duras a seu suserano.
Stannis fica impressionado, e provavelmente abandona a noção de que Davos era um traidor, pois pergunta por que o cavaleiro queria matar a mulher vermelha. Depois que percebe que as razões eram pessoais (e não para traí-lo), o rei de Pedra do Dragão começa a abrir o jogo, mas de modo confuso e atrapalhado. Provavelmente porque não ele não sabe do que está falando. Só está repetindo o que ouviu de Melisandre.
O objetivo de Baratheon agora é lutar na “grande batalha” e unir toda Westeros contra o Grande Outro. É um plano parecido com o anterior, mas agora Stannis precisa abandonar a ideia de simplesmente ‘tomar o trono’ para abraçar o ideal de ‘unir o reino’. À semelhança de Aegon, o papel agora é acabar com as disputas internas e consolidar a figura de um único governante. Mas tal como Aegon, precisa-se de um dragão. Para conseguir o dragão Edric Storm deve ser sacrificado.
A areia corre agora mais depressa pela ampulheta, e o tempo do homem sobre a terra está quase no fim. Temos de agir com ousadia, senão toda a esperança estará perdida. Westeros tem de se unir sob seu único rei verdadeiro, o príncipe que foi prometido, Senhor de Pedra do Dragão e escolhido de R’hllor. […] – Dê-me o garoto, Vossa Graça. É a maneira mais segura. A melhor maneira. Dê-me o garoto e acordarei o dragão de pedra.
(ASOS, Davos IV)
Mas como é possível unir o reino sem antes tomar o trono? Não são ideias que redundam no mesmo ponto? Segundo o discurso legalista de Stannis, não. Tendo Stannis a convicção de que o reino e trono já são seus, diminui-se a urgência de tomá-los.
Não é questão de desejo. O trono é meu, como herdeiro de Robert. Essa é a lei. Depois de mim, deve passar para a minha filha, a menos que Selyse finalmente me dê um filho. – Passou três dedos levemente pela mesa, sobre as camadas de verniz liso e duro, escurecido pela idade. – Eu sou rei. Os quereres não entram nisso.
(ASOS, Davos IV)
Este discurso convenientemente repetido por Baratheon é a brecha para que permite a Stannis aceitar outros rumos que não atacar Porto Real novamente. Não fosse assim, por que ele sequer daria ouvidos a um plano de Axell Florent e Salladhor Saan para atacar a Ilha da Garra? Ou então por que Stannis esperaria tanto tempo para que Melisandre comprovasse a eficácia de suas promessas?
De todo modo, o discurso de que o título lhe pertence, aconteça o que acontecer cai como uma luva em sua nova mentalidade de herói mítico. Mais tarde será este discurso que autorizará que Stannis deixe Pedra do Dragão para responder ao pedido de ajuda da Patrulha descoberto por Davos. O rei viu a visão no fogo e aquilo o fez relativizar a buscar pelo trono.
Com meus próprios olhos. Depois da batalha, quando estava perdido em desespero, a Senhora Melisandre pediu-me para fitar o fogo da lareira. […] o que vi foi real, apostaria nisso o meu reino.
E foi o que fez – disse Melisandre.
(ASOS, Davos IV)
Mas os discursos dos personagens não veem sempre em seu auxílio. As vezes, ele são uma arma para ser usada contra ele. Esta é a razão pela qual Stannis fez de Davos sua Mão. Mas também é a razão pela qual Davos não será punido pela flagrante traição em traficar Edric Storm para Lys.
Ao condenar um eventual ataque a Ilha da Garra, Davos fez Stannis perceber que puniria homens como ele mesmo: que estavam obedecendo ordens de seu senhor contra o rei. Quando leu o pedido de ajuda da Patrulha da Noite, Davos usou a visão que Stannis e Melisandre lhe haviam contado e as profecias da grande guerra contra eles mesmos. Se Baratheon agisse diferentemente naqueles momentos, estaria virtualmente demonstrando que não era rei, herói ou sequer o Stannis que ele conhecia.
Não quero dizer com isso que Stannis não sofre transformações ao longo de A Tormenta de Espadas. Pelo contrário. O rei muda muito o seu discurso de um capítulo para o outro neste livro. O final do Davos IV e o começo de Davos V são espelhos um do outro. A situação modifica-se rapidamente quando as circunstâncias forçam o rei derrotado a admitir que Melisandre pode ter razão sobre o sangue de rei. Porém, nem todas as mudanças vieram em favor da tese de Melisandre. Ao dar alguma razão à feiticeira na mesma medida em que lhe retirava, Martin objetiva criar mais conflito interno no personagem, forçando Stannis a tomar uma decisão que refletisse sua personalidade da forma mais autêntica possível.
Primeiro, falemos das suspeitas que surgem de um capítulo para o outro.
Stannis antes achava que R’hllor deveria escolher alguém melhor, se achando inadequado para o destino que lhe era imposto. Entretanto, ao reparar que R’hllor escolhe como seus instrumentos os homens mais pífios e desonrosos, Baratheon passa a duvidar da lisura de seu deus.
O Senhor da Luz devia ter feito de Robert o seu campeão. Por que eu?
Porque é um homem reto – disse Melisandre.
(ASOS, Davos IV)

Será que a mão de R’hllor é manchada e entrevada? – perguntou Stannis. – Isso parece mais obra de Walder Frey do que de qualquer deus.
R’hllor escolhe os instrumentos de que necessita. – O rubi na garganta de Melisandre brilhava, rubro. – Seus caminhos são misteriosos, mas nenhum homem pode resistir à sua vontade ardente.
(ASOS, Davos V)
Por outro lado, após ser persuadido por Davos a não atacar a Ilha da Garra, Stannis falava em trazer justiça para cada pessoa nos sete reinos, independente da classe. No capítulo seguinte, porém, vislumbrando a chance de angariar apoio político fácil, fala que oferecerá indultos totais aos traidores que perderam seus reis para as sanguessugas de Melisandre. Mais do que qualquer coisa, essa passagem demonstra o quanto Stannis estava ávido para se livrar do dilema moral envolvendo o sacrifício de Edric.
Eu trarei justiça a Westeros. Algo que Sor Axell compreende tão mal quanto compreende a guerra. A Ilha da Garra não me traria nada... e seria uma coisa maligna, como você disse. Celtigar tem de pagar o preço da traição pessoalmente. E quando eu subir ao trono, pagará. Cada homem colherá o que semeou, do mais alto dos senhores ao mais baixo rato de sarjeta. E alguns perderão mais do que as pontas dos dedos, garanto. Fizeram o meu reino sangrar, e não me esqueço disso.
(ADWD, Davos IV)
...
O lobo não deixa herdeiros, a lula gigante deixa muitos. Os leões vão devorá-los, a menos que... Saan, vou precisar de seus navios mais rápidos para levar enviados às Ilhas de Ferro e a Porto Branco. Oferecerei indultos. – O modo como cerrou os dentes mostrou o pouco que gostava da palavra. – Indultos totais, para todos aqueles que se arrependerem da traição e jurarem lealdade ao seu legítimo rei. Têm de compreender…
(ASOS, Davos V)
Outra dúvida que acomete Stannis tem relação com a própria credibilidade das visões no fogo. Na primeira conversa, Stannis tem uma convicção profunda sobre o significado do que viu nas chamas. A seguir, mostra-se cético. Eu diria que, aqui, o rei está desdenhando do sucesso das sanguessugas com base nas previsões ambíguas que Melisandre fez no passado. Outra tentativa de se esquivar do sacrifício do bastardo de Robert.
A convicção na voz do rei assustou Davos profundamente.
(ASOS, Davos IV)
...
Há mentiras e mentiras, mulher. Mesmo quando essas chamas falam a verdade, estão cheias de truques, parece-me.
(ASOS, Davos V)
Porém, Melisandre conseguiu incutir algumas ideias em Baratheon. Quando libertou o Cavaleiro das Cebolas, Baratheon elogiava Edric Storm e se mostrava enfurecido por pensarem que ele o faria mal. Na segunda conversa, contudo, depois que Melisandre tanto destaca quanto o bastardo era a encarnação de uma afronta (e até mesmo de uma maldição) contra o rei, ele passa a expressar uma opinião negativa sobre o garoto.
O garoto encantou-o? Tem esse dom […]. Penrose preferiu morrer a entregá-lo. – O rei rangeu os dentes. – Isso ainda me enfurece. Como ele pôde pensar que eu iria fazer mal ao garoto?
(ASOS, Davos IV)
...
Já estava farto desse maldito garoto antes mesmo de ele nascer – protestou o rei. –Até o nome dele é um rugido aos meus ouvidos e uma nuvem negra que paira sobre a minha alma.
(ASOS, Davos V)
Por fim, enquanto que primeiramente o rei insistia a Melisandre que pensar em dragões era alimentar uma esperança tola, mais tarde ele mesmo passa a fantasiar com as possibilidades.
Não quero ouvir mais nada sobre isso. Os dragões acabaram-se. Os Targaryen tentaram trazê-los de volta meia dúzia de vezes. E fizeram papel de bobos, ou de cadáveres.
(ADWD, Davos IV)
...
Seria uma coisa maravilhosa vera pedra ganhar vida – admitiu de má vontade. – E montar um dragão... [...] Robert tirou os crânios das paredes quando colocou a coroa, mas não suportou a ideia de mandar destruí-los. Asas de dragão sobre Westeros... isso seria uma...
(ASOS, Davos V)
Neste momento Davos interrompe Stannis para combater os argumentos de Melisandre. Tal qual havia feito antes ao criticar o plano de Sor Axell, o cavaleiro das cebolas desempenha o papel do advogado de defesa. Tal qual havia feito anteriormente, Stannis deixa seus conselheiros debaterem livremente, como se a altercação acontecendo na corte fosse um reflexo de seu próprio conflito interno.
Os argumentos da nova Mão do Rei não são novos. São os mesmos que Stannis já havia apresentado à feiticeira e, por isso, Melisandre tem resposta para todos. No fim, porém, Davos inova argumentando que nem todos as sanguessugas haviam causado o efeito prometido.
Duvida do poder de R’hllor? [...]
Até um contrabandista de cebolas sabe distinguir duas cebolas de três. Falta-lhe um rei, senhora.
Stannis resfolegou uma risada.
Ele pegou-a, senhora. Dois não é igual a três.
(ASOS, Davos V)
Stannis mal conseguiu conter sua alegria. Davos apontou uma brecha que o livrava de ter que reconhecer que Melisandre tinha razão, algo que ele estava resistindo a fazer até aquele momento. A alegria, contudo, dura pouco. A feiticeira mostrasse confiante de que Joffrey morrerá em circunstâncias que evidenciarão o poder do sangue de Edric. Stannis fica contrariado e termina a discussão ainda insistindo no argumento de Davos.
Com certeza, Vossa Graça. Um rei pode morrer por acaso, até dois... mas três? Se Joffrey morrer, no meio de todo o seu poder, rodeado por seus exércitos e sua Guarda Real, isso não mostraria o poder do Senhor em ação?
Talvez mostre. – O rei falou como se se ressentisse de cada palavra.
Ou talvez não. – Davos fez o melhor que pôde para esconder o medo.
[…] Dois é diferente de três. Os reis sabem contar tão bem quanto os contrabandistas. Podem ir. – Stannis virou as costas a eles.
(ASOS, Davos V)
A discussão é encerrada, mas Davos sabe que o conflito interno de Stannis está longe de terminado, por isto ele fica para trás para repisar os pontos em que a opinião de Stannis não mudou:
  1. Edric é de seu sangue
  2. Edric é inocente
  3. Edric e Shireen se afeiçoaram.
Davos ainda quis repetir o nome do garoto a fim de humanizá-lo, pois Stannis teimava em não pronunciar seu nome.
Como era esperado, nada disso tem efeito. Até porque todos estes argumentos foram trazidos pelo próprio Stannis contra Melisandre. Ao voltar a eles, Martin apenas nos demonstra que Baratheon não descartava sacrificar Edric apesar daquilo tudo. O rei até pronuncia o nome de Edric, demonstrando que humanizá-lo não o faria temer mandá-lo para morte.
Martin fecha este pequeno arco de mudança de opinião com um último espelhamento. Em um capítulo, Stannis manda tirar Davos de sua cela. No seguinte, ameaça justamente jogá-lo de novo nas masmorras. Esse é o sinal de que Stannis não admite mais contestação, pois a possibilidade de entregar Edric a Melisandre já é quase uma realidade.
Vá – disse o rei por fim– antes que consiga se levar de volta à masmorra.
(ASOS, Davos V)
Entretanto, se o sacrifício não acontece depois, o que Martin quis com todo esse arco? E por que vimos Stannis se humanizar e não atacar a Ilha da Garra (um ato “maligno”, segundo ele mesmo), para que logo depois ele esteja em conflito sobre sacrificar uma criança inocente? Tanto o ataque a Ilha da Garra quanto o sacrifício de Edric não aconteceram. O que Martin quis mostrar com isso tudo?
Toda essa volta serviu para estabelecer as diferenças, dentro de um espectro de moralidade, entre os personagens em Pedra do Dragão.
Desde que fomos apresentados a Stannis em A Fúria dos Reis nos tornamos cientes que suas famosas honra e moralidade não são tão rígidas como se fala. Elas se curvam ao cumprimento dos deveres associados aos papéis sociais que ele assume e ao utilitarismo de desempenhá-los à risca. Em outras palavras, Stannis está sempre atento a desempenhar o papel que esperam dele.
Em A Tormenta de Espadas, Stannis admite isso com todas as letras. Quando lhe foi apresentado o dilema da Rebelião de Robert, entre seguir seu irmão e lorde e se tornar um rebelde ou seguir seu rei e manter-se um legalista, Stannis pensou que os laços de sangue eram mais importantes.
Escolhi Robert, não escolhi? Quando esse duro dia chegou. Escolhi o sangue em detrimento da honra.
(ASOS, Davos IV)
No dilema envolvendo Edric, entretanto, Stannis está sendo forçado a abandonar até mesmo seu sangue em prol de uma profecia que tanto salvará o mundo quanto lhe dará o reino. Diferentemente da Rebelião, Stannis agora é o rei e não o rebelde (na cabeça dele ,claro). Não é mais uma questão de lealdades ou legalidade, mas a escolha entre vidas a salvar e um reino para pacificar.
É claro que, como a única fonte de informações é Melisandre, Stannis exige evidências de que ambas as coisas realmente acontecerão, caso ele decida sacrificar o bastardo do irmão. Stannis é um homem desconfiado e orientado por evidências. Não quer fazer um movimento baseado em simples wishful thinking. Entretanto, Melisandre concede as garantias. Lhe fornece uma visão no fogo que o impressiona muito e realiza o ritual com as sanguessugas que “resulta” na morte dos outros três reis ainda vivos na Guerra dos Cinco Reis. Porém, vale mencionar, ainda assim Stannis pedia por garantias.
Jura que não há outra maneira? Jure por sua vida, porque juro que morrerá devagarinho se mentir para mim.
(ASOS, Davos VI)
Sendo assim, a conclusão óbvia é que o rei pode até ser alguém disposto a atos grotescos, mas ele somente os leva a cabo quando têm utilidade verdadeira. Inclusive, esta é a razão pela qual ele concorda com Davos de que atacar a ilha da Garra seria um expediente maligno. Ele não só iria punir as famílias inocentes de homens que lhe serviram com lealdade como não tiraria nada de realmente útil deste ataque, apenas saque.
Já com Edric Storm, o dilema que Martin impõe ao personagem se encaixa no padrão de “O que é a vida de um em comparação” e “As necessidades de muitos”, tropes normalmente associadas à busca pelo bem maior – o que não necessariamente coloca Baratheon na condição de herói, mas tampouco necessariamente o rebaixam à condição de vilão ou de antagonista.
Em verdade, mesmo depois da repentina mudança de opinião sobre Edric, o rei nunca deixou de considerar sua inocência e as consequências nefastas que viriam do ato, especialmente no que se referia a possíveis acusações de fratricídio. Stannis associa este tipo de postura a uma necessidade de cumprimento de seu dever como Azor Ahai e rei.
Quantos garotos vivem em Westeros? Quantas garotas? Quantos homens, quantas mulheres? A escuridão vai devorá-los todos, diz ela. A noite que não tem fim. Fala de profecias... um herói renascido no mar, dragões vivos chocados a partir de pedra morta... fala de sinais e jura que apontam para mim. Nunca pedi isso, assim como não pedi ser rei. Mas vou me atrever a não lhe dar ouvidos? – rangeu os dentes. – Não escolhemos o nosso destino. Mas temos... temos de cumprir o nosso dever, não é? Grande ou pequeno, temos de cumprir o nosso dever. Melisandre jura que me viu em suas chamas, enfrentando a escuridão com a Luminífera erguida bem alto. Luminífera!
(ASOS, Davos V)
Alegar que ‘não pediu’ para estar naquela situação é um gesto clássico de Stannis quando é colocado em uma situação que exige que ele tome escolhas difíceis. Stannis é um homem que dá muita importância ao preenchimento de papéis sociais, seja como irmão mais novo, conselheiro, marido, rei ou herói mítico renascido. Por essa razão conclui não ter controle sobre o próprio destino, que apenas lhe resta agir conforme seu papel.
Afinal, a lição que tirou na infância do caso do falcão Asaltiva foi que tentar agir em desconformidade com sua condição é algo ineficaz, que somente o coloca no papel de bobo. Isso condicionou a vida do Baratheon do meio à busca de desempenhar seu papel da forma mais eficiente e em conformidade com as suas condições. Assim, sua vida foi moldada na obediência aos seus deveres.
Quando era rapaz, encontrei um açor ferido e tratei dele até que recuperasse a saúde. Chamei-o Asaltiva. Costumava se empoleirar no meu ombro, esvoaçar de sala em sala atrás de mim e comer na minha mão, mas não voava alto. Uma vez ou outra levei-o à caça, mas nunca subiu mais alto do que as copas das árvores. Robert chamou-o Asafraca. Ele tinha um falcão-gerifalte chamado Trovão que nunca errava um ataque. Um dia, nosso tio-avô, Sor Harbert, disse-me para experimentar outra ave. Disse que estava fazendo papel de idiota com Asaltiva, e tinha razão.
Assim, todo o dilema enfrentado pelo rei de Pedra do Dragão centrava-se em comprovar a eficácia do método proposto por Melisandre, a fim de não fazer papel de bobo caso fosse uma furada. Stannis estava disposto a sacrificar alguém de seu sangue se conseguisse acordar um dragão e unir o reino sob seu comando para liderar a batalha contra as trevas. O que ele não estava disposto era a ser mais um idiota nas páginas da história, que pensava ter achado a fórmula para obter um dragão, mas no fim acabava morto ou humilhado.
– Não quero ouvir mais nada sobre isso. Os dragões acabaram-se. Os Targaryen tentaram trazê-los de volta meia dúzia de vezes. E fizeram papel de bobos, ou de cadáveres. Cara-Malhada é o único bobo de que precisamos neste rochedo esquecido por deus. Você temas sanguessugas. Faça o seu trabalho.
(ASOS, Davos IV)
Esta visão utilitarista é a postura de Stannis.
A postura adotada por Melisandre, Selyse e Axell é algo inteiramente distinto.
A diferença crucial entre Stannis, Selyse e Axell é que apenas o rei sente-se moralmente impedido de realizar o sacrifício, muito embora Edric também seja do sangue de todos eles. A rainha e o castelão não somente descartam completamente a humanidade e a inocência de Edric Storm, como eles fecham aos olhos ao fato de que “o bastardo de Robert” também é “o bastardo de Delena Florent”.
Edric é filho da prima de Selyse e, por força do casamento com Stannis, seu sobrinho. Já Axell é tio-avô do garoto. Figurativamente falando, o sangue Florent corre tão intenso nas veias de Edric quanto o sangue Baratheon. Este é um detalhe grandemente esquecido tanto pelo leitor quanto pelos personagens, mas que estabelece uma grande diferença de caráter entre Stannis e os Florent.
O rei não ignora o valor da vida que está tirando. A inocência e o fratricídio constituem obstáculos morais sérios para ele. Stannis tampouco deseja patrocinar um fiasco com sangue e desonra. Já Selyse acredita piamente no papo de Melisandre de que Edric conspurcou seu casamento e impôs uma maldição em seu ventre, impedindo-a de gerar filhos homens.
Robert e Delena profanaram a nossa cama e fizeram cair uma maldição sobre a nossa união. Esse garoto é o sujo fruto de sua fornicação. Levante esta sombra de meu ventre, e eu lhe darei muitos filhos legítimos, eu sei que sim.
(ASOS, Davos V)
Axell Florent é um homem ambicioso que vê traidores em todo lado, que está mais do que disposto a lançar à fogueira aqueles de seu sangue (no caso, seu irmão Alester).
Porém, é preciso ressaltar que a miopia de Axell não é condicionada apenas a sua ambição. Ele não apenas estava apoiando o sacrifício de Edric enquanto tinha chances de ser nomeado Mão. Mesmo depois que Davos passa a ocupar o cargo, Axell continua a fazer eco aos gritos de Selyse.
Assim, fica claro que a rainha e o castelão não hesitariam de entregar às chamas alguém inocente de seu próprio sangue caso Melisandre assim requisitasse.
Quanto à própria sacerdotisa de Asshai, pouco podemos inferir sobre sua moralidade. Entretanto, os argumentos que ela apresenta a Stannis parecem indicar que Edric não seria o primeiro inocente que ela sacrificaria na vida.
O Senhor da Luz aprecia os inocentes. Não há sacrifício mais precioso.
(ASOS, Davos V)
Portanto, o ponto de Martin com a “ameaça de sacrifício” era permitir que os leitores contemplassem o caráter de cada personagem envolvido para que soubéssemos “quem eles eram quando estava escuro” e, em contraste, notássemos que, por mais ambicioso, orgulhoso e estrito que Stannis fosse, não seria facilmente convencido a sacrificar o bastardo de seu irmão, mesmo quando as pessoas a seu redor estavam convencidas.
Ele está com eles, mas não é um deles, pensou Davos.
(ASOS, Davos VI)
No fim, entretanto, Edric Storm apenas sobreviveu por intervenção de Davos. A pergunta que fica com o leitor é: O que aconteceria em uma situação parecida se Davos não estivesse por perto?.
Mas isso é tema para outro texto.
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2020.08.15 19:01 HoBaLoy Descendo para a Toca do Coelho: Um Guia Refinado para as Teorias, Análises, etc de ASOIAF para se Perder Durante a Quarentena

Traduzido diretamente do Guia elaborado por u/BryndenBFish
Aviso: contém trocadilhos e piadas que são mais engraçadas para americanos.
Aviso 2: Contém pequenas modificações para a tradução ficar condizente.
Aviso 3: Contém MASSIVA quantidade de SPOILERS. E, sendo uma tradução, a imensa maioria está em inglês com poucas exceções que já tivemos aqui no Valiria
Descendo para a Toca do Coelho: Um Guia Refinado para as Teorias, Análises, etc de ASOIAF para se Perder Durante a Quarentena
Introdução
Então, você está sentado em casa assistindo novamente The Office pela nona vez na Netflix, tentando se convencer de que foi a maior comédia de todos os tempos (não era). Entre mordidas em Cheetos rançosos de duas semanas, você abre seu celular flip da Motorola, toca no botão do navegador, aguarda 3 minutos para que o aplicativo seja iniciado, digita "Teorias das Crônicas de Gelo e Fogo" no buscador e espera outros 6 minutos para a página carregar e violá, você está dentro.
Mas espere! Há muitas para escolher? Quais são boas?
E é aí que eu entro. Estou aqui para ajudá-lo a se perder.
Embora eu seja um co-apresentador de um podcast e tenha participado de vídeos do YouTube de vez em quando, estou fazendo deste um post somente escrito. (Sinta-se à vontade para postar no youtube ou podcast ou sei lá o quê!) Portanto, nesta lista cultivada de teorias de análises ESCRITAS, APENAS PARA LIVROS, etc, listarei textos que me deliciei ao longo dos anos e espero mantê-los entretidos durante nossos problemas atuais.
ANÁLISE
Meta: Como GRRM escreve ASOIAF
Uma Crônica de Fatos e Números: análise detalhada de / u / werthead de como cada livro no ASOIAF foi escrito com informações básicas do processo de escrita, contagem de palavras, etc:
AGOT a-song-of-facts-and-figures-game-of.html
ACOK a-song-of-facts-and-figures-clash-of.html
ASOS a-song-of-facts-and-figures-storm-of.html
AFFC a-song-of-facts-and-figures-feast-for.html
ADWD a-song-of-facts-and-figures-dance-with.html
Não quero promover meu próprio trabalho, mas escrevi bastante sobre metatópicos que podem ser do interesse de alguns de vocês. Vou criar um link para alguns deles abaixo:
Como o sucesso de GAME OF THRONES provavelmente contribuiu para a espera de OS VENTOS DE INVERNO spoilers_extended_meta_how_the_success_of_game_of/
Como uma virada sombria no POV favorito de GRRM contribuiu para a longa espera por ADWDspoilers_extended_meta_how_a_dark_turn_in_grrms/
A história que GRRM originalmente queria contar: examinando os presságios do GRRM no contexto da lacuna de cinco anosspoilers_extended_the_story_grrm_originally/
Uma teoria sobre por que GRRM pensou que poderia terminar TWOW em 2015spoilers_extended_meta_a_theory_on_why_grrm/
Uma análise e exploração do nó meereenêsspoilers_all_an_analysis_exploration_of_grrms/
Como uma profecia em ADWD foi alterada por GRRM antes do lançamento, e o que isso poderia significar para a análise de TWOW: / u / indianthane95 de como uma leitura GRRM de ADWD, Daenerys III em 2005 foi editada antes do livro ser publicado e por quê.spoilers_all_how_a_prophecy_in_adwd_was_changed/
A carta de 1993 nos mostra GRRM foreshadowing que ele mais tarde abandonou: / u / feldman10 a análise da carta de apresentação de 1993 e como GRRM mudou seus principais foreshadowings quando publicou AGOT três anos depoisspoilers_all_the_1993_letter_shows_us_some_grrm/
Na luz do sol, sem culpagrrms-thinly-veiled-gone-with-the-wind-obsession
A linha descartável em AGOT que sugere o ultimato: / u / zionius_ teoria que Daniel Abraham foi instruído por GRRM a manter nos quadrinhos, pois tem ramificações do "final”.spoilers_extended_the_throwaway_line_in_agot_that/
The ASOIAF Archives Series: / u / jen_snow análises magistrais de todas as maneiras como os capítulos base foram alterados antes de sua publicação.spoilers_extended_asoiaf_archives_september_2000/
Como GRRM reescreve ASOIAF: visão detalhada de / u / zionius_ sobre as reescritas de ASOIAF por GRRM com foco especial em AFFC / ADWD.how_grrm_rewrites_comparing_affc_draft_chapters/
Análises Narrativas
Um guia completo para a sucessão Westerosi por / u / galanix: um dos recursos mais úteis para tentar determinar quem é o próximo a realeza / senhorio / o que quer que seja.spoilers_all_complete_guide_to_westerosi/
O Meereenese Blot forneceu as melhores defesas da escrita de GRRM dos arcos de personagens de Dany, Jon, Tyrion e enredos Dorneses em AFFC / ADWD. Escrito entre 2013 e 2014 por / u / feldman 10, estou incluindo-os nesta seção como o foco no valor narrativo desses personagens POV
Desembaraçando o nó meereenês: Dany
Parte 1: Quem envenenou os gafanhotos?untangling-the-meereenese-knot-part-i-who-poisoned-the-locusts/
Parte 2: A paz era realuntangling-the-meereenese-knot-part-ii-the-peace-was-real/
Parte 3: A luta de Dany consigo mesmauntangling-the-meereenese-knot-part-iii-danys-struggle-with-herself/
Parte 4: Uma Daenerys Sombriauntangling-the-meereenese-knot-part-iv-a-darker-daenerys/
Parte 5: Hizdahr e Paz ou Daario e Guerrauntangling-the-meereenese-knot-part-v-hizdahr-and-peace-or-daario-and-wa
Outras Guerras: Jon
Parte 1: O Coração Nobre e o Maior Dever de Jonother-wars-part-i-jons-noble-heart-and-greater-duty/
Parte 2: Apoio de Jon a Stannisother-wars-part-ii-jons-support-for-stannis/
Parte 3: A Missão de Manceother-wars-part-iii-the-mance-mission/
Parte 4: Pessoas Querendo Ajuda: Alys Karstark e a Missão Hardhomeothers-wars-part-iv-people-wanting-help/
Parte 5: A Paz, a Carta Rosa e o Discurso do Salão dos Escudosother-wars-part-v-the-peace-the-pink-letter-and-the-shieldhall-speech/
Parte 6: Três perguntas sobre o futuro de Jonother-wars-part-vi-three-questions-about-jons-future/
Pagando Suas Dívidas: Tyrion
Parte 1: Tyrion em Porto Realpaying-his-debts-part-i-tyrion-in-kings-landing/
Parte 2: Sofrimentos, Prostitutas e um Jogo de Cyvassepaying-his-debts-part-ii-sorrows-whores-and-a-game-of-cyvasse/
Parte 3: Tyrion e Pennypaying-his-debts-part-iii-tyrion-and-penny/
Jardins de Água e laranjas sanguíneas: Dorne
Parte 1: A Víbora e a Gramawater-gardens-and-blood-oranges-part-i-the-viper-and-the-grass/
Parte 2: Ambições de Ariannewater-gardens-and-blood-oranges-part-ii-ariannes-ambitions/
Parte 3: Dever e Destino de Quentynwater-gardens-and-blood-oranges-part-iii-quentyns-duty-and-destiny/
Parte 4: Termina em Sanguewater-gardens-and-blood-oranges-part-iv-it-ends-in-blood/
A última tentação de Jon Snow: nesta série de duas partes, / u / MaesterMerry analisa o mandato de Jon Snow como Senhor Comandante da Patrulha da Noite, prestando atenção especial à narrativa e às lutas filosóficas do mundo real que GRRM escreve na história de Jon em ADWD
Parte 1: Matando o Meninohttps://upfromunderwinterfell.wordpress.com/2019/06/15/the-last-temptation-of-lord-commander-snow-part-1-killing-the-boy/
Parte 2: A escolhahttps://upfromunderwinterfell.wordpress.com/2020/02/05/the-last-temptation-of-lord-commander-snow-part-2-the-choosing/
Sansa, Jeyne, Theon: Saber seu nome: A especulação de/ u / Zombie-Bait sobre a repetição de temáticas em TWOW e como Sansa irá emular Cat em TWOW para os Senhores do Vale.https://liesandarbor.wordpress.com/2018/12/04/sansa-jeyne-and-theon-you-have-to-know-your-name/
Momentos de Arranhão de Disco: GRRM e Misdirection: Como GRRM confunde seus leitores com misdirection com uma súbita sacudida na narrativaspoilers_extended_record_scratch_moments_grrm_and/
Clube das Donzelas Mortas: Uma análise crítica de como GRRM usa as mortes de mulheres e mães, em particular na ASOIAFhttps://joannalannister.tumblr.com/post/162408885186/the-dead-ladies-club
Milhões de pêssegos, pêssegos para mim: análise de / u / fat_walda de como os alimentos são usados ​​na ASOIAF para iluminar temas e a divisão socialspoilers_all_millions_of_peaches_peaches_for_me/
Memórias de Limão, ou Lemories, ou Como eu Aprendi a parar de ingerir papel laminado e compreender ASOIAF: reflexão de / u / jonestony710 sobre como ele começou a pensar “através do papel alumínio” no que se refere à Casa com a Porta Vermelhaspoilers_extended_lemon_memories_or_lemories_o
São lobos que pretendo caçar: Matt do podcast Davos Fingers rastreia todas as conspirações Frey / Bolton / Lannister para chegar ao Casamento Vermelhohttps://davosfingers.tumblr.com/post/146273054899/it-is-wolves-i-mean-to-hunt-the-motivations-of
Análises Políticas / Legais
Coroas ocas e espinhos mortais - Parte IV: Renly e Stannis: Esta série inteira de Steven Attewell foi excelente, mas este ensaio é o “crème de la crème”. Nele, Attewell analisa as concepções e visões de Renly & Stannis sobre a realeza.https://towerofthehand.com/blog/2013/06/17-hollow-crowns-deadly-thrones/index.html
Mãos do Rei: / u / vikingkingq dá uma olhada nas mãos de várias Mãos do Rei na ASOIAF:
Os primeiros Mãoshttps://towerofthehand.com/blog/2012/04/17-hand-of-king-early-hands/index.html
Mãos em crise (Bloodraven e Baelor Quebra-Lanças)https://towerofthehand.com/blog/2012/04/24-hands-of-king-hand-in-crisis/index.html
Tywin, o Grande?https://towerofthehand.com/blog/2012/05/22-hands-of-king-tywin-great/index.html
Os homens honestos (Jon Arryn e Ned Stark)https://towerofthehand.com/blog/2012/10/23-hands-of-king-two-honest-men/index.html
Tyrion Lannisterhttps://towerofthehand.com/blog/2012/12/12-hands-of-king-tyrion/index.html
Em uma série de ensaios que examinam as leis e costumes de Westeros, / u / LawsOfIceAndFire desconstrói a estrutura legal do reino
Governe o reino (meninas): Uma Análise do Grande Conselho de 101https://lawsoficeandfire.wordpress.com/2019/04/10/rule-the-realm-girls/
O fim de Game of Thrones e o enigma da sombra de Varys: O enigma de Varys no contexto da série e dos livroshttps://lawsoficeandfire.wordpress.com/2019/05/09/power-resides-where-men-believe-it-resides-but-which-men/
O grande não varrida de Tyrion Lannister com a Justiça Criminal de Westerosihttps://lawsoficeandfire.wordpress.com/2019/07/12/tyrion-lannisters-not-great-interactions-with-westerosi-criminal-justice/
Oferta, aceitação, pão e sal: uma análise jurídica do contrato de direito de hóspede: Direito de Hóspede, como funciona, costumes, o que acontece quando foi violadohttps://lawsoficeandfire.wordpress.com/2019/09/16/bread-and-salt-offer-and-acceptance-a-legal-analysis-of-the-guest-right-contract/
Por que não deveríamos nos governar novamente? - Westeros e o contrato socialhttps://lawsoficeandfire.wordpress.com/2020/01/29/why-shouldnt-we-rule-ourselves-again-westeros-and-the-social-contract/
O gênio financeiro de Mindinho, de / u / Militant_Penguin, sobre como Mindinho está negando suas perdas financeiras no Vale em AFFC.spoilers_affc_the_financial_genius_of_littlefinge
Análise Geográfica / Regional / Casas / Diversos
Uma ordem dos sussurros, uma cidade dos segredos: Uma Análise de Braavos, o Banco de Ferro e os Homens Sem Rostohttps://upfromunderwinterfell.wordpress.com/2018/03/16/an-order-of-whispers-a-city-of-secrets/
O lado escuro dos Portões da Lua: / u / Zombie-Bait examina o Vale na História e em TWOWhttps://liesandarbor.wordpress.com/2018/12/04/the-dark-side-of-the-moon-doo
Fosso Cailin, Fosso de Problemas: análise de / u / bookshelfstud de Fosso Cailin como um cenário em ASOIAF e o que está reservado para TWOWspoilers_extended_moat_cailin_moat_problems_a/
A ascensão e queda da casa Velaryon: / u / bookshelfstud's análise de como uma das casas históricas mais poderosas de Westeros perdeu seu poder na época do AGOThttps://offmichaelsbookshelf.wordpress.com/2015/06/23/high-tide-the-rise-and-fall-of-house-velaryon/
Como o Cão foi armado: uma reflexão sobre a arte e a armadura da Idade Média: análise de / u / fat_walda sobre a armadura de Sandor Clegane e como ela se compara à armadura medieval realspoilers_main_how_the_hound_was_helmed_an/
Escamagris em ASOIAFhttps://justadram.tumblr.com/post/57454498995/meta-monday-greyscale
Água, água, em todos os lugares: análise de / u / mightyisobel da água e como GRRM escreve belas cenas de água em toda ASOIAF (mas especialmente em AFFC) e o que isso significaspoilers_affc_water_water_everywhere/
Os mapas de ASOIAF: / u / werthead's um olhar para a geografia de Planetos com extensa análise de como a geografia do mundo foi criadahttps://atlasoficeandfireblog.wordpress.com/page/16/
Filhos Targaryen + não Targaryen sempre favorecem o pai não Targ: Uma teoria que pode ter influenciado GRRM a mudar a cor do cabelo da Princesa Rhaenys.targaryen-non-targaryen-children-always-favor-the-non-targ-parent/
Análise de Personagem
Meu co-apresentador de podcast e amigo / u / poorquentyn fez algumas das melhores análises de personagens POV em ADWD. Vou criar um link para todos eles aqui:
Tyrion em ADWDhttps://poorquentyn.tumblr.com/tagged/tyrion-in-adwd/chrono
Davos em ADWDhttps://poorquentyn.tumblr.com/tagged/davos-in-adwd/chrono
Quentyn em ADWDquentyn-in-adwd/chrono
De Peão a Jogador: Repensando Sansa: Leitura incrivelmente detalhada do enredo de Sansa com toneladas e toneladas de análises - tanto literárias quanto in-story.from-pawn-to-player-rethinking-sansa-xxi/
Tantos votos: juramentos em conflito: / u / somethinglikealawyer excelente análise e ensaio sobre a Torre da Mão e sobre como GRRM usa juramentos como um veículo para conflito pessoal e nacional em ASOIAFso-many-vows-oaths-in-conflict/index.html
Filha da Morte: As Crônicas de Gelo e Fogo, o Herói Trágico Shakespeariano Análise de / u / glass_table_girl sobre os temas de Shakespeare da história de Daenerys Targaryen e por que isso significará sua morte nos livrosdaughter-of-death-a-song-of-ice-and-fires-shakespearean-tragic-hero/
Vocês não são as pedras, mas os homens: Ned Stark e Brutus: O olhar de ShakesOfThrones sobre as comparações entre Gaius Brutus e Ned Starkyou-are-not-stones-but-men-ned-and-brutus/
Stannis Baratheon: MacBeth Revisited: Análise de ShakesOfThrones de Stannis Baratheon, comparando-o à figura shakespeariana de MacBethstannis-baratheon-macbeth-revisited/
Herói com Mil Faces: Os Mentores de Jon Snow, Parte 1: O Lobo Quieto: / u / housemollohan dá início a uma série sobre os mentores de Jon com uma análise do relacionamento de Jon com seu pai Ned Stark.spoilers_extended_the_hero_with_a_thousand/?utm_source=share&utm_medium=ios_app&utm_name=iossmf
Ben Mulato Plumm: mau jogador de Cyvasse, pior poker face: / u / SerDonalPeaseburyspoilers_extended_brown_ben_plumm_bad_cyvasse/
Uma estrela cadente em Westeros por / u / Zombie-Bait: Analisa Ashara na história: quem era ela, o que ela queria, ela está viva?a-falling-star-in-westeros-pti-analyzing-ashara-dayne/
Sansa e a boa rainha Alysanne: / u / Zombie-Bait compara a Eleanor de Aquitânia "Histórica" ​​e "Moderna" em ASOIAF.sansa-and-good-queen-alysanne/
Misericórdia, misericórdia, misericórdia: explorando os enredos de Arya, Sansa e Sandor: / u / Zombie-Bait explora os temas de personagens paralelos e dispositivos de narração de histórias que GRRM usa para Arya, Sansa e Sandor.mercy-mercy-mercy-sansa-sandor-and-arya/
Senhora Catelyn: o vazio da Coração de Pedra: / u / Zombie-Bait dá uma olhada detalhada em quem Catelyn Stark é antes e depois de se tornar Senhora Coração de Pedralady-catelyn-the-stone-hearted-emptiness/
O valor da prata: rainhas e moedas - ou "Como a história de Daenerys se parece com a origem de seu nome": análise de / u / glass_table_girl do nome de Dany e uma moeda romana para a qual GRRM pode ter chamado a atençãospoilers_all_the_value_of_silver_queens_and_coins/
A conexão de Papel Alumínio: Por que não devemos confiar em Marwyn: análise crítica de / u / bookshelfstud sobre Marwyn, o Mago, e como ele pode ser um loucothe-tinfoil-link-dont-trust-marwyn/
Perseguindo o Dragão, Parte 1: Analisando um Alquimista: / u / 4187021 a análise abrangente do que o alquimista está fazendo em Vilavelha.chasing-the-dragon-part-1-analyzing-an-alchemist/
Análise Militar
Estratégias de guerra em Westeros por Ken Mondschein: Uma análise aprofundada das Táticas de Guerra Westerosi e como ela se compara à história militar medieval na Europa Ocidental.strategies-of-war-in-westeros/
Muitos anos atrás, escrevi vários ensaios sobre os vários comandantes da ASOIAF. Você pode encontrá-los abaixo:
Robb Starka-complete-analysis-of-robb-stark-as-a-military-commande
Stannis Baratheona-complete-analysis-of-stannis-baratheon-as-a-military-commande
Jaime Lannisterthe-evolution-of-jaime-lannister-as-a-military-commande
Daenerys Targaryena-complete-analysis-of-the-slavers-bay-campaign/
Tywin Lannister:
Parte 1: a lealdade não é opcional até que sejawins-and-losses-a-command-analysis-of-tywin-lannister-part-1-loyalty-isnt-optional-until-it-is/
Parte 2: O Senhor Orgulhosowins-and-losses-a-command-analysis-of-tywin-lannister-part-2-the-proud-lord/
Parte 3: Os frutos da derrotawins-and-losses-a-command-analysis-of-tywin-lannister-part-3-the-fruits-of-defeat/
Parte 4: Penas e Corvoswins-and-losses-a-command-analysis-of-tywin-lannister-part-4-quills-and-ravens/
Parte 5: Alimentando Corvoswins-and-losses-a-command-analysis-of-tywin-lannister-conclusion-feeding-crows/
A Guerra dos Cinco Reis: Análise militar de Stefan Sasse da Guerra dos Cinco Reisfivekings/index.html
TEORIAS
Teorias Gerais
Teoria Blackfyre - Teoria que Aegon VI Targaryen não é filho de Rhaegar Targaryen, mas é na verdade um pretendente Blackfyre.teoria_blackfyre/
O Rei Afogado e o Corvo Sem Rosto: Uma análise bastante convincente sobre a culpabilidade de Euron Greyjoy na morte de Balon Greyjoy.the-drowned-king-and-the-faceless-crow-complete-analysis/
A Grande Conspiração Nortenha - Teoria de que os nortenhos estão jogando Roose e Stannis um contra o outro para colocar Rickon Stark ou Jon Snow como o novo Rei do Norte.a_grande_conspira%C3%A7%C3%A3o_nortenha_parte_7/
Sandor Clegane é o Coveiro - Teoria de que Sandor Clegane não morreu e é o coveiro que Brienne encontrou na Ilha Quieta em AFFC.GravediggeTheories
Lyanna Stark é o Cavaleiro da Árvore que Ri - Teoria de que o CDAQR é Lyanna Stark que defendeu a honra de Howland Reed contra os Freys e combateu no torneiro contra os Freys.Knight_of_the_Laughing_Tree/Theories
R + L = J - O melhor artigo sobre a teoria de que Rhaegar Targaryen foi para a cama com Lyanna Stark e o fruto de sua união foi Jon Snow.https://www.reddit.com/Valiria/comments/ea8tcv/rlj/
Uma morte fria na neve: a teoria de / u / JoeMagician de que Waymar Royce foi identificado como um Stark por Craster. Os Outros aceitaram essa informação e colocaram Waymar em algum tipo de teste ritualizado de suas habilidades de esgrima e que tipo de espada ele possuía.spoilers_extended_the_killing_of_a_range
O Apocalipse Eldritch: / u / poorquentyneldritch-apocalypse/
Mil olhos e uma névoa cinzenta: teoria de que sempre que uma névoa cinza aparece nos livros, isso significa que Bloodraven e/ou Bran estão observandoa-thousand-eyes-and-one-grey-mist/
Irmã Sombria: A conexão de Meera e Arya está por vir, e como ambas irão empunhar a Irmã Sombria.https://liesandarbor.wordpress.com/2018/12/04/the-dark-sister-on-meera-and-arya/
A Pedra de Georgetta: Decifrando uma Mensagem Final A teoria do almirantekird sobre como as últimas palavras de Robert para Ned podem ser comparadas às últimas palavras de Lyanna para Ned.spoilers_all_the_georgetta_stone_deciphering_a/?utm_source=share&utm_medium=ios_app&utm_name=iossmf
Quem era o patrono de Mandon Moore: uma análise de / u / galanix em que teoriza que Mandon Moore foi apoiado por Mindinho, que disse a ele para matar Tyrion na Água Negraquem_mandou_mandon_moore_matar_tyrion/
Stannis enviou uma carta: / u / a4187021 teoria de que Stannis usa o corvo do Meistre Tybald para enviar informações falsas a Winterfell, dizendo-lhes que ele está mortospoilers_all_stannis_sent_a_lette
Teorias históricas
Ambições Sulistas - Teoria de Stefan Sasse de que os Starks, Arryns e Tullys estavam se unindo através do casamento para se opor e possivelmente depor Aerys II Targaryen. (Esta é a minha teoria ASOIAF favorita de todos os tempos)ambi%C3%A7%C3%B5es_sulistas/
A Conspiração de Harrenhall / u / KingLittlefinger: A teoria de que Rhaegar estava planejando convocar um Grande Conselho contra seu pai Aerys II no Torneio de Harrenhall em 281 AC, mas tudo deu errado
Parte 1: As Três Facçõesspoilers_everything_the_harrenhal_conspiracy_part/
Parte 2: um banquete, uma justa e uma coroathe_harrenhal_conspiracy_part_ii_a_feast_a_joust/
Parte 3: Um Rato na Masmorraspoilers_everything_the_harrenhal_conspiracy_part/
Parte 4: O Dragão e a Bruxaspoilers_everything_the_harrenhal_conspiracy_part/
S + B = M: Mel – A Estrelha Vermelha Sangrando / Melony Seastar (revisado): teoria de que Melisandre é filha de Bloodraven e Shiera Seastarspoilers_all_sbm_mel_the_red_star_bleeding_melony/
Resgate na Encruzilhada: / u / lady_gwynhyvfar a teoria de que Rhaegar Targaryen resgatou Lyanna Stark na Estalagem da Encruzilhada para evitar sua captura e assassinato por Aerys II Targaryenrescue-at-the-crossroads/
Sexto Campeão de Rhaegar: / u / jen_snow especula sobre quem foi a sexta pessoa envolvida no "sequestro" de Lyanna Stark por Rhaegar Targaryenspoilers_everything_rhaegars_six_companions/
Teorias TWOW
A Lamparina da Noite: uma teoria alternativa sobre como Stannis vai destruir os Freys em TWOW - / u / cantuse postula que Stannis usará um farol falso para atrair os Frey para a morte na Vila dos Arrendatários.lamparina_da_noite/
A Tragédia dos Três Cavaleiros: a teoria de / u / M_J_Crakehall de que Jaime exigirá um julgamento por combate e, quando o fizer, Senhora Coração de Pedra nomeará Brienne de Tarth, mas Hyle Hunt assume seu lugar como campeã por despeito pelo relacionamento de Jaime e Brienne.spoilers_extended_a_tragedy_of_three_knights/
A Dragon Dawn: Em 2014, escrevi uma série de várias partes prevendo como a Batalha de Fogo seria em TWOW. Algumas das informações estão um pouco desatualizadas (Afinal, Euron não está seguindo Victarion para Meereen), mas vou criar um link para a série abaixo
Parte 1: A tempestade se aproximaa-dragon-dawn-a-complete-analysis-of-the-upcoming-battle-of-fire-part-1-the-gathering-storm/
Parte 2: Cidade na Bordaa-dragon-dawn-a-complete-analysis-of-the-upcoming-battle-of-fire-part-2-city-on-the-brink/
Parte 3: Os Portões do Destinoa-dragon-dawn-a-complete-analysis-of-the-upcoming-battle-of-fire-part-3-the-gates-of-fate/
Parte 4: A Canção do Doce Açoa-dragon-dawn-a-complete-analysis-of-the-upcoming-battle-of-fire-part-4-a-sweet-steel-song/
Parte 5: A Pirâmide Ardentea-dragon-dawn-a-complete-analysis-of-the-upcoming-battle-of-fire-part-5-the-burning-pyramid/
Parte 6: Fogo e Sanguea-dragon-dawn-a-complete-analysis-of-the-upcoming-battle-of-fire-conclusion-fire-and-blood/
O mercenário mais ousado de todos: / u / lady_gwynhyfvar a análise detalhada de Bem Mulato Plumm e a teoria de que Ben Mulato tentará roubar um dragão e se juntar ao Jovem Griffbrown-ben-plumm-the-boldest-sellsword-of-them-all/
Conectando os pontos na Senhora Dustin: teorias de / u / ser_dunk_the_lunk sobre o que a Senhora Dustin está tramando em Winterfell e como ela está trabalhando com Mance Rayderspoilers_all_connecting_the_dots_on_lady_dustin/
Ondulações na paisagem dos sonhos: GRRM mostra sua mão: teoria de / u / bookshelfstud de que Euron está planejando cometer um sacrifício de sangue na batalha contra a Frota Redwyne para levantar krakens spoilers_twow_ripples_in_the_dreamscape_grrm/
O Rei Ferido em Winterfell: / u / Teoria de Bookshelfstud de que Stannis Baratheon será ferido em uma de suas próximas batalhas e se tornará o rei pescador em Winterfellspoilers_extended_the_wounded_king_of_winterfell/
O Retorno do Lobo Branco: A análise intensiva de / u / bookshelfstud de como o personagem de Jon Snow retornará como em TWOW pós-morte.return-of-the-white-wolf-jon-is-coming-back/
Vou Encontrar Outro e o Casamento Vermelho 2.0: / u / indianthane95 nos mostra como Coração de Pedra está planejando um segundo Casamento Vermelho contra os Freys e Lannistersspoilers_all_ill_find_another_and_the_rw_20/
Teoria do Prólogo de TWOW: O Homem Silencioso: teoria de / u / feldman10 de que Ser Ilyn Payne será o ponto de vista do Prólogo para TWOWspoilers_extended_twow_prologue_theory_the_silent/
Teorias mágicas
Sob a estrela sangrenta: A fantástica análise de Stefan Sasse sobre o papel da profecia e da magia na ASOIAF.20-under-bleeding-sta
O inferno é real: / u / JoeMagician's teoria de que os valirianos usam a magia do fogo para criar criaturas do fogo como escravos eternos sem memória, o que fez com que os homens sem rosto se levantassem para acabar com elesspoilers_extended_hell_is_for_real_the_fourteen/
Origens do dragão: / u / CrowfoodsDaughter, a teoria de que os dragões se originaram no Grande Império do Amanhecer.153592-dragon-origins-part-i/&tab=comments#comment-8323214
No lado mais leve
Como seria se todas as teorias da ASOIAF se tornassem verdadeiras?spoilers_published_what_would_asoiaf_be_like_if/cjd15oh/
Desenhe sua cena favorita no ASOIAF com o MS Paintspoilers_main_draw_your_favorite_scene_in_ms_paint/
O membro de Tormund e a questão da percepção de escala em Westeros .: / u / fat_walda avaliação de quão grande o pau de Tormund Giantsbane realmente éspoilers_all_tormunds_member_and_the_issue_of/
Conclusão
Espero que vocês considerem tal tópico útil.
submitted by HoBaLoy to Valiria [link] [comments]


2020.08.07 05:51 subreddit_stats Subreddit Stats: fcporto top posts from 2019-08-06 to 2020-08-04 20:48 PDT

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  1. 9082 points, 260 submissions: betweenwordsandstars
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    1. "O Jogo" - 24 de Junho 2020 (31 points, 10 comments)
    2. "O Jogo" - 03 de Março, Secção "FC Porto" completa (29 points, 7 comments)
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    7. "O Jogo" 21 de Agosto de 2019 - Secção FC Porto Completa (24 points, 1 comment)
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    9. "O Jogo" - 9 de Julho 2020 (21 points, 4 comments)
    10. "O Jogo" 20 de Agosto de 2019 - Secção FC Porto Completa (21 points, 1 comment)
  3. 1066 points, 6 submissions: sup3rfm
    1. É por isto que somos diferentes! Obrigado Porto, Obrigado Iker! (255 points, 21 comments)
    2. É NOSSA! (220 points, 14 comments)
    3. Num minuto, o sumário do estado da CS Portuguesa (172 points, 26 comments)
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    6. LISBOA É NOSSA!! (123 points, 10 comments)
  4. 1025 points, 38 submissions: OutsiderofDarkLand
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    9. Mário Silva vai ser o novo treinador do Rio Ave (32 points, 4 comments)
    10. "Militão só quer o Porto"!!! (31 points, 9 comments)
  5. 903 points, 25 submissions: JuveTech
    1. Anda tudo a falar do mesmo, a defesa do Marchesín aos 79minutos... (88 points, 23 comments)
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    4. Zé "Golo"Luis... Aprende Soares ahah (81 points, 31 comments)
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    8. Entretanto, no último post no Instagram do Madureira... (41 points, 27 comments)
    9. 3 jornais, 3 frases distintas. (Caguem na CM) (37 points, 16 comments)
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    1. Aquilo na cabeça do homem parece um cachecol, mas é uma coroa, porque ele é o rei. (202 points, 14 comments)
    2. Vou postar uma fotografia de um bom treinador até o Sérgio sair. (Dia 01) (117 points, 29 comments)
    3. Foto de um bom treinador até o Sérgio sair. (Dia 02) (72 points, 33 comments)
    4. This does put a smile on my face (65 points, 32 comments)
    5. Imagem de um bom treinador até o Sérgio sair. (Dia 03) (45 points, 15 comments)
    6. Mário Silva- "Estou sempre disposto a voltar ao FC Porto." (40 points, 27 comments)
    7. Presidente da SAD do Famalicão, Miguel Ribeiro, para o futebol dos dragões (36 points, 20 comments)
    8. Sporting a sportingar. Mais uma coisa para ssrvir de motivação aos jogadores. (36 points, 11 comments)
    9. A incompetência de quem gere as finanças do clube (30 points, 15 comments)
    10. Fábio Vieira chamado ao plantel principal. (28 points, 9 comments)
  7. 774 points, 15 submissions: FRibeiro1602
    1. O desrespeito tem de acabar (117 points, 24 comments)
    2. Wilson Messifá (103 points, 15 comments)
    3. Hoje é um dia especial, Wilson Manafá comemora o seu 26º aniversário (101 points, 21 comments)
    4. O melhor onze da nossa história, eleito pelos utilizadores do fcporto (95 points, 37 comments)
    5. Faz hoje 21 anos que Deco se estreou pelo FC Porto! (94 points, 11 comments)
    6. Bom dia campeões (79 points, 12 comments)
    7. Golo da Época 2019/2020 - Alex Telles! (42 points, 1 comment)
    8. E o melhor jogador que o fcporto já viu jogar no FC Porto é... (41 points, 12 comments)
    9. Quem é o melhor jogador que já viram jogar no FC Porto (FINAL) (17 points, 21 comments)
    10. Quem é o melhor jogador que já viram jogar no FC Porto? (17 points, 30 comments)
  8. 703 points, 16 submissions: LemureTheMonkey
    1. Revelada nova versão do FIFA 21 (163 points, 12 comments)
    2. Ótimo lugar para se trabalhar numa quarta feira de manhã (133 points, 10 comments)
    3. Vasco da Gama (clube brasileiro) solidário com Marega (97 points, 10 comments)
    4. Evander estava a assistir o final da Taça👀 (42 points, 7 comments)
    5. Blursed_images (41 points, 5 comments)
    6. Queria eu ter esse otimismo Ellis... (29 points, 3 comments)
    7. Liga NOS #FicaEmCasa (27 points, 12 comments)
    8. 11 inicial contra o Sporting (24 points, 47 comments)
    9. Nakajima já vestiu o novo equipamento. Acham que já começou a reintegração com o plantel? (24 points, 11 comments)
    10. Qual o jogador que mais ganhou pontos para o Porto esta época? (24 points, 17 comments)
  9. 643 points, 26 submissions: dinhomir
    1. Sócios, dia 18 de Abril vão votar, mas NÃO votem no Pinto da Costa (106 points, 33 comments)
    2. Afinal não eram só 10 no campo, que bem que soube voltar a ouvir o 12º jogador (53 points, 9 comments)
    3. [MEGATHREAD] Mercado de transferências - Verão 2020 (40 points, 556 comments)
    4. [Throwback] Talvez a melhor exibição que alguma vez vi um GR fazer (Casillas na Luz em 2016) (38 points, 18 comments)
    5. Theodoro Fonseca: ″O Nakajima não pode voltar sem ser aceite por todos no FC Porto″ - Confirma que Nakajima está de fora por causa da família e não de irregularidades no pagamento (29 points, 17 comments)
    6. Destaques da Liga NOS que poderão ser apontados ao FC Porto na próxima janela de transferências (25 points, 22 comments)
    7. [Opinião] Enquadramento do clube nesta janela de transferências e perspetivas para o próximo verão. (24 points, 8 comments)
    8. 08 Dez 2019, B SAD 1-1 FC Porto - Sérgio Conceição: "Estou completamente convicto de que vamos ser campeões" (23 points, 4 comments)
    9. Leaderboards de Golos e Assistências e desempenho dos emprestados (23 points, 13 comments)
    10. Negócio fechado: Bruno Costa segue para o Portimonense (23 points, 20 comments)
  10. 551 points, 10 submissions: nulopes
    1. Fds (214 points, 26 comments)
    2. Capa da bola de hoje, fiquei surpreendido (131 points, 29 comments)
    3. Golo de livre do Marega (77 points, 26 comments)
    4. Roma quer Soares (23 points, 35 comments)
    5. White Angels nojentos como sempre (23 points, 14 comments)
    6. Bruno Costa sai a título definitivo (22 points, 6 comments)
    7. Amizades curiosas (16 points, 3 comments)
    8. Enormes defesas que tapam erros gritantes na defesa (16 points, 29 comments)
    9. A culpa foi do Luís Diaz e do árbitro como estava bom de ver (15 points, 6 comments)
    10. Melhores momentos do Soares, Gil Vicente - FC Porto (Parte 1) (14 points, 10 comments)
  11. 518 points, 22 submissions: OsDragoesExistem
    1. Casillas já não é jogador do FC Porto e publica fotografia: "O último voo" (60 points, 20 comments)
    2. André Villas-Boas: "Aquela equipa do FC Porto era pornográfica" (43 points, 12 comments)
    3. Um conselho da DGS (40 points, 1 comment)
    4. Pinto da Costa irónico na solução para decidir campeão: "Para agradar aos cartilheiros..." (34 points, 4 comments)
    5. Faleceu Seninho, o herói de Manchester, aos 71 anos (28 points, 1 comment)
    6. Zé Luís telefonou a Nené após lance arrepiante no FC Porto-Santa Clara (28 points, 2 comments)
    7. Imprensa do Mali aponta goleador do FC Porto ao Inter (27 points, 13 comments)
    8. FC Porto quer renovar com Romário Baró (25 points, 13 comments)
    9. Luis Díaz: "Pessoas sem escrúpulos estão a fazer-se passar por mim para pedir dinheiro" (24 points, 0 comments)
    10. Marchesín: "Lutamos contra todos" (22 points, 0 comments)
  12. 513 points, 9 submissions: NJDorian
    1. De onde os fãs te acarinham, não se esquece. (102 points, 0 comments)
    2. Pim-Pam-Pum (90 points, 16 comments)
    3. Em tempos difíceis, relembremos um passado recente (68 points, 13 comments)
    4. É preciso ter mais calma. (54 points, 31 comments)
    5. OFICIAL: Fábio Silva renova com o FC Porto MAISFUTEBOL (51 points, 15 comments)
    6. Encontrem a ovelha negra. (50 points, 20 comments)
    7. Joga-se mal, é verdade, mas contra factos não há grandes argumentos. (50 points, 45 comments)
    8. Luis Díaz: «No FC Porto quero fazer mais de dez golos» TVI24 - Ta cumprida a promessa. (30 points, 4 comments)
    9. Porque tanto marca o FC Porto de bola parada? Explicação de Pedro Bouças no “Futebol Total” do Canal 11 – Lateral Esquerdo (18 points, 7 comments)
  13. 450 points, 12 submissions: DjaR19
    1. Há algo que não se pode negar... A paixão do SC pelo clube e pelo desporto é enorme! Instagram @migas31 (146 points, 26 comments)
    2. "ÚLTIMA HORA: Fábio Silva acabou de dizer no direto, que o Alex Telles ia sair!" Instagram @portista_veridico (54 points, 34 comments)
    3. Aquela dança sexy! (51 points, 11 comments)
    4. "Guardião de 16 anos troca Arsenal por FC Porto" zerozero (33 points, 2 comments)
    5. 11 titular vs Moreirense (30 points, 30 comments)
    6. "Diogo Queirós já treina com plano do FC Porto" OJOGO (24 points, 4 comments)
    7. "FC Porto: Koehler apresenta manifesto com sete pontos no programa" OJogo (23 points, 18 comments)
    8. Onze Inicial vs Paços Ferreira (21 points, 20 comments)
    9. "Nakajima entre os convocados do FC Porto para Viseu" Fonte: OJogo (18 points, 16 comments)
    10. Entrevista de Lucho "El Comadante" González ao MaisFutebol! (17 points, 13 comments)
  14. 429 points, 19 submissions: 336933
    1. Um momento histórico para o FC Porto vivido assim no Dragão Arena (42 points, 2 comments)
    2. Fábio Silva, um avançado de 17 anos que vai colecionando recordes (30 points, 1 comment)
    3. "Rui Pinto? Não tenho a estratégia para o Coimbrões nos emails, por isso estou descansado" (29 points, 1 comment)
    4. SL Benfica acha que o golo do FC Porto aos 78' frente ao Rio Ave devia ter sido validado (29 points, 7 comments)
    5. O motivo que levou Fábio Vieira a ser escolhido para bater o penálti em Tondela (28 points, 13 comments)
    6. YouTuber brasileiro é adepto do FC Porto, fala do Benfica e incendeia redes sociais (28 points, 22 comments)
    7. O grande gesto de Soares no Brasil: arroz, feijão, óleo, leite, café, bolachas… (27 points, 1 comment)
    8. "Se a Liga não parasse, a vantagem do FC Porto seria maior" (26 points, 2 comments)
    9. FC Porto pede que Cláudia Santos não possa ser candidata (23 points, 1 comment)
    10. Supertaça europeia no Dragão em risco (23 points, 0 comments)
  15. 410 points, 7 submissions: AntSalvador1893
    1. Época nova mesma coisa (100 points, 18 comments)
    2. Não aguento mais o Sérgio (80 points, 21 comments)
    3. Óliver perito em ter qualidade e não jogar (78 points, 11 comments)
    4. Grande Mister (52 points, 22 comments)
    5. Manãofaz bons cruzamentos (41 points, 4 comments)
    6. Sem palavras.... (39 points, 10 comments)
    7. Xau Nando que o meu nome é Laura. (20 points, 0 comments)
  16. 380 points, 8 submissions: nuno_99
    1. Óliver: «Na última noite no Porto fui sozinho para a Ponte D. Luís e chorei» (73 points, 13 comments)
    2. Maxi apanhado nos festejos 😂 (68 points, 7 comments)
    3. Conceição: «Não temos de pedir desculpa por ganhar ao Benfica, pois não?» (54 points, 17 comments)
    4. Manafá in a nutshell (46 points, 16 comments)
    5. 5 - FC Porto’s last five goals in the Primeira Liga have been scored by a defender: Mbemba, Iván Marcano, Alex Telles, Wilson Manafa and Corona. Influence. (44 points, 27 comments)
    6. Empresário de Nakajima desmentiu a notícia da CMTV que dizia que o FC Porto devia dinheiro ao jogador (40 points, 7 comments)
    7. Benfica põe à venda t-shirt dedicada ao FC Porto (32 points, 17 comments)
    8. Sérgio Conceição, a 26/04/2019: «Se não fizer bom trabalho, faço as malas e vou embora no final da época» (23 points, 19 comments)
  17. 367 points, 8 submissions: TrustZila
    1. Créditos: FCPorto da Depressão (72 points, 7 comments)
    2. Olé 😅😅😅😅😅😅😅 (67 points, 6 comments)
    3. Pronto, lá vou eu comprar o FIFA 16.4 logo quando ia mudar para o Pes (62 points, 9 comments)
    4. Come back senpai 😢😢😢 (59 points, 32 comments)
    5. Porto assinou parceria com a EA 😮😮😮 Estádio Do Dragão no FIFA 17.4? (39 points, 37 comments)
    6. Não sei se já apareceu aqui (créditos na imagem) (36 points, 1 comment)
    7. O que foram fazer ao nosso clube 😢😢😢😢😢😢 (20 points, 0 comments)
    8. Acho que depois disto já somos capazes de discutir treinadores (12 points, 59 comments)
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2020.08.07 03:32 OtakaLixo O meu vazio emocional.

Bom, eu não sei como começar isso então vou direto ao ponto. Eu cresci tendo apenas uma amiga, a qual eu confiava todos os meus segredos, intimidades, problemas e problemas familiares. A 2 anos atrás tivemos que mudar de escola e fomos para a mesma pq não queríamos perder contato, lá ela conheceu outras pessoas e eu também, começamos a gostar de coisas diferentes, conversar com pessoas diferentes e aos poucos fomos nós afastando. Depois de uns meses estudando lá, ela começou a contar coisas pessoais sobre mim para as amigas dela. Quando ela descobriu a minha bissexualidade começou a me fazer ameaças dizendo que todo mundo saberia inclusive a minha família. Eu comecei a me sentir muito sozinha, pois nunca fui muito extrovertida como ela e tenho uma personalidade difícil de se lidar. O tempo passou, e com a chegada de 2019 ela mudou novamente de escola (o que me causou um misto de alívio com saudade de quando éramos amigas), mas pra minha surpresa, acabei separada das únicas 3 amigas que tinha conseguido em 2018 (as quais sou muito grata, pq me apoiaram muito quando comecei a me sentir mal), tentei de todas as formas possíveis não deixar isso me abalar, tentei interagir mais com a minha turma e até com as outras, fiz o possível pra ter novas amizades mas nada adiantou e o sentimento de vazio foi crescendo cada vez mais. No fim do ano, conheci um garoto 5 anos mais velho na internet (que chamarei de Gabriel aqui), e nos conhecemos por um acaso do destino na virada do ano, então eu tive certeza que tinha me apaixonado por ele mas nós nos afastamos, então namorei 2 outros garotos (um antes do carnaval e outro depois do carnaval), o primeiro era muito gente boa, me tratava muito bem e tudo mais, mas o segundo me fazia sentir um completo lixo. Terminei o segundo namoro e voltei a falar com o Gabriel logo em seguida, contei pra ele tudo que tinha acontecido e ele me ajudou muito, todas as noites ele me ligava e a gente até as 3 da madrugada conversando, ele tocava umas músicas ora mim e enfim, o sentimento voltou muito forte. Nós saímos juntos, ficamos e no domingo passado eu fui na casa dele. O sentimento de solidão não parou desde 2018, eu criei traumas por causa do meu segundo namorado, não criei nenhum laço forte de amizade de 2019 pra cá e tenho crises de ansiedade constantes quando lembro de tudo que aconteceu nesses últimos 2 anos (foram muitas coisas, mas o texto ficaria extremamente longo caso eu contasse tudo), mas estranhamente quando estou junto com o Gabriel tudo parece mudar, como se o tempo voasse e eu me sentisse viva denovo. Ele não sente o mesmo por mim, é apaixonado por outra menina é descobrir isso quebrou meu coração, ele tem depressão alguns traumas do passado também (que não contarei aqui por respeito a ele), eu tento ajudar ele e talvez motivar ele a não desistir de nada, mas me sinto uma completa inútil quando vejo que amigas virtuais ele fazem isso melhor que eu, me sinto uma completa perda de tempo pra ele, sinto que não tenho valor nem serventia pq nem se quer consigo ajudar alguém que eu tanto amo. Meu coração tem acelerado todas as noites na última semana, eu tenho me sentido cada vez mais insignificante e ridícula, um vazio tem tomado conta da minha alma cada vez mais. Eu sei que parece idiota e peço desculpas por te fazer perder seu tempo. Muito obrigada por ler e se tiver um conselho eu agradeço de coração
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2020.07.23 14:50 Lost_Smoking_Snake Ajuntei estas informações sobre a Aclamação da Maioridade de Dom Pedro II do livro do Paulo Rezzutti na biografia do Imperador

A fala do trono durante o período regencial era gfeito pelos regentes.

7 de maio de 1840
Aureliano Countinho, redator de comissão formada pelos deputados Antônio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva(irmão de José Bonifácio), e por Francisco Agê Acaiaba de Montezuma, apresentou uma proposta para a resposta da Assembleia à Fala do Trono de 1840.
Na proposta, a questão da maioridade de Dom Pedro II foi apresentada:
"A câmara, senhor, profundamente convencida da importância do consórcio das augustas princesa, sobre o qual tem V.M.I. grande interesse pela natureza e pela lei, - e vendo com prazer aproximar-se a maioridade de V.M.I., assegura a V.M.I. que se ocupará opurtunamente, com toda a solicitude, deste objeto, que o trono se dignou oferecer à consideração da assembleia geral."

12 de maio de 1840
O deputado Honório Hermeto Carneiro Leão pediu a retirada da frase: "sobre o qual tem V.M.I. grande interesse pela natureza e pela lei, e vendo com prazer aproximar-se a maiorirdade de V.M.I."

13 de maio de 1840
O senador Holanda Cavalcanti discursou falando sobre as dificuldades do estado em que se achavam(regencial)
"[...] quando veho que este estado excepcional nunca poderá trazer estabilidade e prosperidade para o país; quando por outra parte, percebo a grande conveniência que há de se tornar à medida que tenho de prospor, sendo notório que o nosso augusto imperador se acha presentemente muito desenvolvido em suas faculdades; e, permita-se me dizê-lo, quando antevejo o prazer que todos terão de que se entregue ao augusto órfão o tesouro que a Providência e o voto unânime dos povos lhe tem destinado; à vista destas considerações, não hesito em julgar eminentemente conveniente dispersar-se um artigo que não é constitucional. E quanto porém à circunstância da opurtunidade, confesso que tenho duvidado se já é chegada; mas já expus ao senado os motivos que me precipitaram a apresentar este pensamento [...]."
Holanda apresentou dois projetos de lei:
Um era sobre a criação de um Conselho Privado da Coroa, porque o antigo Conselho de Estado foi posto abaixo pelos liberais.
O outro era sobre a maioridade de Dom Pedro II
"A asembleia geral legislativa decreta:
Art. único: O senhor Dom Pedro II, imperador constitucional e defensor perpétuo do Brasil, é declarado maior desde já.
Paço do Senado, 13 de maio de 1840"
Além de Holanda, o projeto já vinha assinado por mais seis senadores:
José Martiniano de Alencar,
Francisco de Paula Cavalcanti de Alburquerque,
José Bento Leite Ferreira de Melo,
Antônio Pedro da Costa Ferreira,
Manuel Inácio de Melo e Sousa.
Esta lei foi votada e perdeu por uma diferença de 2 votos.

13 de maio - 21 de julho de 1840.
O projeto é discutido tannto no Senado tanto na Câmara.

21 a 22 de Julho de 1840
Ribeiro de Andrada apresenta projeto de lei que declara:
" O senhor Dom Pedro II maior desde já."
O projeto foi discutido em urgência e em pauta no plenário no dia seguinte.
O presidente da câmara iria submeter o projeto à votação, alguns deputados pediram a palavra. Quando o último deputado se pronunciou, um decreto do governo chegou que informava que a Assembleia Geral fora adiada para o dia 20 de dezembro.
Este decreto foi tomado devido à uma reclamação do ministério. Os ministros diziam ser necesário tranquilizar a Câmara dos Deputados para que pudesse haver uma meditação a respeito da declaração de maioridade.
Esta medida foi tomada como uma tentativa do ministério e do regente de se manter no poder.
A câmara tomou tal medida como um golpe e traição por parte do governo.
Vivas a Dom Pedro II foram dadas.
Antônio Carlos Ribeiro de Andrada se pronunciou:
"Declaro que não reconheço legal este ato do governo; o regente é um usurpador desde o dia 11 de março(data na qual a princesa Januária completou 18 anos e poderia assumir a regência). É um traidor! É um infame o atual ministério! Quero que estas palavras fiquem gravadas como protesto."
O tumulto era presente em todas as pessoas. Gritos de ordem, deputados falando ao mesmo tempo, o povo nas galeiras também gritando.
Antônio Carlos então disse:
"Quem é patriota e brasileiro, comigo para o Senado. Abandonemos esta Câmara Prostituída"
No dia 22 de julho, a maioria dos deputados saíram da Câmara. Alunos da Escola Militar membros da Gurda Nacional seguiram Antônio.
Ao todo foram 3 mil pessoas.
Tomaram as galerias do senado e quem não conseguiu entrar ocupou a atual Praça da República.
A Câmara e o Senado entraram em sessão permanente e foi decidido enviara uma delegação para São Cirstóvão para conversar com Dom Pedro II. Essa comissão iria conversar com Dom Pedro II e lhe pedir que tomasse o poder.
A comissão chegou ao Palácio de São Cristóvão.
O mordomo do Paço, Paulo Barbosa recebeu a comissão.
Antônio Carlos então leu para Dom Pedro II a mensagem do congresso que pedia a ele que salvasse o trono e a nação, e que entrasse desde já no exercício de suas atribuições.
O regente Araújo Lima seguiu para a Quinta da Boa Vista, onde justificou a sua decisão de adiara a reunião do Congresso para novembro pois queria que Dom Pedro II fosse aclamado em 2 de dezembro no aniversário de 15 anos.
Antônio Carlos então supostamente ouviu o "Quero Já" de Dom Pedro II e levou o pedido ao Congresso. Este Quero Já passava a ideia de uma vontade forte de se tonrar imperador, mas como o Próprio Pedro II deixou claro em uma cópia sua, sobre a biografia de Francisco José Furtado que fora presidente do Conselho de Ministros e também Ministro da Justiça, "Se não fosse aconselhado por diversas pessoas que me cercavam, eu teria dito que não queria(ser Imperador)".
Futuramente, Dom Pedro II contaria como foi a comissão.
Ele ouvira a comissão e escutou o regente, e logo se reuniu em particular com seu tutor, Manuel Inácio de Andrade que foi conhecido como Marquês de Itanhaém, e também com seu aio, o Freio Pedro. Só então, Dom Pedro II voltou ao salão que estava e respondeu "Sim!"
Então, o regente disse que o juramento seria depois de quatro dias, em um domingo.
Antônio Carlos se alarmou de medo que algo acontecesse durante estes quatro dias e decidiu que tinha de ser logo. Então perguntou ao Imperador se queria já. Ao qual Dom Pedro II disse "Já!".
Na noite deste dia, a população iluminou a cidade por decisão própria.

23 de julho de 1840
A população do Rio se dirigiu ao Campo da Aclamação.
A Guarda Nacional e os cadetes da Escola Militar já se achavam no local, que passaram a noite no Senado.
As dez horas, 8 mil pessoas estavam no local.
Proclamação feita pela Assembleia:
Proclamação da Assembleia Geral ao povo sobre a maioridade:
Brasileiros!
A Assembleia Geral Legislativa do Brasil, reconhecendo o feliz desenvolvimento intelectual de S.M.I. o Senhor D. Pedro II, com que a Divina Providência favoreceu o Império de Santa Cruz;
reconhecendo igualmente os males inerentes a governos excepcionais, e presenciando o desejo unânime do povo desta capital;
convencida de que com este desejo está de acordo o de todo o Império, para conferir-se ao mesmo Augusto Senhor o exercício dos poderes que, pela Constituição lhe competem, houve por bem, por tão ponderosos motivos, declará-lo em maioridade, para o efeito de entrar imediatamente no pleno exercício desses poderes, como Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil.
Brasileiros! Estão convertidas em realidades as esperanças da Nação; uma nova era apontou; seja ela de união e prosperidade. Sejamos nós dignos de tão grandioso benefício.
O marquês de Paranaguá, presidindo a Assembleia, declarou a fórmula aprovada pelos deputados e senadores:
"Eu, como órgão da representação nacional, em assembleia geral, declaro desde já maior a S.M.I., o senhor Dom Pedro II, e no pleno exercício de seus direitos constitucionais. Viva a maioridade de S.M. o senhor Dom Pedro II! Viva o senhor Dom Pedro II, imperador constitucional e defensor perpétuo do Brasil! Viva o senhor Dom Pedro II"
Todos na sala corresponderam com entusiasmo os vivas.
A tarde, saiu de São Cristóvão o cortejo de Dom Pedro II que vinha sendo aclamado pelo povo nas ruas.
Os diplomatas estrangeiros chegaram ao Senado para assistirem à cerimônia de Juramento.
Os coches(carruagem) vinha assim:
Primeiro. mordomo Paulo Barbosa e frei Pedro.
Segundo, camaristas.
Terceiro, as princesas.
No quarto vinha o tutor, Marquês de Itanhaém, junto ao Imperador. Esta carruagem havia chegado de Londres recentemente. Era toda guarnecida de Prata. Ela vinha sendo escoltada por vários militares de alta patente.
As princesas foram recebidas por deputados.
Quando Dom Pedro II desembarcou, houve uma trovada de vivas e gritos entusiasmados que não pararam. Dom Pedro foi cercado por um cidadão que dirigiu ao monarca uma felicitação ao qual o monarca aceitou. Dom Pedro foi conduzido ao trono pelo marquês de Paranguá e secretárops da mesa.
O secretário do Senado leu a fórmula do Juramento e Dom Pedro II s pôs de joelhos, repetiu com voz firme e distinta:
"Juro manter a religião Católica, Apostólica, Romana, a integridade e a indivisibilidade do Império, observar e fazer observar a Constituição política da Nação Brasileira e mais leis do Império, e prover o bem geral do Brasil enquanto em mim couber."
Paranaguá rompeu vivas que foi seguido pelos membros da Assembleia.

A suposta conspitação da Maioridade.

De acordo com muitos, o próprio Imperador esteve por trás da declaração.
Muitos afirmam que nada fora feito sem a aprovação de Dom Pedro II. Isto, por que seria arriscado para os políticos se envolverem com um golpe contra a constituição do Brasil sem o apoio do monarca.
O que aconteceria se Dom Pedro II não aprovasse a tomada de poder?
Várias testemunhas afirmar que o imperador participou de todo o processo.
Barão Daiser, embaixador do Império Austríaco(a Austria-Hungria foi formada somente em 1867), informou ao chanceler da Aústria em 20 de maio que o após o Senador Holanda Cavalcanti apresentar a proposta da maioridade no Senado, ele teria sido convidado para o Palácio de São Cristóvão para explicar ao imperador como a proposta ajudaria na pacificação da provincia.
De acordo com Daiser, Dom Pedro II não teve nehum esforço para conter a alegria.
Ainda de acordo com o austríaco, o regente Araújo Lima se reuniu com o Imperador para perguntar se ele queria governar, ao que Dom Pedro II não responderia.
O deputado Honório Hermeto Carneiro Leão, foi à São Cristóvão para conversar com o Imperador, lhe dizendo:
"Senhor Acha-se pois em tanto risco a paz do Império como a causa da monarquia. Só há um braço, que a ambos possa salvar - é o de vossa majestade. Antevemos desde já um porvir de venturas, confiados a tão alta sabedoria."
Dom Pedro II respondeu:
"Pois será certo que em pouco mais de 14 anos de idade possa haver sabedoria?"
Mas como pode ser visto, é muito improvável que o jovem monarca fosse conseguir ludibriar o regente, os ministros e políticos. Dom Pedro II sempre negou qualquer participação na aclamação.
Há uma grande possibilidade de que estes políticos inventaram a participação dele para procurar uma garantia de se mostrarem "humildes", uma afirmação vinda de cima da cadeia hierárquica.
A outra possibildidade, é de que Dom Pedro II simplesmente não quis aparecer como o homem que deu autorização para a realização de um golpe contra a Constituição.

FIM
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2020.07.23 10:36 diplohora Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte III – A PREPARAÇÃO INTRODUÇÃO pt 10 a 3ra fase do CACD

Em primeiro lugar, lembro uma coisa muito simples: terceira fase não é segunda fase. Você não precisa se preocupar com propriedade vocabular, vírgulas antes de orações subordinadas reduzidas de infinitivo e coisas do tipo. É óbvio que não vale escrever completamente errado também, mas o que eu quero dizer é que a banca da terceira fase nem sabe das exigências da segunda fase direito, então não precisa se preocupar tanto com aspectos formais da escrita. Obviamente, a necessidade de ter uma tese central e alguns argumentos que a comprovem de maneira coerente permanece, mas isso não é novidade para ninguém. A importância do aspecto formal da terceira fase não está nas palavras e nos termos de uma oração, mas na sequência lógica de argumentos.
Algo bastante importante nas provas de terceira fase é destacar um argumento central, uma tese que responda à questão e que lhe permita apresentar exemplos/construções teóricas e desenvolver argumentos que a comprovem. Nessa situaç~o, vale a velha “fórmula” de dissertaç~o: introdução (com a tese central), argumentação (com uma ideia central por parágrafo, com argumentos que comprovem sua tese central) e conclusão (com retomada da tese e com articulação dos argumentos apresentados). Não há um número ideal de parágrafos, vale o bom senso (evitar parágrafos com apenas uma frase ou excessivamente grandes, mas não é necessário que tenham quase o mesmo tamanho, por exemplo, como ocorre na segunda fase).
Evite juízos de valor muito expressivos. Obviamente, tudo o que você escreve contém um pouco de subjetividade, mas evite adjetivações excessivas e algumas construções, como “é importante ressaltar que…”, “vale lembrar que...” ou “fato que merece destaque é…”.
Evite listagens longas e/ou imprecisas. Por exemplo: se você não se lembra de todos os países que fazem parte de determinado grupo, ou se eles são muitos, evite citações de todos os países (na verdade, não sei por qual motivo alguém iria querer citar os membros de um grupo assim, mas vai que precisa de algumas linhas de “enrolaç~o”, não é?). Ex.: “A UNASUL é composta por Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela”.
Preferir: “A UNASUL é composta pelos doze países latino-americanos (à exceção da Guiana Francesa)” ou “A UNASUL é composta pelo agrupamento dos membros do MERCOSUL e da CAN, acrescidos do Chile, do Suriname e da Guiana”. Quanto a imprecisões, evitar, por exemplo: “A UNASUL é composta por Brasil, Argentina, Venezuela, entre outros”. Se você n~o se lembra de todos ou se o número de países é relativamente grande para citar todos, opte ou pelas alternativas anteriormente apresentadas ou, pelo menos, por algo como “Na UNASUL, destacam-se o Brasil – por sua dimensão territorial, por sua população e por seu peso político-econômico –, a Argentina – importante mercado emergente, com forte setor agrícola voltado à exportação e com indústria diversificada – e a Venezuela – detentora de recursos naturais estratégicos e grande exportadora de petróleo”.
Evite, também, citações e menções excessivas. Elas não devem constituir a base de sua resposta. Excesso de citação de eventos pode ser um problema. Obviamente, citar datas, conceitos e períodos é fundamental, mas o problema começa quando essas referências ocupam frases inteiras, sem argumentação e sem sequência lógica de relações. Veja os Guias de Estudos antigos, para ter uma noção do tipo de resposta preferido pela banca. O importante é não exagerar, para o texto não ficar carregado de informações que, ainda que úteis, não sustentam a tese que responde à questão de maneira consistente. Para conceitos menos conhecidos, convém citar a fonte (de todo modo, ainda que certos conceitos, como “Estado normal”, sejam consagrados na literatura sobre política externa brasileira, dizer que “o país entrou, assim, no período que Amado Cervo define como ‘Estado normal’” me parece boa estratégia – até porque o próprio Amado Cervo já foi da banca corretora vez ou outra; o José Flávio Sombra Saraiva é outro que tenho certeza de que irá adorar ver seu nome mencionado em uma resposta).
Algo bastante útil é evitar criar (e cair em) armadilhas. Se você sabe, por exemplo, que o Pacto Andino foi firmado em 1969, mas não tem certeza se a organização aí criada já se chamava Comunidade Andina de Nações, por exemplo, opte por uma formulação de resposta que evite comprometer-se quanto a isso. Uma sugest~o seria, por exemplo: “Firmado em 1969, o Pacto Andino consubstanciou importante passo para a criaç~o da Comunidade Andina de Nações (CAN)”. Desse modo, você evita incorrer no erro de atribuir ao Pacto a responsabilidade pela criação da CAN, sem deixar de destacar sua importância para que isso ocorresse posteriormente. Evite, também, conceitos “politicamente incorretos” ou em desuso, como “governo neoliberal” (preferir “governo associado aos princípios do Consenso de Washington”, por exemplo), “país subdesenvolvido” (preferir “país de menor desenvolvimento relativo”, por exemplo) etc.
Para boa parte dos argumentos a ser empregados na terceira fase, a leitura atenta e o fichamento das melhores respostas dos Guias de Estudos anteriores podem ajudar bastante. Eu tive um professor de cursinho, o Ricardo Macau, que gostava de dizer que o intuito de fichar os Guias de Estudos era, simplesmente, roubar argumentos. Ninguém precisa inventar novos argumentos, para tentar “chocar” a banca. Se a banca publica um Guia de Estudos anualmente, dizia ele, é para mostrar a todos os candidatos o que ela queria ler como resposta naquela questão e o que ela quer ler nas respostas dos concursos dos anos seguintes. Dessa maneira, não há nenhum constrangimento em fichar os principais argumentos das provas dos anos anteriores e em usá-los nas questões pertinentes da terceira fase. Alguns desses argumentos foram muito úteis para mim, especialmente nas provas de História do Brasil, de Política Internacional e de Direito.
Uma coisa que pouca gente fala é que os Guias de Estudos nem sempre são cópias fidedignas das respostas dos candidatos. A organização do concurso entra em contato com os autores das respostas selecionadas e solicita que os próprios autores digitem suas respostas. Os candidatos podem fazer eventuais alterações pontuais de algumas imprecisões, mas alguns poucos acabam exagerando. Para quem está se preparando para o concurso, não poderia haver nada pior, já que não podemos ter uma noção exata de qual tipo de resposta foi avaliado como suficiente pelos examinadores (por saber que era possível alterar, eu sempre ficava em dúvida: será que ele/ela ganhou essa nota escrevendo tudo isso mesmo?). J vi gente dizendo que “quem consegue fazer as melhores respostas deu sorte, porque fez mestrado ou doutorado no assunto, pelo menos”, e isso é completa mentira. O que ocorre é que essas pessoas souberam conjugar estudo eficiente e capacidade de desenvolvimento analítico diferenciada que sejam convertidos em uma argumentação clara e consistente. Para isso, não tem mestrado ou doutorado que adiante. Em algumas questões, você sente ser capaz de escrever o dobro ou ainda mais sobre aquele assunto (principalmente, nas questões de 60 linhas), mas o que mais conta, no fim das contas, é a forma, o modo como você organiza suas ideias, os argumentos de que você faz uso etc.
Na prova de História do Brasil, alguns temas são mais ou menos recorrentes. Definição das fronteiras nacionais, política externa do Império, política externa dos governos Quadros-Goulart (Política Externa Independente), política externa dos governos militares (especialmente, Geisel), relações do Brasil com a América do Sul (destaque para as relações Brasil-Argentina desde o século XIX), relações do Brasil com a África (do período da descolonização até a década de 1980). Obviamente, há inúmeros outros temas (bastante pontuais às vezes) que também são cobrados, mas eu acho que, se eu tivesse só uma semana, para estudar tudo de História do Brasil, eu escolheria esses temas. Ainda que eles não sejam cobrados diretamente, podem ser encaixados em muitas outras questões.
A prova de Inglês consiste de uma tradução do Inglês para o Português (valor: 20 pontos), de uma versão do Português para o Inglês (valor: 15 pontos), de um resumo de texto em Inglês (valor: 15 pontos) e de uma redação sobre tema geral (valor: 50 pontos). As notas de Inglês são, geralmente, bem mais baixas que as das demais provas, o que, considerando que boa parte dos candidatos que chega à terceira fase tem alguma experiência no domínio avançado da língua inglesa (acredito eu), é claro sinal de que a cobrança é bastante rigorosa, e apenas conhecimentos básicos da língua não são suficientes.
Quanto à tradução e à versão, não tenho muito a dizer. Há dedução de 1,00 ou de 0,50 pontos (dependendo do tipo de erro) do valor total do exercício para cada erro de tradução13. O vocabulário cobrado nem sempre é muito simples (um ou outro termo pode ser mais complicado), mas, em geral, não há muitos problemas. Normalmente, as notas da tradução são bem maiores que as notas da versão. Um pequeno “problema” nas traduções e nas versões é o seguinte: o examinador escolhe, tanto nas traduções para o Português quanto nas versões para o Inglês, algumas expressões que ele quer, obrigatoriamente, que o candidato use determinados termos que correspondam àquela palavra ou expressão na outra língua. Assim, por exemplo, se há o termo “vidente”, para ser traduzido para o Inglês, e se o examinador escolheu essa palavra, para testar os candidatos, você ser penalizado, se tentar dizer isso com uma express~o como “a person who foresees” ou coisa do tipo. Se o examinador, entretanto, não houver escolhido essa palavra como teste, você poderá não perder nenhum ponto por isso. O maior problema é que, obviamente, você não sabe quais são as expressões que serão escolhidas enquanto faz a prova. Pode ser que uma expressão para a qual você não conhece a tradução exata não seja uma das escolhidas pelo examinador, e dizer a mesma coisa de outra maneira (com uma frase ou com uma expressão mais longa que exprima o mesmo sentido) pode não implicar penalização. Enfim, não há como saber isso antecipadamente, então a melhor alternativa é, sempre, a tradução o mais fidedigna possível. De toda forma, se não souber, aí não tem jeito, invente alguma coisa, pode ser que seja aceita. Só nunca, nunca, deixe um espaço em branco, pois isso atrai os olhos do examinador, e ele saberá que já tem algo faltando ali. Mesmo que você não tenha nenhuma ideia do que alguma coisa signifique ou de como traduzir, invente palavras, crie sinônimos que não existem, faça qualquer malabarismo linguístico que estiver a seu alcance, só não deixe espaços em branco. Como os examinadores corrigem mais de duzentas provas (números de 2010 e de 2011), pode ser que alguns erros acabem passando despercebidos.
13 Segundo o Guia de Estudos: menos 1,00 pontos por falta de correspondência ao(s) texto(s)-fonte, erros gramaticais, escolhas errôneas de palavras e estilo inadequado; menos 0,50 pontos por erros de pontuação ou de ortografia. Apesar dessa previsão no Guia de Estudos, a banca também tem considerado, nos últimos concursos, que também se subtraem 0,50 pontos por erro de preposição, ao invés de 1,00 pontos.
O resumo do texto em Inglês costuma surpreender alguns candidatos com baixas notas. A atribuição de pontos é feita de acordo com uma avaliação subjetiva que considera várias coisas: quantidade de erros, abrangência de todos os pontos selecionados pelo examinador como os mais importantes do texto etc. Não é necessário incluir exemplos no resumo, que deve, com suas palavras, abranger todos os principais temas discutidos no texto, seus argumentos e sua linha de raciocínio (os temas e os argumentos podem ser apresentados na ordem que você considerar mais interessante, não é necessário seguir a ordem do texto). No resumo, não se emite opinião sobre o texto, e n~o é necessrio dizer “o autor defende”, “segundo o autor” (em Inglês, obviamente). Como se trata do resumo de um texto, é evidente que tudo o que está ali resume as opiniões do autor. Não é necessário fazer uma introdução e uma conclusão, você perderá muito espaço, e não é esse o objetivo do resumo. Seja simples e direto, acho que é a melhor dica.
O comando indica um máximo de 200 palavras, mas eles não contam. Já vi professores dizendo para que os alunos fizessem, obrigatoriamente, entre 198 e 200 palavras, mas, se você buscar os Guias de Estudos anteriores, verá que há resumos que fogem a esse padrão (para baixo ou para cima) e que foram escolhidos como o melhor resumo daquele ano. É claro que você não vai escrever 220 palavras, mas acho que umas 205, mais ou menos, estão de bom tamanho (escrevi um pouco mais de 200, acho que 203, não sei). A professora do cursinho de terceira fase dizia que podíamos fazer até cerca de 210 (desde que a letra não fosse enorme, para não despertar a curiosidade do examinador) que não teria problema. É claro que o foco deve estar nos 200, esse valor superior é apenas para o caso de lhe faltarem algumas palavras, para encerrar o raciocínio.
Em 2011, os 15,00 pontos do resumo foram divididos em duas partes: 12,00 pontos para a síntese dos principais aspectos do texto e 3,00 pontos para linguagem e gramática. O examinador determinou que havia seis tópicos principais do texto que deveriam ser incluídos no resumo e atribuiu até dois pontos para a discussão de cada um desses tópicos. Obviamente, não há como saber quantos serão esses tópicos. O melhor a fazer é tentar tratar de todos os aspectos mais importantes do texto com o mínimo possível de palavras. Se sobrarem 10 ou 15 palavras, não desperdice, faça uma frase a mais, quem sabe isso pode lhe render alguns preciosos décimos a mais.
A redação em Inglês é de 45 a 60 linhas, com valor de 50 pontos. Esses 50 pontos são distribuídos em: planejamento e desenvolvimento (20 pontos), qualidade vocabular (10 pontos) e gramática (20 pontos), com penalização de 1,00 ou de 0,50 pontos por erro, de acordo com o tipo de erro14 (descontados da parte de gramática). Nota zero em gramática implica nota zero na redação (logo, cuidado para não zerar). Há penalização de 1,00 pontos para cada linha que faltar para o mínimo estabelecido.
Normalmente, a redação trata de temas internacionais de fácil articulação. Não há recomendações de número de parágrafos, de número de linhas por parágrafo ou coisa do tipo. As principais coisas a observar são: ter uma tese central, usar argumentos que a sustentem, e, sobretudo, fornecer exemplos. Ao ver espelhos de correção de concursos anteriores no cursinho, fica evidente que muitas notas de planejamento e desenvolvimento são mais baixas devido à ausência ou à insuficiência de exemplos, como indicam os comentários dos examinadores em provas anteriores (a prova de Inglês é a única da terceira fase que vem com comentários e com marcações). Eu diria, portanto, que é necessário prestar atenção na argumentação coerente que comprove a tese, é claro, e no fornecimento de vários exemplos que sustentem a argumentação apresentada. É claro que só listar dezenas de exemplos pode não adiantar nada, mas, se você souber usá-los de maneira coerente, como complemento à argumentação, acho que poderá ser bem recompensado por isso. Ao contrário do que já vi dizerem por aí, não há penalizaç~o por “ideologia” discrepante daquela da banca. Aproveitando a temática da prova de 2001, não interessa se você é contra ou a favor da globalização, o importante é elencar argumentos fortes e sustentá-los com exemplos pertinentes.
14 Segundo o Guia de Estudos, menos 1,00 pontos por erro (exceto para erros de pontuação ou de ortografia, para os quais há subtração de 0,50 pontos). Apesar dessa previsão no Guia de Estudos, a banca também tem considerado, nos últimos concursos, que também se subtrai 0,50 pontos por erro de preposição, ao invés de 1,00 pontos.
Por fim, a parte de qualidade vocabular não se refere só ao uso de construções avançadas de Inglês (inversões, expressões idiomáticas etc.). De nada adianta usar dezenas de construções avançadas, se você tiver muitos erros de gramática. Os 10 pontos de qualidade vocabular levam em consideração tanto o número de construções avançadas que você usou quanto o número de erros de gramática que você teve. Ainda que você use poucas construções avançadas, se não errar nada de gramática (ou se errar muito pouco), sua nota nesse quesito deverá ser bem alta. Dessa forma, acho que o melhor a fazer é preocupar-se, primeiramente, com gramática. Uma pequena lista de expressões idiomáticas passíveis de se empregar, combinada com o uso de construções mais avançadas (como inversões, por exemplo), já pode significar boa nota de qualidade vocabular, se você não perder muitos pontos de gramática. Não vou dizer quais usei, senão todo mundo vai usar as mesmas e ninguém vai ganhar pontos. Usem a criatividade: vejam expressões diferentes, palavras conotativas apropriadas, verbos e palavras mais “elaborados” etc.
Em resumo, acho que o principal da redação é: errar pouco em gramática e fornecer exemplos. Com isso e com bons argumentos, sem fugir ao tema, eu diria que há boas chances de uma nota razoável.
A prova de Geografia é, a meu ver, uma das mais chatas e imprevisíveis. Cada ano, a prova é de um jeito, ora cobra Geografia física, ora cobra teoria da Geografia etc. No geral, acho que a banca não tem muita noção de que está avaliando conhecimentos importantes para o exercício da profissão de diplomata, não de geógrafo. Assim, frequentemente, aparecem algumas questões bem loucas. O bom das questões mais chatas de Geografia é que a banca costuma ser mais generosa na correção. Há alguns anos, uma questão sobre minérios na África, por exemplo, aterrorizou muitos candidatos, mas, na hora da correção, segundo um professor de cursinho, as notas não foram tão baixas. Por isso, não se preocupe tanto com essas questões mais espinhosas que, eventualmente, aparecem na terceira fase de Geografia.
Em 2011, uma das questões (sobre navegação de cabotagem no Brasil, na década 2001-2010) havia sido tema de uma reportagem do programa Globomar duas semanas antes da prova. Para falar a verdade, eu não sabia nem o que era Globomar, se era uma reportagem do Fantástico, um quadro do Faustão ou a nova novela das sete, mas, como um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar, não custa nada informar para que você fique atento a algumas dessas questões mais recentes. Não precisa gravar e tomar notas de todo Globomar daqui para frente. Dar uma olhada nos temas desse tipo de programa, de vez em quando, já deve ser mais que suficiente. Vale dizer que o mais importante é, sempre, Geografia do Brasil. Não precisa assistir o National Geographic sobre monções no Sri Lanka, porque não vai cair. De todo modo, assuntos relativos à costa e ao litoral brasileiros são reincidentes no concurso.
Muitos falam sobre a necessidade de usar o “miltonsantês”, como s~o conhecidos os conceitos de Milton Santos, nas respostas de terceira fase. É algo meio batido, mas acho que todo mundo que faz, pelo menos, o cursinho preparatório para a terceira fase deverá ouvir alguma coisa a respeito, então não se preocupe com isso. Se der para usar alguns conceitos em determinadas questões, use sem exageros. Esses termos podem render bons olhos com a banca, mas ninguém tira total só porque escreveu dez conceitos miltonianos na resposta.
Algumas argumentações s~o “coringas” em Política Internacional. Alguns conceitos, como “multilateralismo normativo”, “postura proativa e participativa”, “articulaç~o de consensos”, “reforma da ordem”, “juridicismo”, “pacifismo”, “pragmatismo”, “autonomia pela participaç~o” etc., poderão ser encaixados em quase todas as respostas de terceira fase. Relações Sul-Sul, América do Sul, BRICS, IBAS, África também são temas que poderão ser empregados em diversos contextos (temáticas recorrentes nos últimos concursos). Desse modo, saiba usar esse conhecimento a seu favor. Se há uma questão que pede comentário sobre algum aspecto da política externa brasileira contemporânea, citar esses conceitos já pode ser bom começo.
Não custa nada lembrar que você está fazendo uma prova para o Ministério em que você pretende trabalhar pelo resto da vida. Criticar a atuação recente do MRE não é sinal de maturidade crítica ou coisa do tipo, pode ter certeza de que n~o ser bem visto pela banca corretora. N~o precisa “puxar o saco” do governo atual descaradamente, mas considero uma estratégia, no mínimo, inteligente procurar ressaltar que, apesar de eventuais desafios à inserção internacional do Brasil, o país vem conseguindo alçar importantes conquistas no contexto internacional contemporâneo, como reflexo de sua inserção internacional madura, proativa e propositiva. Na prova de 2011, a prova da importância de saber a posição oficial do MRE com relação a temáticas da política internacional contemporânea ficou evidente em uma questão que pedia que se discutisse a situação na Líbia, apresentando a posição oficial do governo brasileiro e os motivos para a abstenção do Brasil na votação da resolução 1.973 do Conselho de Segurança da ONU. Saber a posição oficial do governo sobre os principais temas da agenda internacional contemporânea é fundamental na terceira fase. Na primeira fase também: em 2011, um item dizia que o MRE usava a participação na MINUSTAH como “moeda de troca” para o assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Por mais que a mídia sensacionalista diga isso e por mais que você, porventura, acredite nisso, não é essa a posição oficial do Ministério, então isso não está correto e ponto. Seja pragmático e tenha, sempre, em mente que você está fazendo uma prova para o governo. Em dúvida, pense: o que o governo brasileiro defende nessa situação? Essa posição vale tanto para a primeira fase quanto para a terceira.
Com relação à prova de Direito, é uma avaliação, a meu ver, bastante tranquila e uma das mais bem formuladas. Não há grandes segredos, e a leitura (acompanhada do fichamento) dos Guias de Estudos antigos é fundamental. Muitos estilos de questões repetem de um ano para o outro, e alguns argumentos gerais sobre o fundamento de juridicidade do Direito Internacional Público, por exemplo, são úteis quase sempre. Ultimamente, a probabilidade de questões sobre Direito interno propriamente dito tem sido reduzida a temáticas que envolvam o Direito Internacional (como a questão sobre a competência para efetuar a denúncia a tratados, cobrada em 2010). Em Direito Internacional Privado, o que já foi cobrado do assunto, em concursos recentes, esteve relacionado à homologação de sentença estrangeira, assunto bastante básico e tranquilo de estudar. Em Direito Internacional Público (DIP), atenção especial à solução de controvérsias (meios pacíficos, meios coercitivos, meios jurídicos e meios bélicos), ao sistema ONU e ao sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio, além do supracitado fundamento de juridicidade do DIP (“afinal, por que o DIP é Direito?”). Uma dica que vale tanto para as questões de Direito quanto para as de Economia é tomar cuidado com o número de linhas. Como há questões de 60 e de 40 linhas, corre-se o risco de perder muito espaço com argumentos e ilustrações não necessários à questão. Nas provas dessas duas matérias, não acho que seja tão necessário preocupar-se tanto com a introdução e com a conclusão nas questões de 40 linhas (nas de 60, se houver, devem ser bem curtas), pois não há espaço suficiente para isso. Em minhas provas de terceira fase, apenas respondi a essas questões de 40 linhas diretamente.
A prova de Economia mudou muito, se você comparar as provas de 2008-2009 às de 2010-2011, por exemplo. Anteriormente, havia questões enormes de cálculos, equações de Microeconomia etc. Em 2010, a única questão que envolvia cálculo era ridiculamente fácil. Em 2011, para melhorar a situação daqueles que não gostam dos números, não havia um único cálculo nas questões, todas elas analíticas. Além disso, as cobranças anteriores de Economia Brasileira focavam, especialmente, no período da República Velha (isso se repetiu em 2010). Em 2011, até mesmo o balanço de pagamentos atual do Brasil e a economia dos BRIC na atualidade foram objetos de questões. Talvez seja uma tendência da prova de Economia dos próximos anos, de priorizar o raciocínio econômico, em detrimento dos cálculos matemáticos que aterrorizavam muitos no passado. Ainda que eu não tenha problemas com cálculo (e goste bastante, inclusive), devo admitir que me parece muito mais coerente cobrar economia dos países do BRIC do que insistir nos cálculos de preço de equilíbrio, quantidade de equilíbrio, peso-morto etc., se considerarmos que se trata de uma prova que visa a selecionar futuros diplomatas (aí está uma lição que a banca de Geografia precisava aprender).
Ainda que, à primeira vista, esse novo tipo de prova possa parecer mais fácil, pode não ser tão tranquilo quanto parece. Por mais contemporâneas que as questões sejam, acho que os candidatos correm o sério risco de confundir a prova de Economia com uma prova de Política Internacional (por envolver BRIC, por exemplo). Lembre-se, sempre, de que quem corrige as provas de Economia são economistas. Como economistas, eles valorizam o raciocínio econômico, com o uso de conceitos econômicos, e é isso o que deve ficar claro, em minha opinião, em questões como essa. Tenho maior facilidade com esse raciocínio econômico e com os conceitos da disciplina, por haver participado da monitoria de Introdução à Economia da UnB por quatro semestres. A quem não teve essa experiência, para acostumar-se a esse “economês”, nada melhor que bons noticirios de Economia:
- Brasil Econômico: http://www.brasileconomico.com.b
- Financial Times: http://www.ft.com/home/us
- IPEA: http://agencia.ipea.gov.b
- O Globo Economia: http://oglobo.globo.com/economia/
- The Economist: http://www.economist.com/
- Valor Econômico: http://www.valoronline.com.b, entre vários outros.
Obviamente, não precisa ficar lendo todas as notícias postadas em todos esses sites, todos os dias. Já tentei o esquema de ler uma notícia por dia de uns cinco sites de notícias e cansei facilmente. Não acho que seja possível dizer um número ideal de notícias econômicas lidas por semana, mas sei lá, umas duas ou três já são melhor que nada.
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2020.07.21 04:50 midgetsforsale Renda mensal vitalícia em dólar.

Boa noite, pessoal. Não sei se essa é a melhor subreddit pra discutir esse tipo de coisa então já peço desculpas se não for o local apropriado.
Eu tenho 27 anos, moro nos Estados Unidos desde criança. Eu tenho uma renda vitalícia aqui que, no momento, é de $3,100 dólares. Não vou entrar em muitos detalhes, porém essa renda é resultado de lesões que sofri enquanto serví as forças armadas aqui.
Não sou totalmente incapacitado de trabalhar, além dessa renda eu também tenho o salário que recebo do meu trabalho, que é um pouco mais que essa renda. Se for converter esse dinheiro pro real, acho que sou considerado mega-rico se estivesse no Brasil, mas moro aqui e mesmo assim não posso reclamar pois vivo muito bem, mas não sou rico aqui. Enfim, eu moro sozinho e longe da minha família que ainda está no Brasil e devido as minhas incapacidades, trabalhar e viver essa vida sozinho é muito desgastante pra mim.
Eu estou pensando em voltar pro Brasil por volta dos meus 30 anos e inicialmente viver só com essa renda, mas me preocupo se vou conseguir pois como recebo em dólar, vou sempre depender da cotação do dólar. Tenho certeza que se eu me mudasse hoje com um dólar valendo mais de cinco reais eu viveria tranquilamente, porém o futuro me preocupa.
Quero me mudar pra Santa Catarina e morar no litoral. Não sou formado e a minha área de trabalho é inexistente no Brasil, o único "diferencial" (que hoje em dia tá se tornando o básico) que tenho pra oferecer ao mercado de trabalho brasileiro é meu inglês que falo até melhor que português. Enquanto digito isso tudo eu nem sei qual exatamente é o propósito desse post pois eu acho que estou perguntando algo que possivelmente ninguém pode me responder. Acho que estou buscando conselhos sobre o que fazer pois eu sou realmente leigo em todos esses assuntos. Eu não preciso de muita coisa e diria que sou minimalista, a minha única condição é morar no litoral para ter uma qualidade de vida melhor, será que é possível? Desculpa as perguntas aleatórias, é pq eu estou confuso. Muito obrigado!
EDIT: Muito obrigado à todos que tiraram um pouco de seu tempo pra me ajudar. Estava completamente confuso quando criei essa thread e agora sei exatamente o que fazer. Só tenho a agradecer. Obrigado!
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2020.07.07 04:57 altovaliriano Stannis Baratheon (Parte 2)

No prólogo de A Fúria dos Reis vemos Stannis pela primeira vez. Sua austeridade e dureza são representados por suas roupas e palavras. Mas pouco se vê de seu senso de justiça e dever. Sua rispidez é a tônica geral da introdução do personagem.
A arrogância de Baratheon é contrastada pelo modo carinhoso como Cressen pensa no rei. A disparidade se acentua conforme o meistre oferece conselhos ponderados e, por lealdade, decide arriscar a própria vida para evitar a corrupção de Stannis.
Durante o capítulo, vemos Cressen perdendo lugar ao lado do rei, enquanto Melisandre ascende rapidamente. Fala-se abertamente em um projeto de poder que envolve magia e fratricídio. Por fim, Cressen sofre humilhações em público com a conivência do próprio homem que está tentando salvar.
Sendo o rei um homem vaidoso, ambicioso e suscetível, não é difícil detestar Stannis.
Porém, George está nos enganando.
Na cena em que o conhecemos, Stannis acaba de passar uma péssima madrugada com Davos. Nela, ele recebe um desastroso relato de que os senhores das Terras da Tempestade não apoiarão sua pretensão ao Trono de Ferro contra os Lannisters.
É como o preveni. Não se levantarão, Meistre. Por ele, não. Não gostam dele.
[…]
Não poderia lhe trazer alguma esperança?
Só do tipo falso, e eu não faria isso – Davos respondeu. – De mim, ouviu a verdade.
Portanto, se o leitor conhecesse minimamente o rei quando Cressen entra no Tambor de Pedra e o encontra sentado atrás da Mesa Pintada, saberia que suas palavras são decorrente de um orgulho ferido. A visão de Cressen entrando pela porta irrita Stannis não porque Baratheon o detesta, mas porque é um sinal de que a notícia de sua “humilhação” estava se espalhando:
– Eu sabia que você viria, velho, fosse convocado ou não […]. – Eu sabia que você descobriria em breve o que Davos tinha a dizer. É sempre assim, não é?
– Eu não lhe teria nenhuma utilidade se assim não fosse – Cressen respondeu. – Encontrei Davos na escada.
– E ele contou tudo, suponho. Devia ter encurtado a língua do homem junto com os dedos.
É uma péssima primeira impressão para o leitor. Além da linguagem corporal, a composição da cena passa a sensação de antagonismo. Depois de termos visto o renascimento dos dragões, de termos vislumbrado o nascimento da chance de Daenerys poder reclamar o Trono de Ferro, ver Stannis sentado na cadeira de Aegon planejando uma invasão a Westeros é a quintessência do usurpação. Os Baratheons não apenas tiraram de Daenerys o trono como o futuro enredo.
A situação de Stannis se emparelha com a de Daeneyrs por ambos perdido o trono e não terem forças suficientes para retomá-lo. Porém, uma avaliação mais profunda revela que, em contraste com Daenerys, Stannis está apenas reclamando de barriga cheia.
O novo rei tem milhares de homens de armas, dezenas de navios, algum dinheiro à disposição e diversos aliados nobres que reconhecem sua pretensão. Daenerys está sendo aconselhada por um espião e várias aliados incertos, enquanto Stannis está cercado de conselheiros em sua maioria extremamente leais. Além disso, Porto Real está a poucos dias de distância de Pedra do Dragão, ao passo que Daenerys está do outro lado do mundo.
Mesmo diante destas facilidades, Stannis se comporta como uma pessoa acuada, que desesperadamente dá ouvidos a planos de assassinato. De alguma forma, o novo rei lembra seu antecessor na mesa do pequeno conselho que, diante da notícia da gravidez de Daenerys, acatou as mais desonrosas sugestões para garantir o trono.
Entretanto, bastava olhar para Stannis para saber que ele não era igual ao irmão. A própria descrição física já deveria sinalizar que ele é a antítese de Robert. Enquanto a barba de Robert era uma “coisa emaranha, espessa e feroz”, Stannis “como que em resposta Stannis mantinha suas suíças bem aparadas”. Doze anos em Porto Real tornaram Robert cinquenta quilos mais gordo (AGOT, Eddard I), mas Stannis permanecera largo e forte com “bochechas secas e ossudas”. Portanto, enquanto para Robert o cargo era sinônimo de permissividade, para Stannis era sinônimo de responsabilidade.
De fato, em A Guerra dos Tronos, vimos em primeira mão como Robert delega todas as suas atribuições, enquanto Stannis, desde a primeira impressão, parece lidar pessoalmente com tudo. Curiosamente, essa impressão não vem apenas das palavras de Stannis (“Fiz parte de seu conselho durante quinze anos, ajudando Jon Arryn a governar o reino, enquanto Robert bebia e visitava prostitutas”), mas da menção ao briquismo do rei.
O ranger de dentes de Stannis pode parecer um detalhe aleatório. Contudo, o fato de que este hábito não é totalmente voluntário acaba por nos dar um insight sobre a mente de um personagem não-POV. Em outras palavras, o briquismo indica de que Stannis não é leviano em suas reclamações. As frustrações o afetam a nível subconsciente. Seu stress é constante.
As palavras de Cressen podem levar o leitor a pensar que o rei é apenas carrancudo. Afinal é dito que Stannis desde pequeno. Por exemplo, Lorde Steffon falava de trazer um bobo para ensinar Stannis a rir quando o garoto já tinha 14 anos. Mas somente no primeiro capítulo de Davos ficamos sabendo o quanto o novo rei é passional e permeável à dor.
Stannis fala que a experiência de ver o navio dos pais afundar o transformou. Cressen fala disso passageiramente no Prólogo, mas a profundidade do sentimento somente vem a tona depois:
Deixei de acreditar em deuses no dia em que vi o Orgulho do Vento quebrar-se do outro lado da baía. Jurei que quaisquer deuses que fossem monstruosos a ponto de afogar minha mãe e meu pai nunca teriam a minha adoração.
Robert estava ao lado de Stannis e não parece ter sido afetado pela experiência na mesma medida que Stannis. O fato de Stannis ainda guardar rancor do acontecido, aos quase 35 anos de idade, é revelador.
A evidência mais forte que Stannis não estava em seu estado normal durante a conversa no Tambor de Pedra pode ser vista em dois trechos. O primeiro acontece quando Cressen chama Stannis pelo pronome de tratamento correto e o rei encara como provocação:
Vossa Graça – Stannis rebateu amargamente. – Zomba de mim com o tratamento devido a um rei, mas sou rei de quê? Pedra do Dragão e um punhado de rochedos no mar estreito, eis o meu reino.
O segundo trecho que indica que há algo errado ocorre quando Cressen sugere prometer a Robb vingar a morte de Ned Stark, para que eles possam assim formar uma aliança:
Por que eu deveria vingar Eddard Stark? O homem não era nada para mim.
Não há nenhuma mentira nas palavras de Stannis, mas elas foram ditas em um arroubo de raiva. Com efeito, mais tarde, quando está mais calmo, Stannis diz justamente o contrário:
Não tenho qualquer dúvida de que Cersei teve um dedo na morte de Robert. Obterei justiça por ele. Sim, e por Ned Stark e Jon Arryn também.
(ACOK, Davos II)
Quando Cressen deixa a presença do rei, Stannis estava dando ouvidos ao papo de Selyse sobre Melisandre ter visto Renly morto nas chamas. No caminho de volta a seus aposentos, Cressen está alarmardo pelo que ouviu de Stannis e pela forma como está sendo afastado dos eventos. Isso dá ao leitor a falsa sensação de que algo está fora do prumo.
Entretanto, essa sensação é incorreta. Como bem descreve u/arthurmaia em um excelente texto para o portal Gelo & Fogo, Cressen não estava sendo excluído, nem Stannis estava sendo especialmente desagradável com ele. Nenhum dos outros conselheiros do rei havia sido convocado e Stannis é igualmente desagradável com Selyse quando ela aparece.
Eu ainda acrescentaria que o próprio Cressen comentou que Pylos estava ali para substituí-lo quando morresse. Portanto, a substituição de um pelo outro no banquete noturno não era nenhuma grande conspiração contra o velho meistre. Talvez uma desfeita bem leve por parte de Stannis, já que a substituição não ocorreria antes da morte de Cressen, mas ainda assim feita com boas intenções:
É culpa dele que o velho tenha morrido? – Stannis deu uma olhada para o fogo. – Nunca quis Cressen naquele banquete. Sim, ele tinha me irritado, tinha me dado maus conselhos, mas não o queria morto. Tive esperança de que lhe pudessem ser concedidos alguns anos de tranquilidade e conforto. Merecia pelo menos isso, mas… – rangeu os dentes – morreu. E Pylos serve-me com competência.
(ACOK, Davos I)
A urgência de Cressen parece ter sido despertada pela convergência dos fatos. A eclosão da guerra, morte de Robert, Stannis e Renly prestes a se enfrentarem, acúmulo de eventos naturais augorentos e Melisandre conqustando mentes e corações em Pedra do Dragão. Como homem responsável pela criação dos Baratheon e por ser um meistre da Cidadela, é natural que Cressen sinta-se aflito e no dever de se envolver em todas estas questões.
Todavia, a forma como o velho meistre joga toda a culpa da questão em Melisandre é muito precipitada. É claro que não sabemos a quanto tempo ele deve estar testemunhando Melisandre enchendo a cabeça dos ilhéus de Pedra do Dragão e da Senhora Selyse. Ainda, Martin escolhe justamente o momento da conversão de Stannis para nos apresentar à situação, o que agrava a sensação de “causa perdida”.
Stannis, contudo, também está mostrando sinais de desespero com a falta de apoio para sua pretensão. A mulher vermelha não havia conseguido chegar até Stannis (e ficamos sabendo em seu POV em Dança dos Dragões o quanto ela trabalhou para conseguir se aproximar dele).
Assim, enquanto Cressen corria de um lado para evitar que Melisandre tonificasse as ambições de Stannis e levasse irmão a matar irmão, Stannis estendia a mão à mulher de Asshai como quem tinha pouco a perder. O banquete da noite seria aos vassalos e a Melisandre, portanto aquele era o momento tão esperado para a sacerdotiza “vender o seu pão”. Stannis deveria estar bem ciente disto.
Por esta razão que a entrada de Cressen no recinto veio como uma visita inesperada e incômoda. Tudo piora quando o meistre passa a antagonizar com Melisandre quando a feiticeira o estava ajudando a se levantar. Fica ainda pior quando Cressen, em público, o chama de Lorde ao invés de Rei. Aconselhar o rei em público sobre fazer comum com Starks e Arryns é ainda mais constrangedor. Negar o poder do Deus ao qual o rei está querendo se converter também não ajuda a imagem de Stannis.
Quando Cressen está claramente fazendo papel de tolo, Selyse ordena que Cressen volte a utilizar o elmo do bobo. Somente quando Cara-Malhada não entregue o balde é que Stannis interveem:
Sim – concordou a Senhora Selyse. – O elmo do Malhada. Cai bem em você, velho. Volte a colocá-lo, eu ordeno. [...]
Os olhos de Lorde Stannis estavam na sombra das suas pesadas sobrancelhas, sua boca, apertada, enquanto o maxilar trabalhava em silêncio. Rangia os dentes sempre que se zangava.
Bobo – ele rosnou por fim –, a senhora minha esposa ordena. Dê o elmo a Cressen.
Como era de se esperar, o velho meistre ficou horrorizado com Stannis ter feito parte da gozação para com ele. Stannis não deu a mesma ordem que Selyse, é verdade. A julgar por suas palavras, o rei estava mais incomodado de ver a rainha desobedecida do que participando da brincadeira. Mas com esta atitude ambígua por parte de Stannis, GRRM testa os limites da farsa que está montando. Talvez por isso que Martin fez com que Baratheon se redimisse logo a seguir:
Talvez ele deva, daqui para a frente, cantar os seus conselhos – disse a Senhora Selyse.
Foi longe demais, mulher – repreendeu-a Lorde Stannis. – É um velho, e serviu-me bem.
Com a morte de Cressen, o plano de evitar a conversão do rei ao R’hllorismo falha absolutamente. Na verdade, Cressen acaba dando palco para que Davos ficasse ciente dos poderes da mulher de Asshai e passasse a temê-la também. Da parte de Stannis, a morte de Cressen, de tão inexplicável, pareceu decorrer de sua idade.
Não é afirmado qual foi o veredito de Pylos sobre a morte do velho. Mas uma vez que era o novo meistre era bem jovem, possivelmente não deve ter detectado um veneno tão específico como o estrangulador (no caso de Joffrey, a idade e o conhecimento de Pycelle devem ter ajudado o diagnóstico).
Por outro lado, Stannis já estava substituindo Cressen por Pylos. É possível até que goste mais do rapaz “solene” e “sempre correto” do que do velho meistre. Cressen pensava em formas de tornar Pedra do Dragão um lugar mais leve, mas Stannis provavelmente pensava o contrário. “Pylos serve-me com competência”, disse o rei. E para Stannis, competência era metade do caminho andado.
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2020.06.29 05:59 altovaliriano Stannis Baratheon (Parte 1)

Stannis Baratheon é citado 64 vezes em A Guerra dos Tronos e não parece uma vez sequer. Sua primeira aparição ocorre justamente no prólogo do livro seguinte, para satisfazer a longa preparação que o escritor vinha fazendo.
Não é apenas seu nome que é nos dito, no entanto. Nós ouvimos falar um bocado sobre Stannis enquanto ele está ausente. É tanta informação que é como se Martin quisesse que conhecêssemos o homem pelo que falam a respeito dele quando ele não está presente. O homem pintado pelos diversos personagens é ora ridículo ora temível.
Nosso primeiro vislumbre de Stannis ocorre quando Daenerys pensa em Pedra do Dragão e como não tinha memória do lugar, pois havia fugido ainda bebê “antes de o irmão do Usurpador zarpar com sua nova frota”. A partir desta simples observação, o leitor atento pode se perguntar por que Stannis ficou a cargo de construir uma frota durante meses, ao invés de pegarem navios da frota Redwyne.
Vários papéis significativos da Rebelião de Robert são deixados a cargo de Stannis Baratheon. E a resposta para a questão acima parece ter relação com o fato de que Martin não estabeleceu em nenhum ponto do primeiro livro que os Redwyne tinham uma frota de guerra gigantesca. Tudo que sabíamos sobre os Redwyne àquela altura era que os Redwyne participaram do cerco a Ponta Tempestade.
De fato, as únicas frotas mencionadas em A Guerra dos Tronos são a frota de Balon Greyjoy (já chamada de ‘Frota de Ferro’ no apêndice do livro), a “frota Targaryen” destruída durante a tempestade que ocorreu durante o nascimento de Daenerys e a frota real reconstruída por Stannis.
Assim, é de se imaginar que a dimensão da frota Redwyne provavelmente surgiu como parte do mesmo retcon que inseriu Davos na história, haja vista que a história do cavaleiro das cebolas está intimamente ligada ao furo do cerco naval. Porém, isto nos deixa com a curiosa conclusão de que Martin teria estabelecido que Stannis como um almirante antes mesmo de desenvolver os Redwyne. Esta capacidade naval seria reconfirmada quando seus feitos na Rebelião Greyjoy são contados.
Porém, na primeira vez em que o nome de Stannis é mencionado não há elogios. Cersei e Jaime estão sozinhos na Primeira Fortaleza de Winterfell, especulando sobre outros candidatos ao cargo de Mão, fora Eddard. Ao mencionar Stannis, Jaime o classifica como alguém difícil de digerir. Já Cersei sugere que Robert daria mais ouvidos a Ned do que Stannis ou Renly.
Apesar de serem críticas vãs, com pouca relação com competência para o cargo, elas revelam algo sobre o personagem criticado. Ao longo da história, vemos como Stannis é sistematicamente rejeitado a todo momento. Não lhe é oferecido o cargo de Mão do Rei. Robert o descarta como possível Protetor do Leste. Lysa Tully foge para que seu filho não seja entregue a Stannis. Petyr, Varys e Renly descartam sua pretensão ao Trono.
Mas estes são apenas os eventos atuais. Olhando-se para o passado, a lista ainda é mais longa. Stannis nunca recebeu agradecimento de Robert por ter segurado Ponta Tempestade durante a Rebelião (Eddard é quem foi agradecido, por desfazer o cerco sem esforço). Mesmo retomando Pedra do Dragão, Stannis só conseguiu que Robert o culpasse pela fuga de Viserys e Daenerys.
Mais tarde, Robert deu Pedra do Dragão a Stannis, ao invés de Ponta Tempestade (mais rico e mais poderoso), e estreou o leito nupcial do irmão do meio antes mesmo dos noivos. Como se isso tudo não fosse ofensa o suficiente, Robert ainda era mais bem-sucedido do que Stannis em tudo.
Alguns leitores podem achar que a parte sobre ficar com Pedra do Dragão não foi uma ofensa, já que, segundo GRRM, Robert não pretendia ofender ou punir Stannis. Entretanto, o resultado foi o mesmo. Stannis ficou com o assento de menores renda e importância, que ficou com seu irmão mais novo, que nada fez pela Rebelião.
Ainda assim, Stannis se manteve leal a Robert o tempo todo. “Obediente como um irmão mais novo deve ser a um mais velho, como Renly devia ser a mim” (ACOK, Prólogo). E fala que seu dever de ser rei e trazer os Lannisters à justiça é um dever “até para com Robert” (ASOS, Davos IV).Mas isso é o que Stannis conta a si mesmo, pois, na verdade, ele é um personagem bem mais cinza do que isso.
Os adjetivos de Stannis são praticamente recitados por todos: áspero, inflexível, justo e com sólido senso de dever. Segundo ele, sua cruzada pelo Trono de Ferro é algo obrigatório, não fruto de sua escolha. Mas isso é verdade ou Stannis fala da boca para fora?
Para começar a responder isto, voltemos à Primeira Fortaleza de Winterfell.
Cersei refletia sobre os perigos de ter Ned Stark como Mão, quando Jaime dá uma resposta interessante, que pode passar despercebida em primeira leitura:
[...] Eu devia ter insistido para que ele o nomeasse, mas tinha certeza de que Stark recusaria o cargo.
Deveríamos agradecer por nossa sorte – disse o homem. – O rei podia perfeitamente ter nomeado um de seus irmãos, ou mesmo o Mindinho, que os deuses nos protejam. Dê-me inimigos honrados em vez de ambiciosos e dormirei melhor à noite.
(AGOT, Bran II)
Quando Jaime não distingue Renly de Stannis, ele está chamando ambos os irmãos de Robert de ambiciosos e de não-honrados. Cersei não faz ressalvas.
Obviamente, poderíamos alegar que Jaime apenas estava falando bobagens para calar Cersei e partir para o sexo. Ou então, alegar que cada personagem tem seu ponto de vista e que esta é apenas a opinião de Jaime e Cersei. Ou ainda, arguir que Martin simplesmente não tinha um conceito muito claro sobre quem era Stannis a esta altura (afinal, o primeiro livro está cheio de incoerências em relação aos livros seguintes).
Porém, a pergunta ainda parece válida: faria sentido considerar Stannis Baratheon como mais um dos jogadores ambiciosos do Jogo dos Tronos? Faz sentido que Stannis seja apenas um personagem solene, que simplesmente está cumprindo seus deveres e procurando justiça; que enxerga o mundo através de lentes preto-e-branco? Exploraremos estas pergunta ao longo de todas as partes destas análises sobre Stannis, mas acredito que algumas conclusões já podem ser adiantadas.
A história de Stannis trilha dois caminhos simultaneamente, à semelhança de Daenerys. Por um lado, é a cruzada do herdeiro legítimo tentando retomar o trono de seus inimigos. Por outro lado, é a jornada do herói mítico escolhido por Deus para salvar o mundo da perdição. Entretanto, a forma como Stannis trilha estes caminhos não é limpa e cristalina. Muitas vezes, para realizar um de seus “destinos”, Stannis é obrigado a abandonar o outro.
Sem falar que ambos os objetivos de Stannis são fundados em premissas falaciosas. Neste primeiro texto vamos nos ater à missão para retomar o trono de ferro.
Sua pretensão ao Trono de Ferro se baseia no fato de ser irmão de um rei que não deixou filhos legítimos. Mas esse irmão tomou o trono de um rei legítimo que deixou herdeiros legítimos. Porém, Stannis convenientemente deixa de considerar este fato quando faz suas reflexões sobre seu direito ao trono.
Para Stannis, ele simplesmente se torna o rei por que a lei determina que ele é o rei. Qual lei, eu pergunto? Aquelas que GRRM chama de “vagas, não-codificadas, sujeitas à interpretação, e por vezes contraditórias”? O que exatamente diz a lei sobre quem herdará o trono depois que morre o rei escolhido pelos rebeldes que derrubaram a legítima dinastia anterior?
São todas essas complexidades que Stannis já superou quando decidiu ficar do lado de Robert em vez de Aerys (ASOS, Davos IV). Mas talvez estas complexidades reapareceram para assombrar Stannis, quando Daenerys retornar a Westeros, para ‘matar as mentiras’ de Stannis (parafraseando os Imortais de Qarth).
Como se vê, em última instância, a pretensão de Stannis é fruto de sua vontade, não da lei ou de seu dever. Inclusive, Stannis não é uma máquina de cumprir deveres. Ele descumpriu os deveres com Aerys (ASOS, Davos IV) e até mesmo Robert ele abandonou, pois, me parece, era seu dever proteger a vida de seu rei (e irmão) contra seus inimigos Lannisters:
E quando Robert partira para o norte, para Winterfell, Stannis afastara-se para Pedra do Dragão, a fortaleza insular dos Targaryen que conquistara em nome do irmão. Não dissera uma palavra sobre quando poderia estar de volta.
(AGOT, Eddard VI)
É importante observar que Stannis não simplesmente fugiu para Pedra do Dragão, ele foi para lá afim de se preparar para uma guerra. Varys conta a Illyrio que Stannis estava reunindo espadas à sua volta:
Stannis Baratheon e Lysa Arryn fugiram para fora do meu alcance, e os murmúrios dizem que reúnem espadas à sua volta.
(AGOT, Arya III)
Isso acontece um capítulo antes de levar a notícia da gravidez de Daenerys ao Conselho do Rei. Varys retoma novamente este assunto com Eddard nas celas Negras:
Ninguém sabe o que Stannis tem feito em Pedra do Dragão, mas apostaria com o senhor que reuniu mais espadas que conchas.
(AGOT, Eddard XV)
Esse relato é novamente repetido por Tywin Lannister (provavelmente informado por Pycelle):
Varys ouve os seus sussurros. Que Stannis está construindo navios, que Stannis está contratando mercenários, que Stannis mandou vir um umbromante de Asshai. Que significa isso? Será alguma parte verdade?
(AGOT, Tyrion IX)
Mais tarde, em A Fúria dos Reis, ficamos sabendo que realmente foram contratados mercenários de Lys e Myr (ACOK, Prólogo) e, mais surpreendentemente, uma parte da frota real seguiu com Stannis quando ele partiu para Pedra do Dragão (ACOK, Tyrion IX). Portanto, Stannis não só cercou-se de espadas como tirou algumas do trono. Isso tudo antes mesmo de Robert morrer.
Assim fica claro que o passo dado por Stannis foi pensado para uma eventual guerra com os Lannisters, deixando ao largo completamente qualquer tentativa de salvar Robert ou vingar imediatamente a morte de Jon Arryn. Como um homem tão agarrado ao cumprimento do dever deixa seu rei e irmão à própria sorte e passa a se preparar para uma guerra de sucessão?
Chega a ser risível que Stannis fale que obterá justiça pela morte de Robert, Eddard e Jon Arryn (ACOK, Davos II), quando ele, mais do que qualquer outro, poderia ter ajudado evitado a morte de 2 dos 3. Não me entendam mal, o próprio Ned Stark parece compreender a cautela que tirou Stannis de Porto Real. Entretanto, ele sabe que Stannis não está afastado por medo (AGOT, Eddard VI) e pensa que Stannis era uma peça-chave para virar o jogo em Porto Real:
Não havia dúvida de que Lorde Stannis se tornara cuidadoso depois do assassinato de Jon Arryn, mas era imperativo que embarcasse imediatamente para Porto Real com todo o seu poderio, antes que os Lannister se pusessem em marcha.
(AGOT, Eddard XIII)
Assim, em nada fazendo para evitar a morte de Robert, a cruzada de Stannis para recuperar seu trono não pode ser encarada como uma missão fundada no dever. Ela tem elementos contraditórios que revelam a natureza cinza de Stannis. Não é porque os inimigos de Stannis sejam pessoas ambiciosas e vis que ele também não tenha ambição e vilania dentro de si.
Não é a toa que o próprio Ned não discorda de Varys e Petyr quando eles dizem que o reino sangrará se Stannis subisse no Trono (AGOT, Eddard XIII e XV). Também, o que poderia Ned responder? Mais do que ninguém, Stark sabe que ao dizer que “não há na terra criatura que seja, nem de longe, tão aterradora como um homem verdadeiramente justo”, Varys não está tentando elogiar Stannis.
No primeiro livro, porém, o leitor é levado a comemorar estas observações sobre a natureza de Stannis. Afinal, o homem que tira o sono dos vilões deve ser um herói espetacular. Quando Tywin diz “desde o princípio sinto que Stannis é maior ameaça do que todos os outros juntos”, parece surgir uma luz no final do túnel. As iniquidades dos Lannister não ficarão sem resposta. Quando se diz que ele está trazendo um umbromante de Asshai, as possibilidades se multiplicam.
Porém, sobre “esse” umbromante, o modo como ser o herói mítico escolhido afeta Stannis e cria mais semelhanças com Daenerys, deixo para falar em um próximo texto.
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2020.05.18 04:46 altovaliriano Jon Snow (Parte 6)

Esta é a última parte da série de textos sobre Jon Snow.
Os capítulos de Jon Snow em A Dança dos Dragões são marcados por escolhas que afetarão milhares de pessoas. Na condição de Lorde Comandante da Patrulha da Noite, o rapaz sabe que não pode deixar para pensar depois nas consequências de seus atos, pois não é ele quem vai ter que arcar com as consequências de seus atos, mas toda a irmandade.
Em razão disto, Jon escolhe ser um líder objetivo, independente e frugal. É assim que ele entende que um homem adulto deve se comportar. “Mate o menino e deixe o homem nascer”. Mas não há como culparmos Jon por isso. Todos os homens que lhe instruíram sobre a vida tinham estas caracterísitcas.
Eddard Stark, Meistre Luwin, Aemon Targaryen, Jeor Mormont e, em menor medida, Mance Rayder. Todos eles eram homens com um rol de princípios claros, conhecidos por todos ao seu redor. Igualmente tendiam a ter suas próprias opiniões e a tomar decisões a despeito da vontade dos demais. E também eram homens simples, cuja aparência por vezes enganava seu real status.
Quando encontramos Jon depois de ele ter tomado posse no cargo, nenhuma mudança real parece ter acontecido. Stannis está chamando de bastardo em sua cara. Godry Farring chama-o de rapaz e o desafia. Por outro lado, desde o primeiro capítulo de Samwell em O Festim dos Corvos ficamos sabendo que o Lorde Comandante se instalou nos antigos aposentos de Donal Noye, lugar de onde não saiu nem mesmo depois que Stannis deixou aposentos vazios na Torre do Rei vazia ao partir.
A frugalidade de Jon, porém, é uma mistura de partes iguais de sua criação e idade. Jon não só quer fingir ter o ‘desapego das formas e privilégio do conteúdo’ que vem naturalmente com a maturidade (“mate o menino e deixe o homem nascer”). Snow também quer provar àqueles ao seu redor que o poder não lhe subiu à cabeça.
Ainda que não convenha ao Lorde Comandante se portar como um rei ou um lorde de verdade, existem diversos recursos simbólicos na tomada do poder que ajudam um Lorde Comandante a governar seus iguais. Como disse Ben Plumm a Daenerys, “O homem que quer ser o rei dos coelhos deve estar pronto para usar um par de orelhas de abano” (ADWD, Daenerys I), o que é apenas uma versão de uma lição política muito antiga em nosso mundo:
“o vulgo sempre se deixa levar pelas aparências e pelos resultados, e no mundo não existe senão o vulgo“
(MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe)
Portanto, as aparências de poder são uma ferramenta legítima de um governante, que deve saber quando fazer uso delas, sem se deixar afetar pelo apego às origens. A meu ver, Melisandre é que m faz a melhor análise da situação de Jon:
Snow decidira continuar vivendo atrás do arsenal, em um par de cômodos modestos previamente ocupados pelo último ferreiro da Patrulha. Talvez não se achasse digno da Torre do Rei, ou talvez não se importasse. Isso era um erro, a falsa humildade da juventude que, em si, era um tipo de orgulho. Nunca foi sábio para um governante evitar as armadilhas do poder, pois o poder flui em quantidades não pequenas de tais armadilhas.
(ADWD, Melisandre)
Estes pensamentos revelam que Melisandre tem uma visão política do mundo muito mais fundada na realidade do que seu fanatismo religioso deixa transparecer. Entretanto, a frugalidade-vaidade de Jon, que ela condenou, parece ser o aspecto mais inofensivo deste seu atributo. Há um pouco dessa sobriedade também na forma como Jon governa a Patrulha com objetividade. Curiosamente, é esta combinação que faz com que Jon não dê crédito a Melisandre.
No começo do livro, Aemon já indicava a Jon que Melisandre provavelmente se enganava ao interpretar a profecia de Azor Ahai e que a magia na espada de Stannis era espetáculo ao invés de poder. Dessa forma, Jon já iniciava sua jornada em dúvida sobre Melisandre. A feiticeira usa Ygritte, Fantasma, Mance e Arya para tentar espantar as desconfianças de Jon. Mas bastou ela errar uma de suas previsões, para que a razão ditasse que Jon não lhe desse mais créditos.
E Jon assim fez com dureza:
– Todas as suas perguntas serão respondidas. Olhe para os céus, Lorde Snow. E, quando tiver suas respostas, envie para mim. O inverno está quase sobre nós. Sou sua única esperança.
– A esperança de um tolo. – Jon virou-se e a deixou.
(ADWD, Jon XIII)
Quando Bowen Marsh colocou Jon à par da situação dos estoques da Patrulha, Jon deu mais ouvidos ao Intendente do que a seus olhos. Uma conduta sábia. Mas não foi tão sábio não perceber a jogada do Intendente. Sabendo que Jon queria alimentar os Selvagens e da natureza objetiva e frugal de Jon, Marsh primeiro apresentou o problema para depois vender uma solução.
A sugestão de Marsh: a comida somente daria para todos por um longo período se eles racionassem. Jon mostrou ao leitor que sabia que esta medida o faria impopular entre os irmãos negros, porém, diante de como Bowen colocou a questão, não parecia haver outra solução. Alguém duvida que o Intendente se valeu dessa decisão de Jon para angariar aliados na sua oposição? Alguém pode dizer que confia 100% nas estimativas que Marsh passou a Jon?
O Lorde Comandante, porém, preferiu não ouvir uma segunda opinião. O que deveria soar estranho para o leitor, haja vista que a objetividade de Jon faz com que ele e Marsh passem um livro inteiro em discordância. Ainda mais quando Marsh usa o mesmo argumento da comida quando Jon começa a trazer recrutas de Vila Toupeira.
Entretanto, o mais danoso atributo de Jon enquanto Lorde Comandante é sua independência postiça. Não por acaso Martin fez com que Jon fosse eleito por ação de Samwell. Caso Jon tivesse ele mesmo costurado os acordos para impedir que Slynt fosse eleito, muito provavelmente Jon não teria a falsa impressão de que poderia governar sem aliados próximos de si. No cargo, Jon acreditava que poderia ir preenchendo os cargos vagos por merecimento (como fez com Couros e Cetim).
Muito provavelmente, Jon pensava que seus amigos seriam sua maior fraqueza. Por isso manda embora Samwell e todos os colegas mais próximos, que o resgataram quando ele tentou desertar em A Guerra dos Tronos (Grenn, Pyp, Sapo e Halder). Ele até mesmo mandou embora Dywen, que era um porta-voz de Jon entre os Patrulheiros. Martin espertamente disfarçou essa dispensa de Dywen no meio da manobra de Jon para se livrar de Alliser Thorne. Mas, vejam , sem Dywen por perto, os patrulheiros ficariam á mercê de Bowen, que já tinha o apoio dos construtores e intendentes.
Quando não colocou seus aliados em posições estratégicas, Jon privilegiou seus opositores em detrimento de seus aliados. Aliás, manter as figuras como Marsh e Yarwick nos cargos, mesmo achando-os incapazes, fez com que Jon me lembrasse uma versão invertida de Cersei e seu pequeno conselho. Em Porto Real, a Rainha não ouvia conselhos de verdade de seus bajuladores sem talento. Em Castelo Negro, o Lorde Comandante não ouvia conselhos de verdade de seus opositores sem talento.
Com efeito, a quantidade de vezes em que Jon enfrenta seu “pequeno conselho” chega aos limites do ridículo. São tantas vezes que eu comecei a suspeitar que Martin não está querendo que vejamos uma tensão crescente. Afinal, Jon é bem-sucedido contra quase todas as investidas de Bowen Marsh, Othel yarwick e Septão Cellador. Como demonstrei no texto passado, não havia necessidade de Jon gerar tanta insatisfação na Patrulha. O motim seria crível de qualquer modo assim que ele desertasse.
A verdade é que eu penso que Martin estava ganhando tempo com esta série de debates. Como ele sabia que Jon seria assassinado, ele precisava prepara muito o terreno para o que sucederia à morte de Jon. Mas as sementes que seriam plantadas neste terreno seriam as decisões polêmicas de Jon, GRRM devia sentir que era necessário que a Patrulha respondesse negativamente a cada uma dessas ‘reformas’ para que a situação parecesse verossímil ao leitor.
Por outro lado, a oposição constante fazia crescer a dependência do Lorde Comandante pelo apoio dos Selvagens, o que criava um óbvio ciclo vicioso. Jon teve que confiar cegamente em Val para achar Tormund, deu uma senhoria a Sigorn através do casamento com Alys Karstark e tomou conselhos apenas de Tormund no assunto da carta de Ramsay.
O caso de Val, na verdade, é muito curioso. Martin foi sorrateiro ao representa-la tão disposta a ajudar Jon. Ela já havia sido oferecida como esposa a Jon por Stannis e durante o livro vemos o quanto ela tem química com Jon... até que ela entra em pânico assassino ao conhecer Shireen. Mas tudo isso só acontece quando Jon está em dívida com Val. Dessa forma, GRRM coloca o Lorde Comandante novamente em desvantagem e dependência.
Quanto ao casamento de Sigorn e Alys, o caso é mais sutil. Já havia fortes indícios que seria uma questão de tempo até que Sigorn ganhasse algum poder político, mas ninguém nunca se perguntou por que os noivos, ambos adoradores dos velhos deuses, foram casados por Melisandre?
Parece lógico à primeira vista que simplesmente seja uma imposição externa, da Rainha Selyse. Porém, é dito que Septão Cellador tentou realizar a cerimônia, revelando que não houve sequer debate sobre o assunto. Os adoradores da Fé dos Sete devem ter se sentido mais desagradados do que se a cerimônia fosse realizada perante um árvore-coração.
Falemos então de Tormund. No penúltimo capítulo de Dança, Jon teve um sonho em que estava defendendo a Muralha sozinho contra os Outros. Isso era um reflexo do isolamento que sentia. Logo depois, Tormund apareceu com seus quatro mil selvagens para passar sob a Muralha. Ou seja, Jon só encontrou com o velho conhecido quando o isolamento de Jon na Muralha já o atingia em nível subconsciente.
Temos que admitir que a simpatia e bom humor de Tormund foram um bálsamo bem-vindo a Jon. A forma como Tormund cooperou também facilitou Jon no convencimento dos homens dos Clãs das Montanhas de que a Patrulha e o Povo Livre estavam na mesma página quanto à trégua. Entretanto, o alívio deve ter sido grande demais para Jon.
Quando a carta de Ramsay chegou a Castelo Negro, Jon se recordou que Melisandre previra sua chegada e pedira que ele viesse falar com ela sobre o assunto. Depois de ter lido a carta no Salão dos Escudos, Jon se arrependeu de não ter ido conversar com Selyse antes do anúncio, pois não era adequado que ela fosse a última a saber da morte de Stannis. Por que ele não pensou nisso antes? Por que estava com Tormund quando a carta chegou.
A sensação de intimidade (e até um pouco de carência) devem ter feito com que Jon perdesse a prudência e adquirisse um indevido senso de urgência. De fato, não havia nada que justificasse sua deserção imediata. Ao invés de procurar Melisandre ou avisar Selyse, Jon passou duas horas refazendo seus planos com o amigão Tormund. Planos os quais Martin nos sonegou ao suprimir a conversa.
Alguém tem dúvida que Tormund não é o conselheiro mais indicado para este tipo de situação? Que dificilmente ele perceberia as nuances do conteúdo da carta como Melisandre afirmava ser capaz de decifrar? Cadê “mate o menino e deixe o homem nascer” nessa horas? Em lugar nenhum. Jon não pensou nisso nenhuma vez. Tal qual não pensou quando lidava com Janos Slynt. Na verdade, eu penso que Jon só não foi morto no próprio Salão dos Escudos porque naquele momento “os selvagens suplantavam os corvos em cinco para um” (ADWD, Jon XIII).
Porém, precisamos falar um pouco mal dos motineiros. O que eles estavam pensando quando resolveram usar o incidente entre Sor Patrek e Wun Wun para atacar Jon quando “homens saíam aos montes das fortalezas e torres ao redor. Nortenhos, povo livre, homens da rainha”? talvez Jon e Marsh se pareçam muito. Talvez ambos sejam pessoas demasiado passionais para lidar com a política da Muralha às vésperas da Longa Noite.
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Para concluir eu tenho uma pergunta: Quem foram os autores da terceira e a quarta facada em Jon? Alf e Lew Mão esquerda?
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